terça-feira, 10 de maio de 2016

O PM assassinado hoje, amanhã será um esquecido por todos.

Policial militar morto no Complexo do Alemão não tinha arma
Falta de papel impediu que PM tirasse o porte de arma. Soldado morreu a caminho do trabalho.

"Meu filho não tinha uma arma e foi morto por falta de papel.” O desabafo emocionado é de Márcia Iecker Gomes, mãe do soldado PM Evaldo César Silva de Moraes Filho, de 27 anos, morto com um tiro na cabeça no conjunto de Favelas do Alemão. O policial se formou em março de 2014, mas não tinha o Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF), documento necessário para portar armas particulares, solicitado logo após sua formatura. Na noite de domingo, Evaldo chegava para trabalhar desarmado e não pôde reagir ao ataque. O policial foi sepultado na tarde desta segunda-feira no Cemitério da Saudade, em Sulacap.
A emissão do CRAF é uma reclamação de vários PMs. O documento é confeccionado em papel moeda que, devido à crise do estado, estava em falta na corporação no ano passado. Uma licitação que teve início em novembro de 2015, e só foi homologada em março deste ano, promete resolver o problema. A empresa vencedora recebeu R$ 850 mil para entregar o papel.
Para conseguir adquirir uma arma particular, o policial tem que pedir ao comandante da unidade a autorização. Uma pesquisa social, então, é realizada e, caso seja autorizada a compra, a permissão é publicada em boletim. No caso de Evaldo, a autorização já tinha sido publicada e ele já havia comprado a arma. Mas, para retirá-la, precisava apresentar a autorização no papel moeda, de responsabilidade de confecção da PM.
No CRAF constam o nome do agente e as caracterísitcas da arma. Em nota, o Exército confirmou que Evaldo ainda não tinha o registro de arma em seu nome. “Essas mães estão cobertas de razão. A falta do papel existe, mas não é um papel comum. É um trâmite complicado, mas isso também não é desculpa para que esses policiais não tenham este documento. Na formatura, deveríamos dar uma cautelar e uma arma para cada um”, disse o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame. 
“Trabalhar sem chance de defesa, em locais perigosos, por não conseguir a arma por conta de um papel é pedir todo o dia a Deus para não virar estatística”, afirmou um PM que comprou uma arma, mas não consegue retirá-la da loja.
Há apenas dois anos na corporação, Evaldo é o sexto policial morto por traficantes somente este mês no Rio e o 35º este ano no estado. Ao todo, 161 foram baleados desde o início de 2016. O PM estava noivo e havia acabado o imóvel onde o casal morava há pouco tempo.
A mãe do policial que dirigia o carro em que Evaldo estava no momento do ataque contou como foi. “O Evaldo morreu no colo do meu filho. Eram seis bandidos”, lembrou Ademilde da Rocha, 59.

Que polícia é essa que, numa área “pacificada”, não resguarda nem a chegada de seus componentes para uma jornada de serviço? Que polícia é essa que nas redes sociais exalta o falecido e dita palavras de insatisfação e no dia seguinte se cala? Que polícia é essa que quando convocada para manifestações pela vida do policial poucas dezenas comparecem?
Os afetados diretamente pela morte de um ente policial se fazem presentes, mas quando o ocorrido é com outro, com um querido de outra família, já não se fazem presentes.


Os relatos de morte de policiais com os mais diversos requintes de crueldade vão sendo noticiado, são alvejados por vários tiros, esquartejados, queimados e a sociedade não se manifesta por eles. Pior! Nem os seus estão presentes neste momento tão doloroso que só é mostrado nas redes sociais. Os parentes, amigos, e colegas só atentam para a gravidade da situação quando o acontecimento é consigo ou com um bem próximo.


Entrevistado o Secretário de Segurança diz que o ideal seria o policial ter uma arma acautelada quando de sua formatura, que é inconcebível o policial não ter acesso a sua arma comprada com seu dinheiro por não haver papel para impressão do documento (CRAF). PQP! Esse Secretário não sabe o lugar que ocupa? Não sabia disso? Que vá TOMATECRÚ! Que as denuncias contra ele se concretizem em sentenças condenatórias e que esta cambada de FDP seja expurgados da vida pública!

PERGUNTAR NÃO É CRIME NEM INDISCIPLINA!

A Mãe do soldado (praças é claro) indignada, diz que seu filho podia ter direito de defesa e estar vivo, se estivesse armado, e não estava portando sua arma, que é direito de todo policial, por que a PMERJ não liberou documento denominado CRAF alegando falta de papel moeda.

A PMERJ não é Exército onde a tropa se renova todo ano, o serviço militar nas forças armadas é obrigatório na PMERJ é voluntário. A instituição precisa se renovar sempre, precisa de gente nova, senão apresentara a sociedade uma tropa de velhos trôpegos, mas como a PM faz essa renovação?

Por que a há exclusão maciça de Praças mais antigos e a PMERJ excluir cerca de 500 praças por ano?

Por que há dificuldade na aquisição de tudo que a Praça precisa para se proteger no confronto com marginais dentro e fora de serviço?

Por que essa eterna e rigorosa avaliação que excluí quase que sumariamente (praças é claro) do serviço público ao menor deslize ou expor o homem sem armamento, sem salário digno e sem condições de portar uma arma decente dentro e fora do serviço?

Seria para aumentar a probabilidade de morrer rápido e outro Praça mais novo e ganhando menos ser posto no teu lugar na pirâmide hierárquica?

Se Praça PM morrer um outro GANHANDO MENOS e mais jovem ocupa o lugar de quem morreu?


Alexis Giestal da Costa

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