terça-feira, 5 de abril de 2016

Onde estão os assessores, o que fazem? Nada! A putada de políticos ficam com seus salários.

Uma revelação recente envolvendo o Vereador por São Paulo, Marquito, nos leva a pensar sobre esse assunto, os assessores parlamentares. Pra que servem, onde trabalham, o que fazem e quanto recebem?

O caso não é inédito e, da maneira como são abafados, nos faz crer que é rotina entre os parlamentares das diversas esferas, Senado, Câmara Federal, Estaduais e Municipais, se aproveitarem das dezenas e até centenas de nomeações a que tem direito, para engrossar ainda mais suas já polpudas contas bancárias.

Líder do governo teve assessor preso com dólar na cueca


Vereador e comediante da TV, Marquito é investigado por desvios

O político é acusado de embolsar parte de salários de seus funcionários na Câmara


 A acusação: todo dia 25, data dos pagamentos, pelo menos oito dos treze funcionários de seu gabinete seriam obrigados a devolver a maior fração do salário. Não diretamente ao vereador, mas a seu braço direito, Edson Roberto Pressi, o “Barão”, apelido dado em razão dos fartos bigodes brancos. 

No Rio de Janeiro, ALERJ, um caso foi destaque em 2008.

Alerj: metade das nomeações são fantasmas



Investigaçes do Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Estado (Alerj) mostram que mais da metade das nomeações no gabinete da deputada Jane Cozzolino (PTC) teria sido feita para fraudar o auxilio-educação. Dados apurados pelo corpo técnico mostram que 27 funcionários foram empregados pela parlamentar com indícios de irregularidade. Todos são de origem humilde e tem elevado número de auxílios. Com outros três nomes revelados por O Dia e que ainda não constam da lista do conselho, o número de nomeações de Jane Cozzolino sob suspeita sobe para 30. Foram identificados 144 benefícios suspeitos no gabinete dela, o que resulta em prejuízo mensal de R$ 65 mil. Cada gabinete parlamentar tem até 58 cargos em comissão para nomeações livres.


Mais recentemente, em 2013, outro caso na ALERJ.

Janira Rocha é acusada de ter assessores fantasmas na Alerj

Jaqueline Alves Santana, de 46 anos, que desde janeiro do ano passado recebe R$ 8.797,53 brutos pelo cargo em comissão mais alto do gabinete, foi apontada como funcionária fantasma por dois ex-assessores que prestaram depoimento nesta quinta-feira na Corregedoria da Alerj. Parte do dinheiro pagaria um desses ex-assessores, e o restante ficaria com o gabinete da parlamentar. Jaqueline ficaria apenas com cerca de R$ 1.600 — duas cotas de auxílio-educação, benefício concedido pela Alerj aos filhos de servidores.
Maria das Graças Santos Barreira e o marido, Aníbal de Almeida, ex-motorista de Janira — conversaram com O GLOBO, reafirmando a denúncia feita à Corregedoria. Eles alegam que não apenas Jaqueline como outros três assessores também seriam fantasmas: recebiam salários que eram repassados ao gabinete da deputada. 

Não quero com esta postagem desmerecer os políticos e sim alertar para algo que pode estar sendo usual entre a grande maioria dos parlamentares, mostrando que não precisam de tantos assessores, que só servem para abastecer ainda mais suas contas bancárias, caixa dois e outras espertezas que temos conhecimento.

Estes assessores deveriam ser o elo entre o parlamentar e suas bases eleitorais, os que o elegeram. Mas dificilmente ou nunca são visto fazendo seu trabalho, só aparecendo próximo às eleições para, elegendo seu candidato, usufruir por mais quatro anos da migalha que sobra da partilha.

Somos investigados por diversos meios para dirimir duvidas de qualquer duvida quanto a recebimentos indevidos e, parece que os parlamentares não devem ficar livres disso, pois são nefastos no que fazem e no que não fazem. Imagine isso multiplicado pelo numero de vereadores de todos os municípios brasileiros, multiplicado pelo numero de deputados de todos os estados do Brasil, multiplicado pelos 513 deputados federais e 81 senadores? Uma soma astronômica, não?

Não por culpa exclusiva dos políticos, mas dos partidos que também não se saciam com o fundo partidário, querem cada vez mais e mais e para isso usam seus eleitos no acharque dos que deveriam assessorá-los.
Vamos repensar isso, exigir fiscalização como nós e toda empresa é fiscalizada, a idoneidade passa longe deles.



 



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