domingo, 26 de junho de 2016

O início e o fim de uma das histórias mais famosas de Brasília

                         Busto do sargento Silvio Hollenbach no zoológico de Brasília

Quem nasceu ou mora há algum tempo em Brasília já ouviu falar na história do sargento Silvio Hollenbach.
Em 1977 ele passeava no zoológico da capital com seus filhos quando viu um garoto de 13 anos cair e ser atacado no fosso das ariranhas.
Ele se atirou no fosso e conseguiu salvar o garoto. Mas, morreu dias depois por infecção generalizada devido às mordidas dos animais.
Ele ganhou um busto no zoológico e sua história de heroísmo é uma das mais famosas de Brasília.
O menino que foi salvo, no entanto, nunca agradeceu aos familiares do sargento. Nem sequer um obrigado ou solidariedade com aqueles que perderam um pai para que um outro menino pudesse viver.
Hoje, a história e Brasília se reencontram.
O menino salvo pelo sargento chama-se Adilson Florêncio da Costa.
Vivo, pôde subir na vida e chegou ao cargo de diretor financeiro do Postalis.

Ele está entre as sete pessoas presas a partir da autorização da 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. O objetivo da Operação Recomeço, que também cumpriu mandados de busca e apreensão em 12 endereços em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, é apurar o possível desvio de recursos dos fundos de pensão Petros e Postalis na compra de títulos mobiliários do Grupo Galileo.

Curioso é que 39 anos se passaram desde o acidente no Zoológico de Brasília e Florêncio nunca quis falar sobre o assunto, nem encontrar a família do militar, que virou nome de rua, colégio e do zoológico da capital. Preferiu a discrição. Agora, por um motivo muito menos nobre, os holofotes se voltam novamente para Adilson Florêncio da Costa.

Rico, foi preso na operação  Recomeço da Polícia Federal. Ele é suspeito de desvios milionários no fundo de pensão dos funcionários dos Correios, de surrupiar a aposentadoria de quem esperava descansar após uma vida de trabalho.
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