quarta-feira, 19 de outubro de 2016

ENTRE O DEMÔNIO E A CRUZ


O Rio de Janeiro é surpreendentemente repetitivo e autofágico!
Ser carioca no fundo é uma arte: a arte de sobreviver a si mesmo. O carioca é tão sacana, mas tão sacana, que, para que não digam que ele vive de sacanear os outros, ele começa sacaneando a si mesmo e a história nos mostra isso.
Em 1982, o Estado do Rio elegeu Brizola para governador, o que se repetiu em 1990. Dizia-se, naquela época, que Brizola criava bovinos no RS, ovinos no Uruguai e asininos no RJ. A afirmação fazia sentido.
Foi com Brizola que começou a política “a polícia não sobe o morro, a bandidagem não vem para o asfalto”, num acordo de “cavalheiros”, ou de criminosos, como prefiro entender. A situação da criminalidade no Estado e, particularmente, na cidade, deteriorou-se violentamente nos seus governos e nos que se seguiram, no estilo “barranco a baixo”.

Entre uma e outra eleição de Brizola a cidade se superou e concedeu, em 1988, cerca de 400 mil votos ao macaco Tião. Considerando-se a proporção dos eleitores daquele ano com o deste poderíamos dizer que, hoje fosse, Tião seria o nosso próximo prefeito. E digo mais, isso me deixaria menos preocupado do que com o que pode acontecer no segundo turno no fim de outubro.
Continuando a saga autofágica, o Rio elegeu Garotinho, Rosinha Garotinho e Sérgio Cabral (duas vezes) fora os Eduardo Paes da vida. Esse último muito fala em legado das olimpíadas e eu pergunto “que legado, cara pálida? ” Esportivo não foi, posto que o resultado do Brasil nos Jogos foi bem inferior ao que se desejava e bem menor ainda do que deveria ser almejado pelo país anfitrião. Ele e seus asseclas, acompanhados de membros do COB, muito falam em legado na área de infraestrutura da cidade. Isso é uma grande mentira. Nada se fez na cidade que não devesse ter sido feito havia bem mais tempo. Todo o recurso público aplicado em infraestrutura nesses últimos 4 anos só me faz questionar o que fizeram com os recursos dos outros períodos, os quais nada trouxeram para a cidade. Ou seja, no meu entender todos os benefícios recebidos pelo Rio nesses quatro anos foram fruto do pagamento de dívida antiga.

Agora, mais uma vez, a encruzilhada: Crivella ou Freixo. Ideologicamente falando a decisão é bastante simples e rápida e será o caminho que seguirei, posto que entendo que o País vive um momento de guerra ideológica, quando é preciso, em primeiro lugar, eliminar o mal maior. Se der Freixo que nos preparemos para o caos absoluto. Mas e se der Crivella? Se assim for, por mais irônico que possa parecer, o jeito é rezar.

Para que não reste dúvida, no primeiro turno, após excluir os comunistas de todos os matizes e considerando os aspectos negativos dos demais candidatos, também não foi difícil optar pelo Flávio Bolsonaro. Perdi, mas e daí? Desde 1982 que não consigo eleger um presidente, governador ou prefeito, ou seja, já estou acostumado a perder. Quem sabe em 2018 eu consiga vencer. Enquanto isso, firme na campanha contra a esquerda.

Cel Robson Ferreira Cruz

Nenhum comentário:

Postar um comentário