quarta-feira, 24 de agosto de 2016

VOTAR NULO FUNCIONA?

Em nosso regime democrático, vários partidos políticos exercem o direito de oferecer a seus candidatos a disputa eleitoral. Em contrapartida, cabe aos cidadãos avaliarem e escolherem quais seriam os candidatos mais adequados aos seus interesses e anseios. Mediante a ampla variedade de opções, chegamos à conclusão de que vivemos em um regime político dotado de amplas liberdades, onde o cidadão tem acesso a todo tipo de discurso e proposta.


Contudo, quando nos lembramos do quão grave é o problema da corrupção entre os nossos representantes, acabamos por enfrentar um dilema. Afinal, qual seria o sentido de ser perder tempo avaliando e escolhendo um candidato que, mais cedo ou mais tarde, seria denunciado (ou não!) pela participação em algum esquema de corrupção ou no desvio de verbas públicas? É mediante esse questionamento que vários eleitores acabam fazendo opção pelo voto nulo.

Ultimamente, correram vários boatos de que o voto nulo seria capaz de invalidar todo um processo eleitoral. No caso, se mais da metade dos eleitores votassem nulo, deveria acontecer um novo processo eleitoral formado por outros candidatos. A premissa dessa hipótese se assenta no artigo 224 do Código Eleitoral, que diz que “se a nulidade atingir mais da metade dos votos do país nas eleições, (...) o Tribunal marcará dia para nova eleição dentro do prazo de 20 (vinte) a 40 (quarenta) dias".


Para muitos, esse artigo faz com que o voto nulo se transforme não só em uma arma de protesto, mas também em uma forma de se alterar a configuração do cenário eleitoral. Entretanto, de acordo com uma recente interpretação do TSE, essa nulidade só invalida as eleições quando os votos são anulados por causa de alguma fraude que determine sua desconsideração. Por tanto, se mais de cinquenta por cento dos votos dos cidadãos optam pelo voto nulo, prevalece a escolha daqueles que votaram em algum candidato.

Dessa forma, quando um cidadão vota nulo, ele acaba abrindo brecha para que um candidato ruim acabe vencendo a eleição com um número menor de votos necessários. Assim, acaba sendo preferível depositar suas esperanças em candidato ou legenda que sejam parcialmente satisfatórios do que facilitar a vida de um candidato com perfil questionável. No final das contas, a opção pelo voto nulo acaba se transformando em um ato de passividade mediante o cenário político vigente.

Ainda assim, existem aqueles que persistem em votar nulo por outras razões de ordem ideológica. Os anarquistas, por exemplo, optam pelo voto nulo por não reconhecerem a necessidade de autoridades e políticos capazes de interferirem na vida em sociedade. Dessa forma, expressam o seu repúdio ao Estado, às leis e governantes indicando que não se interessam naquilo que eles têm a oferecer. Certos ou errados, a atitude dos anarquistas também prova outra faceta de nossa democracia: a não escolha.


Por Rainer Sousa
Graduado em História, Brasil Escola 


Não temos um partido que se expresse de direita, a maioria expressiva aponta para o pensamento de esquerda, todos abordam termos como “justiça social”, “distribuição de riqueza” e “igualdade”. Mas nenhum deles cumpre suas palavras. Expressões como “valores morais”, “responsabilidade individual” e “livre iniciativa” raramente são ouvidas pelos corredores do Congresso ou do Palácio do Planalto.  


Já é sabido que eleitores de Direita são a grande maioria neste País, mas se omitem no voto por não verem opções e/ou descontentamento com a política. Então o surgimento de novos personagens neste cenário eleitoral se faz necessário, precisamos depositar confiança no voto, mas não nos mesmos de sempre, que já são bem conhecidos e não merecem continuar.
Imagine um universo de 100.000 eleitores onde a maioria de pensamento de direita, cerca de 60%, onde 40% se omitissem no voto, anulando, votando em branco ou simplesmente faltando a eleição. Significam 40.000 eleitores que ficaram fora do pleito que decidiria o candidato vencedor. Sobrariam 60.000 eleitores, onde a maioria, 40.000 são de esquerda e certamente elegem o candidato com pensamento de esquerda.

2 comentários:

  1. Porque o povo vota nulo? Pq todos os partidos políticos que estão aí, não tem credibilidade. Precisamos de um partido confiável.

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  2. Se mais de 50% dos eleitores votarem nulos, e consequentemente algum candidato ruim assumir o poder, então seria ótimo votarmos nulo; pois, os candidatos que ai estão são horríveis, péssimos, contaminados pelo poder

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