sexta-feira, 22 de julho de 2016

OS MORTOS QUE O BRASIL NÃO CHORA. XXIX

Naul José Mantovani, 27/05/1969, Soldado Força Pública de São Paulo (atual Polícia Militar)
Terrorista
Naul José Mantovani e Nicásio Conceição Pupo estavam de sentinelas no Quartel no 15º Batalhão de Presídios, localizado na Avenida Cruzeiro do Sul, 2516, em São Paulo – SP, quando, às 2hs40min da madrugada, viram três homens transitando pela calçada do quartel. Quando estavam a uma distância de dois metros das sentinelas, o grupo abriu fogo contra eles. Os soldados tentaram se abrigar no interior do corpo da guarda e responder ao fogo, mas não conseguiram. Foram alvejados – Naul recebeu seis tiros no abdômen e Nicásio um tiro. Naul faleceu logo depois de dar entrada no hospital. Os terroristas entraram no corpo da guarda para roubar a metralhadora INA que estava com Nicásio. Um tenente, ao ouvir os disparos, correu para o corpo da guarda. Mas, teve que se abrigar para não ser alvejado também. Os terroristas fugiram em alta velocidade em um automóvel Volkswagen (cor gelo) que lhes aguardava. Outro veículo, um Karman-ghia (cor creme) também estava na cobertura da ação.
                            Virgílio Gomes da Silva, terrorista

                                   Aton Fon Filho, terrorista
Algumas listas de vítimas da esquerda informam que Nicásio, que tinha 27 anos, teria ficado paralítico em virtude do ferimento sofrido. Entretanto, os jornais pesquisados não informaram tal fato.
Naul José Mantovani era Soldado da Força Pública de São Paulo. Tinha 30 anos e era casado. Os jornais pesquisados não forneceram maiores informações sobre a vítima.
Autoria: Os terroristas Virgílio Gomes da Silva, Aton Fon Filho, Carlos Eduardo Pires Fleury, Maria Aparecida Costa, Celso Antunes Horta e Ana Maria de Cerqueira César Corbusier.
 Fontes: Diário do Paraná, edição 04163 de 28/05/1969, segundo caderno, página 6; Diário da Noite, edição 13630 de 27/05/1969, página não localizada; Correio da Manhã, edição 23347 de 28/05/1969, 1º caderno, página 3.
Esclarecimento do autor: este artigo integra uma série intitulada “Os Mortos Que o Brasil Não Chora” e é resultado de minuciosa pesquisa em jornais, revistas e periódicos publicados na época em que os fatos aconteceram. São aproximadamente 120 vítimas. Alguns eram integrantes de Forças de Segurança, outros civis – alguns sem qualquer conexão com um ou outro lado – e os demais eram membros da esquerda que foram “justiçados” (executados) por seus próprios companheiros. A cada publicação contarei a história de um episódio ou de uma vítima. Procurei obedecer a ordem cronológica dos acontecimentos. Todos os artigos já publicados estão disponíveis no site do grupo Ternuma (www.ternuma.com.br) e na página pessoal do autor no Facebook (https://www.facebook.com/robson.meroladecampos).

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