Tendo vivido entre 121 e 180 DC, o
Imperador Marco Aurélio disse: "antes o reprovamento por um gênio do que o
louvor por um idiota". Morreu deixando em seu lugar um filho egocêntrico,
incompetente, e assassino chamado Cômodo. Lembrado como "Imperador Filósofo",
os historiadores consideram sua morte como o início do Declínio de Roma.
Não existe brasileiro que não conheça sua história - parte dela é contada no
filme "Gladiador" .
Vinte séculos depois, um juiz
brasileiro da Suprema Corte, com o mesmo nome do Imperador, deveria entrar para
História como o "Juiz Político" e pai de uma filha chamada
"Incômoda".
A entrevista do Ministro Marco
Aurélio de Mello, no programa "Roda Viva" foi a mais
patética página do Direito no Brasil escrita ao vivo pela televisão. Marco
Aurélio agiu de forma antiética atacando o trabalho de Sérgio Moro e falou em
público e fora do plenário sobre caso em que atua como juiz.
O mais grave, entretanto, foram suas
considerações sobre "garantias individuais" - conceito que invocou
quando mencionava os presos na Operação Lava Jato. Discursou como se todos os
cidadãos iguais fossem perante a Lei num país em que está cada vez mais clara a
confusão que se faz entre "cidadania" e "petismo".
Cidadãos brasileiros são (e isso o
Ministro não disse) aqueles que enquadrados como "minorias" ou
comandando instituições aparelhadas podem servir ao Partido Religião (PT) que
liquidou com o Brasil; não os demais.
Deixou claro também o Ministro que,
independente das decisões da Câmara e do Senado, tende o processo do
Impeachment a terminar na Suprema Corte do Brasil. Não teve qualquer
constrangimento em assumir publicamente a judicialização da política sem
considerar a politização do judiciário - fenômeno que proporcionou ao PT o
aparelhamento completo do STF e à filha do Ministro Marco Aurélio o cargo de
Desembargadora do Tribunal Federal da Segunda Região.
A tragédia do Supremo Tribunal
Federal, mesmo quando não atua em conluio com o Partido Religião, é já de
autoestima. Uma corte que insiste em falar em "instituições
funcionando" mesmo depois de ter sido chamada de "covarde" por
um notório mau elemento, por um homem sem escrúpulos nem meias palavras, já não
merece mais respeito algum nas suas decisões pois não se dá, ela mesma, ao
devido respeito.
O STF, quando se interpreta
devidamente as palavras do Ministro, caminha a passos largos em direção à
"hiperdemocracia" - uma situação em que o clamor popular, ONGs e
pesquisas de opinião pública substituem o ordenamento jurídico e o devido
processo.
A Suprema Corte golpeia, portanto, o
Congresso Nacional passando ela mesma a legislar em defesa do PT e o faz ao
vivo, sem pudores, transformando pareceres técnicos na mais pura propaganda
política do Regime Petista como fez ontem, ao vivo, o Ministro Marco Aurélio de
Mello.
Enquanto a Suprema Corte realiza suas
acrobacias para atrasar o impeachment e conceder a Lula, sem direito algum, o
"foro privilegiado", o Brasil continua tendo seu destino definido por
um juiz de primeiro grau em Curitiba e um alcoolista dentro de um quarto de
hotel em Brasília - duríssima síntese do panorama político atual e constatação
ingrata para aqueles que insistem em dizer, como fez Marco Aurélio, que
"as instituições estão funcionando como deviam".
Milton Simon Pires, Médico.

Muito bom e, meus encômios plenos!
ResponderExcluirUma vergonha te-lo como juiz do STF
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