terça-feira, 17 de maio de 2016

A sociedade tem que tomar conhecimento desses números


Soldados de forças regulares de países desenvolvidos que são enviados para conflitos recebem salários dignos.
Há também os mercenários, que combatem em nome daquele que pagar o maior salário, independente da ideologia ou da motivação. Sabe-se da presença de mercenários brasileiros no Yemem, estes podem receber até 1.300 dólares por dia de trabalho se forem ex-militares e possuírem especializações em áreas importantes, como comandos, operações especiais, gerenciamento de conflitos etc. Mas, a média salarial não é tão alta assim, a maioria dos soldados ligados a empresas que prestam “serviço de segurança” ganha em torno de 300 dólares por dia. (Veja aqui).
O preço de uma vida é impagável, daí os altos salários pagos a esses homens como tentativa de compensar o fato de arriscarem a própria pele em nome da segurança alheia.
Além dos salários altos há outro diferencial muito importante para esses homens e mulheres que combatem em outros países, sejam eles mercenários ou membros de forças regulares, eles sabem que suas famílias estão em segurança, a sua atividade profissional não coloca em risco os seus familiares.


O policial brasileiro e sua família.
Dados nos mostram que enquanto conflitos no Oriente Médio, que escandalizam o mundo e geram até intervenção da ONU, causam 50 ou 60 mortes por dia, (como na questão entre Palestina e Israel em 2014 que causava 66 mortes por dia) no Brasil morrem assassinadas mais de 150 pessoas por dia.
Somente em 2014 foram 98 policiais assassinados no Rio de Janeiro. Em São Paulo no ano seguinte, 2015, foram 65 mortes de policiais.

De 2003 a 2011 faleceram no IRAQUE 179 militares norte-americanos e 139 de outros países aliados, a soma é 318 combatentes em 8 anos de guerra, cerca de 39 militares por ano.
Portanto, definitivamente é muito mais seguro ser enviado para combater no Iraque do que ser policial no Rio ou São Paulo.


Outro dado que tem que ser mostrado é a questão mental, psicológica, o sentimento de insegurança em relação a si mesmo e seus familiares. Um policial nunca transita em segurança quando está de folga, muito menos com sua família. Um policial não tem o direito de estar tranquilo, sob pena de perder a sua vida e quem sabe, a de seus filhos.
Militares sabem que se forem identificados por marginais é quase certo que sofrerão atentados contra sua vida e a de quem estiver por perto.
Questionado sobre um assunto um policial carioca disse: “cara, não tem essa de ficar tranquilo. Quem fica tranquilo pode morrer. Estou o tempo todo ligado, no carro, na praia… Eu não sento na rua quando vou a uma lanchonete, não sento de costas para a porta da loja… Dá pra entender isso?
As estatísticas mostram que policiais de folga e aposentados estão mais vulneráveis do que em serviço.
A sociedade tem que tomar conhecimento desses números e dessa discussão. Homens que arriscam o que de mais precioso possuem são tratados pelo estado como funcionários de segunda categoria.


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