quarta-feira, 2 de novembro de 2016

A calamidade pública do Rio de Janeiro


Vivenciamos durante os dois mandatos de Sergio Cabral a “farra” com o dinheiro público, gasto sem nenhum critério de avaliação das finanças futuras do Estado, deu no que deu.
Os eventos Copa e Olimpíadas ajudaram neste cenário falacioso que vivenciamos hoje, as mansões, Paris, joias, passeios de helicóptero e Cavendich. Tudo que aconteceu foi denunciado ao Ministério Público que não se manifestou à época. Na ALERJ, embora muitas manifestações por “Fora Cabral” tivesse acontecido, esta se manteve inebriada com as somas de dinheiro que não só Cabral se beneficiou.



Após a merda consagrada, Cabral jogou tudo nas mãos de Pezão e hoje a ALERJ endossa esse “estado de calamidade” que ardilosamente foi aplicado para proteger os culpados desta “farra”.
O Estado de Calamidade Pública só é aplicado em casos de desastres naturais, não financeiros, não em casos de governantes vorazes que usurparam o dinheiro público para outras finalidades que não a pública.
Claro que a ALERJ, em sua maioria, tem a obrigação de avalizar essa aberração, afinal, foram coniventes, senão também vorazes, nesta “mamata” que levou o Estado do Rio de Janeiro à esta situação. Por certo esta atitude de 40 deputados da ALERJ não passará impune, o “rolo compressor” vem ai.
Os recursos desviados descaradamente e hoje com essa medida querem obter mais recursos do governo federal, que não se encontra em situação diferente do Estado do Rio de Janeiro pelas mesmas razões, razões esta que culminaram no impeachment da presidente e o “enrolamento” de vários parlamentares na Lava Jato e outros tantos que estão com o “cú na mão” com a possibilidade de serem denunciados.
Os dois moribundos que dizem governar este Estado já deviam ter se afastado do governo, mas preferem ceder aos anseios de Picciani e levar o mandato revezado entre os dois “mortos” aos dois anos, quando então a ALERJ pode decidir que os substituirá.

Votaram contra o projeto os deputados Bruno Duaire (PR); Carlos Minc (sem partido); Dr. Julianelli (Rede); Dr. Sadinoel (Partido da Mulher Brasileira); Eliomar Coelho (PSOL); Enfermeira Rejane (PC do B); Farid Abrão (PTB):; Flavio Bolsonaro (PSC); Flavio Serafini (PSOL); Marcelo Freixo (PSOL); Wagner Montes (PRB): Waldeck Carneiro (PT); Wanderson Nogueira (PSOL); Zeydan (PT).

Num total de 70 parlamentares só 54 votaram, onde estavam os outros 16? Rabo preso e sem condições de aparecer?

O deputado Comte Bittencourt (PPS) justificou voto favorável ao projeto dizendo que a medida é a única saída para o Estado. "É um puxão de orelhas no Estado. Se não fosse aprovado, teria que haver um impeachment do governador".
O deputado Marcelo Freixo (PSOL), contrário ao PL, defendeu que aprovar o projeto significou entregar um "cheque em branco" ao governo.


Sabemos então que os que votaram a favor de uma forma ou de outra estão comprometidos com este governo PMDB e leva-lo ao impeachment também lhes traria sérias consequências, assim como acontece com seus “semelhantes” em Brasília.

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