sábado, 23 de julho de 2016

Viciados em guerra


Por: Aurílio Nascimento
Um ex-integrante das forças especiais da marinha americana, chamada Navy Seals, esteve recentemente em visita ao Rio de Janeiro, sendo ciceroneado por um delegado da polícia civil. Como combatente em várias partes do mundo, mostrou curiosidade em conhecer uma de nossas favelas. A curiosidade era proveniente das notícias sobre os inúmeros confrontos entre polícia e traficantes. 

                                               Navy Seals

Levado ao Morro Dona Marta, em Botafogo, não entendeu quando o delegado relatou que ali tinha participado de um tiroteio por dez horas. Surpreso e impressionado, disse que nos dez anos em que esteve em combate no Iraque e no Afeganistão, o mais longo confronto que participou levou apenas duas horas.

O fato levou o seal a demonstrar admiração às polícias do Rio de Janeiro, e a constatação de que vivemos em uma guerra que se sobressai no mundo. Não foi a primeira vez que militares e policiais de elite de vários países mostraram-se surpresos, destacando o imenso esforço que os órgãos de segurança fazem para manter um mínimo. Um policial israelense disse também em vista ao Rio de Janeiro, que tirávamos “água de pedra”, após observar uma operação policial no Complexo da Maré.


Enquanto a maioria dos mais preparados profissionais de segurança do mundo colocam as policias do Rio de Janeiro entre as melhores, já que sem recursos, sofrendo ataques de ONGs ainda conseguem boas vitórias contra o crime, a sociedade continua a nos ver como a razão e motivação de todos os problemas. Esta inversão de valores é o eixo da desconstrução social em curso, que caminha a largos passos. Quando se completar este plano, quero ter o prazer de presenciar a nova polícia do socialismo arrancando de dentro de suas casas, os que discordam do governo, como hoje acontece na Venezuela.

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