segunda-feira, 25 de julho de 2016

Ela é PMERJ!

                                           HPM NITERÒI

Bem, como a maioria de vocês sabem, estou há quase quatro meses na DGS, fazendo um esforço hercúleo para manter de pé e acertar as coisas no que diz respeito a suprimentos de saúde nos hospitais (e estamos conseguindo, apesar de um milhão de dificuldades e barreiras para transpor) depois de anos de problemas criados por gente (gente???) que só queria destruir nosso sistema de saúde em benefício próprio. Mas como nossa equipe é de briga, e no momento somos 8 pessoas, já tendo dois Choqueanos, estamos trabalhando muito pra virar este jogo. Já têm material médico hospitalar chegando e medicamentos também, inclusive os oncológicos. Estamos adquirindo materiais complexos para cirurgias e equipamentos, regularizando os laboratórios, reativando os convênios e dando murro em ponta de faca. Mas se a missão é árdua não nos importa, pois o objetivo é muito maior, é a vida humana. 
Às vezes as pessoas não entendem porque demora pra chegar... porque depois que é feito todo o processo interno, este TEM QUE SER aprovado pela Jurídica para seguir em frente. Temos que cumprir a lei, e isto para nós sempre foi e é o nosso norte para qualquer processo. Cada aquisição tem que passar também pelo crivo do Conselho Técnico da DGS e pela Comissão Gestora do FUSPOM, e por fim ser licitada. Após tudo isso, a DL precisa homologar, produzir e publicar as atas de homologação e os licitantes tem que assinar (fase difícil), para seguir para a DF, e finalmente o material chegar até o paciente. E isto demora, todo o processo leva meses, angustia, principalmente quando sabemos que tudo ficou congelado por tanto tempo, depois dos acontecimentos nefastos. 
Mas o bacana desta história toda é que todo mundo está unido num mesmo objetivo, todos nós na DGS, como um organismo único e muito forte, onde corre nas veias o nosso sangue azul. E esses são os novos tempos, de muito trabalho, fortalecimento e coragem para concretizar a reconstrução do sistema de saúde da PMERJ. Outra coisa: a nossa parceria com a DAS está cada vez mais firme, e o HPM-NIT não vai fechar! Esta é mais uma das lendas urbanas de quem quer que tudo se acabe. Devido à nossa situação de déficit do efetivo da saúde(aguardamos um grande concurso), tanto de oficiais quanto de praças( que juntos movem toda a engrenagem), o HPM-Nit será, neste momento no qual não existe o milagre da multiplicação de militares de saúde, alçado à um outro padrão de hospital clínico e Cirúrgico, no qual haverá cirurgias e internações de curta duração (estilo "one day clinic"). 
Os leitos de internação longa duração e de CTI passam para o HCPM, e em breve a UBS do 7o BPM que está com o time reforçado fará o atendimento de prevenção, controle e tratamento das doenças que ocorrem com mais frequência e geram muitas complicações e internações, que são a Hipertensão e o Diabetes para os pacientes que residem em São Gonçalo, Alcântara, etc. 
Mas para quem está fora do olho do furacão, tudo parece lento e que ninguém está fazendo nada, poderia estar fazendo mais... para aqueles que não acreditam na recuperação, e para aqueles que torcem contra, saibam que nossa equipe e dura na queda, e apesar de todos já terem ficado doentes (hoje sou eu, rsrsrs), nós não vamos desistir de alcançar a vitória, mesmo tendo que ser encarregada de um IPM difícil, etc e tal. 
Nossa luta é muita, mas nosso objetivo é a manutenção da vida e da saúde do policial militar, dependentes e pensionistas e é isso. Vamos com tudo!

Dra. Myriam Broitman, Ten-Cel PM Médica


No meio de tanta sujeira e corrupção que envolveu o Sistema de Saúde PMERJ, financiado com o desconto FUSPOM dos componentes da Corporação, que desacreditou os gestores como se todo o “bolo” fosse do mesmo “naipe”, surge uma “luz, surgem as palavras da Ten Cel. PM Médica Myriam Broitman.

Os gestores do passado, hoje presos, não representam a grandeza desta Corporação, ela é muito mais que isso. Mas estas palavras sim, elas são a PMERJ. Não há como não ver e sentir sinceridade, volto a confiar que, com mais pessoas (oficiais e praças) deste “quilate” a Saúde PMERJ sobreviverá.

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