sexta-feira, 22 de julho de 2016

Um manual anunciado e já em andamento.


Acentuou-se nos últimos dias o assunto terrorismo durante as Olimpíadas Rio 2016, principalmente depois do atentado em Nice na França, onde um caminhão atropelou centenas de pessoas que participavam de comemoração nacional.


Rastreamento em redes sociais identificaram os elementos que, inclusive fizeram juramento de batismo “on line” ao Estado Islâmico, detectando que queriam comprar um fuzil no Paraguai através da internet.



Isso me remota aos anos 80, quando Nilo Batista, Secretário de Estado de Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, numa ação midiática conclamou aos traficantes que depusessem suas armas. O que se viu depois foi patético, algumas armas enferrujadas apareceram num muro fora da comunidade Parada De Lucas, sendo o fato (circo) explorado politicamente.


Voltando aos “terroristas”. Então 10 terroristas foram presos, mas não se consegue prender os traficantes que impõem o terror no Rio de Janeiro e pelo Brasil afora. Rastrearam a suposta possibilidade de compra de um fuzil AK-47 do Paraguai, mas não se consegue rastrear a entrada de centenas de fuzis, pistolas, granadas e até armas anti aéreas que adentram no País, sendo notoriamente vistas diariamente no Rio de Janeiro nas mãos de traficantes.
É claro que temos uma eficientes Polícia Federal, mas uma política não eficiente, que por certo entrava investigações neste sentido.


Imagina as milhares de pessoas que morrem pela ‘simples’ falta de segurança pública em nosso país. Os filhos inocentes de pais trabalhadores que saem e nunca mais voltam pra casa. As vítimas do tráfico de drogas, que morrem entorpecidos com a solução nunca vinda das quase inexistentes e ineficazes políticas públicas contra as drogas. Os mortos da fila de espera do SUS, que não possuem alternativa a não ser confiar na saúde imposta pelo Governo. Aqueles que morrem pela falta de medicamentos, pela falha gestão, pela negligência profissional e pela falta de punição.
Atentados terroristas aos cofres públicos são constantes. Não se fala em milhares, mas sim em milhões e bilhões de reais levados em um latrocínio constante. Quem vai pagar pelas mortes?

Uma guerra não mata tanto quanto o ataque terrorista do Brasil. Esse sim é grande, mas ninguém da bola. Ataque terrorista em Paris, aí sim, esse é grave e o foco todo vira pra lá. Não discutimos a preocupação que se tem com aquele lá no exterior, mas discutimos o porquê, que ninguém fala no dia a dia dos ataques terroristas daqui, debaixo do nosso nariz.


Uma bolsa abandonada na rua Mário Ribeiro, na Gávea, zona sul, nesta quinta-feira (21), foi o quarto caso de alarme falso de bomba na cidade durante esta semana. Os outros três casos aconteceram no Leblon, no Jacaré e no Méier. Durante esta madrugada, uma área foi isolada na rua Dias da Cruz, no Méier, zona norte, quando agentes da CET–Rio encontraram um  objeto suspeito e acionaram a PM. O esquadrão antibombas foi acionado e explodiu o objeto. Do lado de dentro, nada de bomba. Apenas um tijolo enrolado com fios.
Na tarde desta quinta-feira (20), uma mochila foi abandonada próxima a Cidade da Polícia, Jacaré, zona norte, e chamou a atenção dos agentes. O procedimento padrão também foi seguido: a área foi isolada e o esquadrão antibombas utilizou um robô para a remoção da bolsa. Após utilizarem um aparelho de raios-x para analisar o interior da mochila, os agentes constataram que não havia material explosivo. Apenas aparelhos celulares velhos e uma máquina fotográfica.
O primeiro caso de suspeita de bomba foi na segunda-feira (18), quando uma mala foi abandonada na rua General SAn Martin, no Leblon. A pequena mala azul foi abandonada em frente a um prédio residencial por um homem que saiu correndo logo em seguida, segundo testemunhas, o que levou o esquadrão antibombas a isolar a área e montar uma operação para uma suspeita de explosivos. Do lado de dentro, apenas roupas.
R7
Terroristas divulgam 'manual' para ataques nos Jogos do Rio
Entre as técnicas citadas, estão atentados a aeroportos e meios de transporte públicos, esfaqueamento, envenenamento, sequestro de reféns e veiculação de falsas ameaças.

Ameaça é uma estratégia e esta já acontece. Em menos de quarenta e oito horas quatro falsos alertas de bombas que acionaram o esquadrão especializado da PCERJ e, seguirão até que não se dê mais credito a estes alarmes, sendo considerados brincadeiras de desocupados. Ai é a hora da real explosão!

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