sábado, 10 de setembro de 2016

Volta tudo como era antes, sucatas rodando no patrulhamento do Rio de Janeiro.

PMs terão que fazer reparos nos veículos da corporação.



A penúria enfrentada pelo governo do Rio poderá dificultar o deslocamento de parte dos policiais militares pelas ruas do estado. É que termina nesta sexta-feira o contrato de manutenção firmado com a empresa CS Brasil, responsável por cuidar de cerca de 1.500 veículos da corporação. Como nenhuma outra firma foi admitida, os policiais terão que fazer os reparos em seus carros. Alguns batalhões já estão reativando suas oficinas.

A Polícia Militar informou que uma nova licitação está em andamento, mas não revelou quando estará concluída. Segundo a corporação, o orçamento das unidades poderá absorver os custos de manutenção dos veículos e o policiamento não será prejudicado. Os comandantes de batalhões ainda aguardam as orientações do Estado-Maior, mas já estão providenciando mudanças para o atendimento à população não ficar comprometido.
No 6º BPM (Tijuca), o coronel Marcos Vinícius Mello deu ordem para reativar a oficina. Na unidade, que conta com 50 veículos, há policiais com conhecimento em mecânica, além de equipamentos apropriados para os reparos.
— Não acredito que seremos impactados. Já tínhamos uma oficina aqui, temos ferramentas e pessoas com conhecimentos específicos. Vamos continuar atendendo a população com o policiamento ostensivo — disse o militar, minimizando o problema.
Comandante do 12º BPM (Niterói), coronel Fernando Salema também disse que ainda não recebeu ordens superiores, mas já está tomando medidas para evitar que a crise prejudique a segurança da região, onde ocorreram 714 roubos só no mês de julho:
— A corporação sempre viveu dificuldades. Esse vai ser mais um momento, mas vamos superar — afirmou Fernando Salema.

VEÍCULOS VÃO PASSAR POR VISTORIA
O chefe do Estado-Maior Geral da PM, coronel Edison Duarte dos Santos Junior, determinou que seja facilitado o acesso dos fiscais da empresa CS Brasil aos batalhões. Eles farão a vistoria nos veículos, necessária para o encerramento do contrato. De acordo com boletim interno da PM, veículos emprestados à corporação pela CS Brasil devem ser devolvidos até segunda-feira. Esses carros eram cedidos quando os automóveis da PM estavam em reparo.

Segundo a empresa, de acordo com o que foi firmado no contrato, todos os veículos com consertos pendentes terão os serviços finalizados e revisados. A companhia tem garagens na capital (em Ramos), em Duque de Caxias, em São Gonçalo e em Cabo Frio.
No Diário Oficial do dia 4 de abril deste ano, o governo reconheceu uma dívida de mais de R$ 8,2 milhões com a empresa, referente ao contrato 27/2011, que será encerrado hoje. A atividade policial vem sendo afetada há meses. Em março, a corporação limitou o uso de carros em ações administrativas. Em junho, o governador em exercício, Francisco Dornelles, chegou a declarar que só havia combustível para abastecer os carros da polícia por mais uma semana. Pouco depois, a União, num acordo costurado com o estado, ofereceu R$ 2,9 bilhões para o setor de segurança, a fim de garantir o policiamento durante os Jogos Olímpicos.
O GLOBO 

Bem, voltemos ao ano 2006.
Era comum vermos as sucatas ambulantes que faziam o patrulhamento pelas ruas do estado do Rio de Janeiro, fitas, arames e "gatilhos" eram o improviso para que elas continuassem a se "arrastar" levando a guarnição que muitas vezes faziam seu exercício empurrando as viaturas. O pede pede de contribuição no comercio e industrias eram providencial para que reparos substanciais fossem feitos, já que não havia verba destinada para esse fim. 

A terceirização da manutenção da frota trouxe um alívio e uma fonte segura de caixa dois para o governo. Em 2008, uma viatura GOL tinha um custo de R$ 27.000,00 e sua manutenção terceirizada dispendia R$ 300,00 por dia, concluindo então que o custo de manutenção por viatura, em trés meses,  dispendia o valor para compra de outra viatura nova. Além do que, uma viatura tem vida útil de dois anos sem necessitar de manutenção corretiva, só preventiva; mas, no contrato de terceirização quando chegava a este estágio já seria descartada do contrato.




Vimos centenas de viaturas sendo descartadas e jogadas no tempo, aguardando destinação e se deteriorando ainda mais. Nas OPMs hoje é notório o acumulo de viaturas paradas sendo sucateadas no troca troca de peças entre unidades para que outras sejam salvas e continuem oferecendo serviço à sociedade. 
Muitos lucraram, a PMERJ, como sempre, perdeu.

Uma nova polícia de viaturas novas

Sou realista, fui usado

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