quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Exército proíbe produção e comercialização de pistolas usadas por policiais do Rio

              A Forjas Taurus está proibida de fabricar e comercializar o modelo de pistola

O Exército Brasileiro proibiu a comercialização e fabricação de pistolas modelo 24/7 .40 S&W, fabricadas pela Forja Taurus, até que seja concluído um processo administrativo no qual a empresa é investigada. Também foi determinada a apreensão dos armamentos existentes na linha de produção ou estoque da companhia. A medida foi tomada após terem sido recebidas denúncias de problemas com as armas, que estariam colocando em risco agentes públicos que as utilizam. No Rio, policiais civis e militares possuem o modelo proibido, fornecido pelo Estado.

O grupo Bandeirantes, através de seus jornalistas, fizeram uma excelente reportagem sobre os acidentes com armas de fogo da fabricante Taurus, mostrando a realidade e sofrimento das vítimas o descaso por parte da empresa com elas, as dificuldades de conseguir justiça, o abandono do Estado com os acidentes, as lutas por justiça e perícias de cada caso, a legislação que beneficia o monopólio de armas e munições à Taurus, dentre outras minúcias.

A decisão consta no ofício número 4029, de 26 de setembro, enviado pelo Comando Logístico (COLOG) do Exército para a secretaria de Segurança Pública do Estado do Paraná, informando sobre as medidas tomadas. O Processo Administrativo Sancionador (PAS) aberto pelo Exército investiga se o produto fabricado pela Forja Taurus atualmente corresponde com o protótipo que fora aprovado pelos militares. Segundo o documento, há indícios de que isso ocorreu com as pistolas que foram proibidas, com modificação na trava e tirante do gatilho. O documento diz ainda que houve mudanças em relação ao projeto da pistola 840.
“Tal atitude demonstra a existência de indícios de violação de compromisso assumido quando da obtenção do registro perante o Sistema de Fiscalização de Produtos Controlados, compromisso esse de não modificar o produto controlado com produção já autorizada”, adverte o ofício.


                                                         Todo o estoque dessa arma foi recolhido

Ao fim do PAS, será analisada ainda a aplicação de sanções administrativas cabíveis, “por haver iminente risco à vida, à saúde, à integridade física e à segurança do usuário e da sociedade”, justifica o documento do Comando Logístico.

Essa arma é uma Pistola Taurus modelo PT 638 calibre 380 número de série KDS 77810, de propriedade do CB SOBRINHO da PMRJ, arma já foi pro recall três vezes, ainda apresenta esse defeito, o que a Taurus tem a dizer sobre isso? Muito cuidado quem possuí essa arma.

Em sua apuração sobre os problemas com as armas da Forja Taurus, o Exército constatou ainda que são deficientes as políticas Órgãos de Segurança Pública do país para garantir a manutenção dos armamentos, uma vez que os agentes ficam com posse permanente dos mesmos, e acabam responsáveis por tais reparos.
No ofício, o Exército também recomendou à Taurus que preste maior assistência a todos que adquirirem seus produtos, e recomenda que haja orientação a esse público sobre a necessidade de manutenção preventiva periódica dos armamentos.
Procurada pelo EXTRA, a assessoria de imprensa da Taurus informou que "tem colaborado com os trabalhos do Exército Brasileiro em processo que avalia sua produção e informa que a decisão não tem efeito prático, uma vez que a fabricação do modelo de pistola em questão já havia sido descontinuada".


A TAURUS já foi uma empresa de qualidade no fornecimento de armas para as Forças Armadas e de Segurança Pública, mas, não havendo concorrência, se deixou perder qualidade no mercado interno. Um Regulamento que proíbe importação de armas havendo similar no mercado nacional, aliado às doações de campanhas políticas, podem ser os responsáveis por essa irresponsabilidade que mata, fere, inutiliza muitos policiais; seja direta ou indiretamente.
  




(Deputado Marcos Montes (PSD-MG), Presidente da Comissão Especial na Câmara Federal que aprovou a revogação do Estatuto do Desarmamento)

TAURUS e IMBEL, bem como a CBC, exportam seus produtos para diversos países, não havendo reclamações quanto a falhas em seu funcionamento. Será que o “refugo”, as que não cumprem os padrões de qualidade exigidos, são absorvidas pelas nossas Forças de Segurança?








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