quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Cuidados com quem precisa ser cuidado.

Noticiado em vários telejornais tiroteio no Park Shopping Campo Grande. A noticia seria breve se fosse mais um assalto na Cidade do Rio de Janeiro, mas, foi um sargento da Polícia Militar de licença médica por problemas psiquiátricos. Problemas estes que a PMERJ não mais diagnostica, nem trata, se resume a revogar o porte de arma e perseguir a vida do policial de licença médica, prendendo-o se estiver exercendo atividade laboral.
As variações psicológicas são muitas, normalmente o diagnostico torna o acusado inimputável, por não ter o agente entendimento do ato ilícito que cometeu.


O noticiado tiroteio no shopping agora ganha destaque, ignorando as nuances do ocorrido, um doente mental, sem tratamento, ainda de posse de sua arma legal frequentando diversos ambientes.
O sargento se apresentou no QG PMERJ, sendo recolhido à carceragem. Ouvidos, os gestores PMERJ disseram o que a imprensa queria ouvir: Que a transgressão é grave, que ele não tinha permissão de portar sua arma, que o procedimento administrativo poderia culminar na sua exclusão.

A PMERJ extinguiu seu serviço psiquiátrico, perdeu o controle da incidência deste mal nos seu efetivo. O policial que se sentir acometido de algum problema hoje, procura atendimento psiquiátrico particular, pagando de seu próprio bolso e, se o diagnostico assim aconselhar, é afastado de suas atividades policial.


A imprensa, como não lhe interessa, não expõe este crime praticado pela Corporação. Embora desconte parte de seu salário para o Fundo de Saúde, este não lhe atende nem acompanha em suas debilidades físicas e/ou mentais. Suicídios são ignorados, estresse é ignorado, a saúde no geral é sempre ignorada para satisfazer interesses políticos e de comando.

Pelas próximas semanas esta tecla será todo dia batida na imprensa escrita e falada, até que, os satisfazendo, o sargento seja finalmente excluído e jogado às ruas com sua doença mental adquirida em virtude do trabalho policial militar, eliminando o problema deles (comando), que foi omisso em todas as etapas deste acontecimento. Mas, se o sargento estivesse durante sua licença médica vendendo doces na porta de casa para complementar sua renda, teria sido preso também por isso.
Link: PM preso por estar vendendo peixe

A seu lado, a sua frente ou detrás de você, pode estar um policial também com diagnostico psiquiátrico abandonado pelo Estado e pela Corporação, sem condições de bancar tratamento particular, prestes a surtar e disparar sua arma em todas as direções que, em sua cabeça, lhe oferecer perigo.


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