quinta-feira, 19 de maio de 2016

TJ determina desocupação. Estado e PM se preparam para a 'guerra' contra o MST no Paraná


TJ determina. Estado e PM sabem que será uma guerra.
A área invadida, é de propriedade da empresa Araupel entre os municípios de Rio Bonito do Iguaçu e Nova Laranjeiras, na região central do Estado.


Por essa área, o MST tem feito as maiores arruaças, com bloqueios de rodovias, invasões a outras propriedades, queimando veículos de agricultores, tocando o terror de fato.
Mas, agora, Desembargadores do Tribunal de Justiça do Paraná resolveram dar um basta na zona.
***Segundo a decisão, o órgão estabeleceu um prazo de 60 dias para que o estado cumpra a ordem e pagamento de multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento.
A decisão, proferida pelo Órgão Especial do TJ, ocorreu sobre um recurso apresentado pelo estado do Paraná, que alega não haver condições logísticas e econômicas para cumprir a ordem judicial.

CUSTO DA OPERAÇÃO
O governo aponta que, conforme estudo de operação, seriam necessários 8 mil policiais militares – 40% do efetivo total do estado – e gasto de cerca de R$ 4,3 milhões para efetivar a operação, com estimativa de duração de três dias.
AINDA, DESEMBARGADORES DETONAM O MOVIMENTO DOS LULO-PETISTAS:
Antes de decidir pela reintegração de posse da Araupel, os desembargadores que compõem o Órgão Especial do TJ discutiram a questão por quase duas horas. Eles demonstraram preocupação sobre a situação da região e teceram críticas aos integrantes do MST.
“Viramos reféns desses movimentos, mas isso tem que acabar”, observou D’Artagnan Serpa Sá, que sugeriu a convocação de força nacional para cumprimento da ordem judicial.

Alguns magistrados ressaltaram que os juízes da região estão amedrontados e que é preciso cumprir a decisão para demonstrar fortalecimento do Judiciário e respeito às leis.
“Minha maior preocupação é sobre o colega que está na comarca, é ele que está inseguro, é esse que precisa de uma decisão forte do tribunal. Se a gente fechar os olhos para essa situação, estamos apagando as luzes do Judiciário”, disse Wellington Coimbra de Moura.

Alguns magistrados também apontaram que o descumprimento da reintegração representa “crime de desobediência” pelo estado e que se trata de uma questão “política”.
“Deixar para eles [estado] cumprirem a hora que quiserem é a mesma coisa que um cheque sem fundo”, afirmou Jorge de Oliveira Vargas.
“É uma questão política, mantida e alimentada pelos políticos e isso ainda vai longe. Se judicializou, vamos resolver”, afirmou José Augusto Aniceto.

Já o desembargador Telmo Cherem votou contrariamente à maioria, afirmando que a situação se arrasta há muitos anos e que “ao estado que se chegou, não se resolve do dia para a noite”.
Clayton Camargo foi mais duro nas colocações.
“Estamos falando de bandidos, não de assentados, e não interessa quantos são, porque de algum lugar eles saíram antes de chegar ali”, afirmou.
“Fico nervoso, apoplético. Quando se falou em bandido aqui, há que se concordar”, disse o desembargador Iraja Romeo Hilgenberg Prestes Mattar. ***(Com informações de Gazeta do Povo)
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