quinta-feira, 3 de março de 2016

'Trem da copa' que custou bilhões não anda e ainda teve 56 vagões comprados inutilmente


O povo pagou e não viu funcionar
Até agora o governo já pagou R$ 1,06 bilhão dos R$ 1,477 bilhão previstos em contrato para o Consórcio VLT. A previsão é de que outros R$ 630 milhões, no mínimo, sejam necessários para concluir a empreitada.
A segunda obra de mobilidade urbana mais cara da Copa do Mundo de 2014, o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) de Cuiabá, já consumiu mais de R$ 1 bilhão dos cofres públicos e ainda não chegou nem na metade.


O atual governo de Mato Grosso teve que paralisar os trabalhos e contratar uma auditoria diante das evidências de irregularidades e superfaturamento existentes em seu contrato e execução. A obra tem denúncia de direcionamento na licitação, pagamento de propina de R$ 80 milhões, má execução técnica e, agora, a compra inútil de 56 vagões de trem que não terão utilidade no sistema.
Oito composições do VLT, com sete vagões cada, foram compradas sem necessidade pelo ex-governador de Mato Grosso Silval Barbosa (PMDB), que atualmente se encontra na cadeia, preso na esteira de uma investigação da Polícia Federal sobre fraudes em seu governo. No total, o equipamento inútil custou R$ 120 milhões aos cofres públicos. 
É o que mostra relatório da consultoria KPMG, contratada pela atual administração. O relatório aponta que 32 composições, com 224 módulos, seriam suficientes para operar todo o sistema de transporte, de 23 quilômetros, mas Silval Barbosa comprou 40. O estudo esclarece que padrões internacionais estabelecem que não é possível colocar trens para rodar em um sistema como o que está sendo implantado em Cuiabá com intervalos inferiores a três minutos.

PAROU, POR QUÊ? POR QUE PAROU?
As obras do VLT estão paralisadas desde dezembro de 2014. Graças a um acordo judicial realizado para que a obra possa ter seguimento sem contestações nos tribunais, o governo tem até o dia 29 de março para entregar à Justiça Federal o estudo técnico de viabilidade de implantação do modal. A empresa KPMG Consultoria, contratada em novembro de 2015 por R$ 3,08 milhões, realiza estudos que devem apontar a viabilidade do modal, além do cronograma para conclusão da obra, valor tarifário e dinheiro necessário para a finalização do projeto. Até agora o governo já pagou R$ 1,06 bilhão dos R$ 1,477 bilhão previstos em contrato para o Consórcio VLT. A previsão é de que outros R$ 630 milhões, no mínimo, sejam necessários para concluir a empreitada. (Com informações de UOL) (Com foto de A Tribuna MT)


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