terça-feira, 16 de agosto de 2016

OS MORTOS QUE O BRASIL NÃO CHORA LII

Joaquim Melo, --/04/1970, Investigador de Polícia - Pernambuco
A Polícia Civil de Pernambuco recebeu uma informação dada por um viciado em maconha que em determinado local do Bairro Casa Amarela no Recife era um ponto de tráfico de drogas. No dia 01/04/1970, um forte aparato policial foi deslocado para o local para averiguar a informação. Quando os policiais cercaram o local foram recebidos a tiros. Durante o tiroteio ficaram feridos gravemente o Investigador Joaquim Melo e uma das ocupantes da casa. Quando os policiais conseguiram prender os ocupantes do local descobriram que ali na verdade funcionava um aparelho do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário – PCBR. Foram presos Francisco Pereira da Rocha (seminarista), Severino Figueiredo Rocha, Maria Tereza Vilaça, Luciano de Almeida Roline Cavalcante e Mauricio Anísio de Araújo. Na casa foi apreendido farto material subversivo (panfletos e cartilhas), além de 11 armas de cano curto, várias metralhadoras e rifles.

                                              Nancy Mangabeira Unger

Nancy Mangabeira Unger, que também estava no aparelho, foi identificada como a autora dos disparos que atingiram o Investigador Joaquim. Ela também foi baleada, tendo ficado internada por 45 dias, até receber alta.
Joaquim Melo era investigador da Polícia Civil de Pernambuco. Não foi possível determinar a data de sua morte nem obter maiores informações sobre ele nos jornais pesquisados.
Autoria: Nancy Mangabeira Unger, integrante do Grupo terrorista PCBR – Partido Comunista Brasileiro Revolucionário.

 Fontes: Jornal do Brasil, edição 00304 de 02/04/1970, 1º caderno, página 20; edição 00128 de 03/09/1970, 1º caderno, página 7.
Esclarecimento do autor: este artigo integra uma série intitulada “Os Mortos Que o Brasil Não Chora” e é resultado de minuciosa pesquisa em jornais, revistas e periódicos publicados na época em que os fatos aconteceram. São aproximadamente 120 vítimas. Alguns eram integrantes de Forças de Segurança, outros civis – alguns sem qualquer conexão com um ou outro lado – e os demais eram membros da esquerda que foram “justiçados” (executados) por seus próprios companheiros. A cada publicação contarei a história de um episódio ou de uma vítima. Procurei obedecer a ordem cronológica dos acontecimentos. Todos os artigos já publicados estão disponíveis no site do grupo Ternuma (www.ternuma.com.br) e na página pessoal do autor no Facebook (https://www.facebook.com/robson.meroladecampos).

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