Primeiro-ministro islandês renunciou após escândalo 'Panama Papers'
Gunnlaugsson renunciou antes mesmo da votação de uma
moção de desconfiança pelo Parlamento que vinha se encaminhando após protestos
populares desta segunda. O agora ex-premiê alegou que não havia feito nada de
errado e pediu a dissolução do parlamento para formar uma nova coalizão de
governo, já que a que o apoiava demonstrava não ter mais confiança nele.
O presidente, no entanto, negou a dissolução naquele
momento e respondeu que iria conversar com os principais partidos do país antes
de tomar uma decisão. Por fim, sem conseguir a dissolução, Gunnlaugsson
renunciou.
Na segunda-feira, milhares de pessoas
protestaram em frente ao parlamento em Reykjavik para exigir a renúncia do
primeiro-ministro Gunnlaugsson após as revelações de que possui uma empresa em
um paraíso fiscal.
De acordo com os documentos divulgados
pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ), o
primeiro-ministro Gunnlaugsson possuía 50% da empresa offshore até o fim de
2009. Mas, quando foi eleito deputado pela primeira vez, em abril de 2009, ele
omitiu a participação na sua declaração de patrimônio.
Mais de 20 mil pessoas assinaram uma
petição on-line para pedir a saída de Gunnlaugsson.
Nas redes sociais no Brasil alguns
comentários chamam a atenção.
“Por lá ainda ha dignidade”, “A Islândia é o
mundo real, o Brasil é outro planeta.”

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