domingo, 21 de agosto de 2016

A fórmula militar

Eles podem ser minoria na delegação brasileira, mas são os que mais sobem ao pódio.

            Medalhistas Zanetti e Mayra Aguiar prestam continência à bandeira brasileira

Como havia acontecido nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, em 2015, o destaque dos pódios brasileiros na Olimpíada do Rio são os atletas militares. Eles representam pouco mais de 30% do Time Brasil, mas correspondem a mais de 70% das medalhas conquistadas. Raul Jungmann, ministro da Defesa, atribui o bom rendimento a dois fatores. “O primeiro é nosso processo de seleção, que é rigoroso”, afirma. “Em segundo lugar, está a estabilidade que proporcionamos.”








Quando um atleta é aprovado no edital das Forças Armadas, ele assina um contrato que pode ser renovado por até oito anos. Nesse período, os militares oferecem salário de R$ 3,2 mil por mês e colocam à disposição instalações esportivas, como o Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes, no Rio, onde o velocista jamaicano Usain Bolt treinou antes da Olimpíada. “A certeza do salário no fim do mês dá a tranquilidade que preciso para focar apenas nos treinamentos”, diz a judoca Mayra Aguiar, medalhista de bronze no Rio. O custo anual do programa, que abrange 670 atletas, é de R$ 18 milhões.

Medalhistas Arthur Nory e Thiago Braz prestam continência à bandeira brasileira

Criado há oito anos, o projeto olímpico do Ministério da Defesa não prioriza apenas atletas de elite. Atualmente, as Forças Armadas também investem na iniciação de 21 mil crianças e adolescentes e num programa-piloto para paralímpicos. Apesar do corte de despesas do governo federal, o ministro Raul Jungmann garante que a iniciativa não corre riscos após o fim da Rio-2016. “É um programa de sucesso a um custo relativamente baixo”, diz.

Os atletas militares recebem R$ 3,2 mil de salário mensal e contam com bons locais para treinar.



Nenhum comentário:

Postar um comentário