segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Nossa democracia em "xeque"

"pôr em xeque", tem origem no jogo de xadrez e é usada para o ato de ameaçar, pôr em perigo. 


O poder econômico do Rio de Janeiro, fundamentalmente do segmento da mídia e de outros que corromperam o poder político local, como, por exemplo, com as áreas na Barra da Tijuca entregues em permuta com a Prefeitura para aumentar gabaritos, vê com preocupação a eleição de um candidato ou de outro para a Prefeitura. 
Para eles, tanto um candidato quanto o outro poderiam inviabilizar seus negócios, com a suspensão de pagamentos ou abertura de inquéritos que, necessariamente, não precisariam ser decididos pelo poder Executivo. 
Como nenhum dos dois teria uma maioria confortável na Câmara Municipal, os poderes sonham em conseguir suspender o mandato dos possíveis eleitos, de um ou de outro, e, sendo isto efetivado em menos de um ano, marcar novas eleições. 
Os políticos responsáveis por atos de corrupção fazem de tudo. Alguns sem, inclusive, justificar como conseguirão viver em Nova York, para onde já mandaram suas famílias, quando ninguém tem conhecimento de quem sustenta estas. Outros, já com propriedades no exterior, só não conseguem sair do Brasil devido aos inquéritos que respondem aqui. 
Tudo isso, claro, a população é quem paga.
Só que esses mesmo s poderosos se esquecem dos efeitos da crise econômica em curso, com a distensão absoluta da segurança pública no controle aos crimes, com a pobreza que alimenta a fome, a falta de médicos, a falta de educação, a falta de condições mínimas de vida humana, enfim, tudo isso que alimenta a revolta e o ódio aos poderes -- quando identificados como poderes corruptos, seja qual for, político ou econômico, que neste momento enfrenta uma crise de identidade nunca antes vista neste país. Os corruptos, o poder público. Os corruptores, vários segmentos do poder econômico. 
Ingredientes suficientes para que a revolta alimentada possa gerar a destruição de um sistema político democrático. 

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