terça-feira, 26 de abril de 2016

Condenado a MORTE o presidente deposto pelos MILITARES egípcios


Condenado a MORTE o presidente deposto pelos MILITARES egípcios aguarda julgamento de recursos.
O presidente MORSI entrou no tribunal sorrindo e de punhos fechados, em sinal de desafio. Pouco tempo depois foi condenado à pena capital. O ex-presidente egípcio Mohamed Morsi, deposto pelo exército em 2013, foi um dentre 106 membros e apoiadores da Irmandade Muçulmana a ouvir, neste sábado, uma sentença de morte no tribunal do Cairo.


Os juízes consideraram válidas as acusações de prisão, violência e morte de manifestantes durante a revolta de 2011, que acabou por determinar a queda do então Presidente, Hosni Mubarak, que esteve 30 anos no poder.
O grande mufti (líder religioso) do Egipto irá dar a sua opinião sobre o caso e um veredicto final será lido em 2 de Junho.
O julgamento de Morsi começou em Janeiro de 2014. O presidente deposto nunca reconheceu o tribunal, declarando sempre que o processo é parte do golpe que o derrubou a favor de Abdel Fatah al-Sissi, líder militar e agora Presidente do Egito.



Morsi foi o primeiro presidente egípcio a chegar ao cargo através de eleições chamadas democráticas. Mas, o líder teve uma campanha financiada e facilitada pela irmandade muçulmana, que sempre insistiu na criação de leis de acordo com o alcorão. Morsi então implementou uma série de medidas para reforçar o seu poder e criou uma constituição interpretada como de acordo com o que a irmandade muçulmana determinou.
O país acabou entrando em um estado de caos generalizado e o Exército assumiu o controle, restaurando a ordem pública. Não foi um “golpe militar”, na medida em que o presidente havia perdido autoridade e permitido que o país corresse o risco de desintegração. Havia vários comitês revolucionários e se os militares não agissem o governo certamente passaria às mãos de outro líder, não escolhido democraticamente. Uma parte significativa da sociedade solicitava o apoio dos militares.
Até hoje o governo permanece nas mãos das Forças Armadas.

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