Uma
revelação recente envolvendo o Vereador por São Paulo, Marquito, nos leva a
pensar sobre esse assunto, os assessores parlamentares. Pra que servem, onde
trabalham, o que fazem e quanto recebem?
O caso não é
inédito e, da maneira como são abafados, nos faz crer que é rotina entre os
parlamentares das diversas esferas, Senado, Câmara Federal, Estaduais e
Municipais, se aproveitarem das dezenas e até centenas de nomeações a que tem
direito, para engrossar ainda mais suas já polpudas contas bancárias.
Líder do governo teve assessor preso com dólar na cueca
Vereador e comediante da
TV, Marquito é investigado por desvios
O político é
acusado de embolsar parte de salários de seus funcionários na Câmara
No Rio de
Janeiro, ALERJ, um caso foi destaque em 2008.
Alerj: metade das nomeações são fantasmas
Investigaçes do Conselho de Ética da
Assembleia Legislativa do Estado (Alerj) mostram que mais da metade das nomeações
no gabinete da deputada Jane Cozzolino (PTC) teria sido feita para fraudar o
auxilio-educação. Dados apurados pelo corpo técnico
mostram que 27 funcionários foram empregados pela parlamentar com indícios de
irregularidade. Todos são de origem humilde e tem
elevado número de auxílios. Com outros três nomes
revelados por O Dia e que ainda não
constam da lista do conselho, o número de
nomeações de Jane Cozzolino sob suspeita sobe para 30. Foram
identificados 144 benefícios suspeitos no gabinete dela, o que resulta em prejuízo
mensal de R$ 65 mil. Cada gabinete parlamentar tem até 58
cargos em comissão para nomeações livres.
Mais recentemente, em 2013, outro caso na ALERJ.
Janira Rocha é acusada de ter assessores
fantasmas na Alerj
Jaqueline Alves Santana, de 46 anos, que desde
janeiro do ano passado recebe R$ 8.797,53 brutos pelo cargo em comissão mais
alto do gabinete, foi apontada como funcionária fantasma por dois ex-assessores
que prestaram depoimento nesta quinta-feira na Corregedoria da Alerj. Parte do
dinheiro pagaria um desses ex-assessores, e o restante ficaria com o gabinete
da parlamentar. Jaqueline ficaria apenas com cerca de R$ 1.600 — duas cotas de
auxílio-educação, benefício concedido pela Alerj aos filhos de servidores.
Maria das Graças Santos Barreira e o marido,
Aníbal de Almeida, ex-motorista de Janira — conversaram com O GLOBO,
reafirmando a denúncia feita à Corregedoria. Eles alegam que não apenas
Jaqueline como outros três assessores também seriam fantasmas: recebiam
salários que eram repassados ao gabinete da deputada.
Não quero
com esta postagem desmerecer os políticos e sim alertar para algo que pode
estar sendo usual entre a grande maioria dos parlamentares, mostrando que não
precisam de tantos assessores, que só servem para abastecer ainda mais suas
contas bancárias, caixa dois e outras espertezas que temos conhecimento.
Estes
assessores deveriam ser o elo entre o parlamentar e suas bases eleitorais, os
que o elegeram. Mas dificilmente ou nunca são visto fazendo seu trabalho, só
aparecendo próximo às eleições para, elegendo seu candidato, usufruir por mais
quatro anos da migalha que sobra da partilha.
Somos
investigados por diversos meios para dirimir duvidas de qualquer duvida quanto
a recebimentos indevidos e, parece que os parlamentares não devem ficar livres
disso, pois são nefastos no que fazem e no que não fazem. Imagine isso
multiplicado pelo numero de vereadores de todos os municípios brasileiros,
multiplicado pelo numero de deputados de todos os estados do Brasil, multiplicado
pelos 513 deputados federais e 81 senadores? Uma soma astronômica, não?
Não por
culpa exclusiva dos políticos, mas dos partidos que também não se saciam com o
fundo partidário, querem cada vez mais e mais e para isso usam seus eleitos no
acharque dos que deveriam assessorá-los.
Vamos
repensar isso, exigir fiscalização como nós e toda empresa é fiscalizada, a
idoneidade passa longe deles.





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