terça-feira, 31 de maio de 2016

Áudios indicam que partidos patrocinaram MBL em atos pró-impeachment

Panfletos e carros de som teriam sido bancados pelo PMDB e Solidariedade.

                        Áudios indicam que partidos patrocinaram MBL em atos pró-impeachment

O Movimento Brasil Livre (MBL), entidade criada em 2014 com intenção para combater a corrupção e lutar pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff teria recebido apoio financeiro de partidos. O site UOL, em matéria publicada nesta sexta-feira, afirma que o grupo foi apoiado na impressão de panfletos e uso de carros de som. As siglas envolvidas seriam PMDB e o Solidariedade e contato foi gravado em fevereiro deste ano.  
Conforme o UOL, o movimento negociou também com a Juventude do PSDB um auxílio financeiro em suas caravanas, como pagamento de lanches e aluguel de ônibus, e teria tido apoio da "máquina partidária" do Democratas. Na época em que foi fundado, o movimento se definia como apartidário e sem conexões financeiras com os partidos políticos.  
Apesar disso, os coordenadores do movimento teriam negociado e pediram a ajuda a partidos pelo menos a partir deste ano. A contribuição financeira concedida é vinculada ao grau de participação do doador com o movimento.   
De acordo com a matéria do UOL, o PMDB teria ficado responsável por custear a impressão de panfletos referentes às manifestações no último dia 13 de março. O presidente da Juventude do PMDB, Bruno Júlio, informou ao site que solicitou ao presidente da Fundação Ulysses Guimarães, Moreira Franco, o custeio de 20 mil panfletos de divulgados dos atos com a frase "Esse impeachment é meu". A assessoria de Franco negou essa afirmação. 
Questionado sobre a ajuda financeira, o MBL não confirmou o custeio dos panfletos e afirmou que o PMDB fazia parte da comissão pró-impeachment.
Uso da máquina 
Conforme a gravação de fevereiro de 2016, áudio a que o UOL teve acesso, um dos coordenadores nacionais do MBL, Renan Antônio Ferreira dos Santos, diz em mensagem a um colega que tinha fechado com partidos para divulgar manifestações do dia 13 de março, usando a máquina das siglas também. Renan declara ainda que o MBL seria o único grupo que realmente estava "fazendo a diferença" na luta em favor do impeachment de Dilma Rousseff.
Em nota, Renan Santos confirmou o contato com o colega de MBL e relatou que o comitê do impeachment contava com lideranças de vários partidos, entre eles estariam DEM, PSDB, SD e PMDB.
A assessoria de imprensa do Solidariedade confirmou a parceria em nota ao UOL. Já o DEM informou que atuou em conjunto com o MBL, mas negou qualquer tipo de ajuda financeira ou apoio material ao movimento.
Foi mais ou menos assim: Componentes da quadrilha investem para que o “chefe” vacilão seja preso ou morto, dando oportunidade para que outro assuma e reorganize a facção antes que ela se acabe.

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