O
partido MILITAR do Rio de Janeiro é um dos PILARES do partido MILITAR no
Brasil. O partido no Rio é formado majoritariamente por militares das Forças
Armadas que, pelas reações de hoje nas redes sociais, parecem extremamente
decepcionados com a atuação de seu líder nacional, o capitão-deputado
AUGUSTO.
Hoje
circulou na rede a informação de que o Capitão Augusto, ao apresentar seu parecer
sobre a PEC 443, não incluiu os militares das
Forças Armadas. O documento, apresentado na semana passada (15/03), quase passa
despercebido em meio a um congresso turbulento por conta da crise
política.
A PEC
443 pretende conceder aos militares
o direito de representação por meio de associações. Como sempre dissemos
aqui, não se trata de sindicatos. Se trata apenas de dar aos líderes de
associação o direito de representar os associados em negociações salariais,
planos de carreira etc. Não se fala de greve ou sindicalização militar.
Contudo, não queremos crer que o referido político, apesar de crer que os
policiais precisam desse direito, acredita que militares das forças armadas não
precisam.
Circulam
informações que dizem que as assessorias parlamentares das Forças Armadas
pressionaram para que não se incluísse os militares federais e que o deputado
apresentará outra PEC só para os militares federais.
Mas,
se isso ocorreu não poderia-se resistir a essa pressão? Parlamentares não estão
no Congresso para representar seu partido, seus eleitores? Se não resistiu a
pressão agora o que garante que apresentara outra PEC em favor de militares
federais?
Kelma
Costa, líder de associação de MILITARES
deixa claro sua indignação dizendo: “falei que a força
viria com tudo, isso não foi novidade… Augusto não teve boa vontade… eu sou
mera mortal e quando tenho que falar eu falo, fico indignada… os militares que
apoiam o PMB deviam rever essa situação… o AUGUSTO não levou em conta em
momento algum os militares que ajudam, que somam que estão na luta… Se levasse
em conta teria peitado e dito, vamos tocar pra frente… você tem que vestir a
camisa“
Em
relação aos policiais o deputado capitão AUGUSTO diz:
“A
Proposta de Emenda à Constituição nº 443, de 2014, pretende que se apliquem aos
militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios organizados na
forma de associação para a representação da categoria profissional, o caput do
art. 8º e seus incisos III e VI … “
“…
vedações estas que se estendem aos policiais e bombeiros militares … nos
últimos 20 anos, respaldados especialmente pelo direito fundamental inserto no
inciso XXI do art. 5º da CF, inúmeras associações se constituíram e foram
legitimadas por seus associados para exercerem sua representação perante os
Poderes constituídos. Contudo, por não estarem legitimadas nos termos dos
incisos III e VI do artigo 8º CF, se veem, na maioria das vezes, alijadas pelo
poder público dos processos de negociação em favor de seus representados.“
Perguntamos:
Não estariam os MILITARES FEDERAIS em situação análoga, também alijados das
negociações?
Em
grupos de whatsapp e redes sociais já percebe-se grande indignação de militares
federais em relação ao assunto.
O
Deputado Capitão Augusto, relator da referida proposta chegou a declarar para
lideranças de associações de militares das Força Armadas que ia incluir os
militares federais em sua proposta. Contudo, lendo o parecer emitido pelo
deputado, que é o RELATOR da PEC 443, nota-se que em nenhum momento o
parlamentar menciona as Forças Armadas.
Nesse
artigo, publicado em 2015, descrevemos um encontro do DEPUTADO
Capitão AUGUSTO com líderes de ASSOCIAÇÕES. Os mesmos saíram animados da
reunião dizendo que o parlamentar teria concordado com a inclusão das
F.ARMADAS.
O
político também apresentou um substitutivo que só alcança policiais e bombeiros
militares.
“SUBSTITUTIVO
DA PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 443 DE 2014 (Do Sr. SUBTENENTE GONZAGA
e outros) Acrescenta §§ 3º e 4º ao art. 42 da Constituição Federal, para
assegurar as associações dos militares estaduais e do Distrito Federal os
direitos e garantias de representação e imunidade tributária assegurados às
demais entidades representativas.”
Resta
agora às associações tentar realizar modificações na referida PEC quando a
mesma passar pelo SENADO.
Se o Parecer
do Capitão Augusto, Forças Auxiliares, deixa os militares das Forças Armadas
sem expressão, a PEC do Deputado Bolsonaro, Exercito Brasileiro, emperrou de
vez a PEC 300, quando determina que os Militares Federais não ganhem menos do
que os das Forças Armadas. Só que isto já é previsto em legislação, sendo
descumprido, não pelos Estados, e sim pelo governo federal que não reajusta
seus militares com dignidade.
DECRETO 667/69
"Art 24. Os direitos, vencimentos, vantagens e regalias do pessoal, em serviço ativo ou na inatividade, das Polícias Militares constarão de legislação especial de cada Unidade da Federação, não sendo permitidas condições superiores às que, por lei ou regulamento, forem atribuídas ao pessoal das Forças Armadas..."
"Art 24. Os direitos, vencimentos, vantagens e regalias do pessoal, em serviço ativo ou na inatividade, das Polícias Militares constarão de legislação especial de cada Unidade da Federação, não sendo permitidas condições superiores às que, por lei ou regulamento, forem atribuídas ao pessoal das Forças Armadas..."
Ou se unem
em decisões ou de destroem mutuamente.
A Câmara analisa a Proposta
de Emenda à Constituição (PEC) 352/09, do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), que
estabelece que a remuneração dos militares das Forças Armadas não poderá ser
menor que a dos postos correspondentes nas forças auxiliares – polícias militares
e corpos de bombeiros militares.

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