quinta-feira, 21 de julho de 2016

Aniversário do Bairro da Penha

No dia 22 de julho a Penha estará completando 97 anos de emancipação da Freguesia de Irajá. Neste dia, no ano de 1919, o bairro da Penha foi criado oficialmente através do Decreto nº 1.376.


O bairro cresceu à sombra da igreja da Penha e sua festa tradicional.
Em 23 de outubro de 1.886 chega o trem da Leopoldina, trazendo o progresso e os romeiros para a festa e dividindo o bairro em dois lados.
A Penha é recheada de histórias importantes em diversas áreas, mas queremos falar dos dias atuais.
Hoje, a Igreja continua lá no alto da pedra sagrada, o bairro cresceu muito e se desenvolveu.
No coração da Penha temos doze agencias bancárias, dois shoppings, supermercados e um enorme e variado comércio.
Pela Avenida Braz de Pina passam mais de quarenta linhas de ônibus, além do novo corredor Transcarioca BRT.


Ganhamos ainda uma igreja da Assembleia de Deus Vitória em Cristo e uma igreja Universal, ambas na Rua Montevidéu, que atraem grande numero de seguidores, milhares de pessoas.
Na área do antigo Curtume Carioca um novo empreendimento imobiliário trouxe cerca de cinco mil moradores.
Tudo isso nos obriga a pensar no impacto causado por todo esse desenvolvimento e uma constatação vergonhosa: entra governo, sai governo e o problema da acessibilidade não se resolve. É impossível a travessia de cadeirante de um lado a outro da estação da penha e de alto risco aos idosos.


A chegada do corredor da Transcarioca do BRT deu um nó no transito da Avenida Braz de Pina, entre a Avenida Lobo Junior e o Supermercado Guanabara. Diariamente, a qualquer hora, encontramos a via totalmente congestionada. Tudo por conta da retirada da baia para ônibus que existia em frente ao Supermercado Guanabara e a instalação de ponto de ônibus entre as Ruas Engenheiro Francisco Passos e Aimoré. Com apenas duas pistas e três sinais de transito num trecho de trezentos metros e com mais de quarenta linhas de ônibus, o caos é diário. Some-se a isso as vans de transporte alternativo, que fazem paradas onde bem entendem.
Como entender que a única saída para acessar a Avenida Braz de Pina sentido Lobo Junior é um pequeno trecho da Rua Plinio de Oliveira, que conta com pontos finais de ônibus do lado direito e carros estacionados do lado esquerdo, sobrando apenas uma pista para desafogar o transito no local. Outro caos!
As obras do BRT aumentaram os transtornos para os moradores, principalmente das Ruas Aimoré e Engenheiro Francisco Passos, principalmente em dias de chuva.
Como boas vindas aos novos moradores dos Condomínios Nova Penha e Viva Penha, na área do antigo Curtume Carioca, a Prefeitura poderia revitalizar a Praça Itapuí, na esquina das Ruas do Couto e Panamá, que mais parece um depósito de lixo, uma área abandonada. Transformar o canal da Rua Gruçaí numa área de lazer, cultural e esportiva, com o canal fechado, mesas cadeiras e bancos. Um espaço para todas as idades. Uma academia para a terceira idade e brinquedos para as crianças.
Outro grave problema do bairro é a falta de estacionamento. A Prefeitura precisa criar novas vagas para atender a grande demanda, principalmente dos consumidores do comercio local. Parece que a preocupação da Prefeitura é só engordar sua arrecadação em multas.
Os sinais estão em sua maioria sucateados, o que colabora para acidentes e congestionamentos.
A desordem é total em diversas ruas e calçadas, tomadas sem controle por tabuleiros onde se vende todo tipo de mercadoria, não sobrando espaço para os pedestres que optam pela rua.


O Parque Ari Barroso foi transformado num vergonhoso estacionamento irregular no seu interior, continua com as quadras esportivas tomadas pelas bases das UPPs do Complexo da Penha. A UPA – Unidade de Pronto Atendimento, ilegalmente instalada dentro do Parque, vive seus piores dias, com falta de profissionais, remédios e salários atrasados. Serve agora de dormitório para moradores de rua.


A “falência” do estado do Rio de Janeiro, a decretação de estado de calamidade pública e a falta de gestão em diversas áreas do governo atingem em cheio a qualidade do atendimento no Hospital Getúlio Vargas, colocando vidas em risco e aumento do sofrimento da população.
Finalizando, o povo da Penha também sofre com a falta de segurança, tiroteios diários, assaltos e furtos crescem a cada dia.
O pior é que vivemos um drama que parece interminável: Não temos quem nos ouça, quem nos defenda, quem nos proteja e ajude. Parece que vivemos num bairro abandonado pelo Poder Público. Onde estão os Vereadores? Os Deputados? As autoridades?
Se não teremos festa(?), ao menos dia 22 de julho rezaremos pelo nosso Bairro. Viva a penha, viva a sua história, viva a sua gente! Que Deus nos abençoe.
Alberto Barbosa da Fonseca – Jornal Rio Suburbano


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