terça-feira, 1 de novembro de 2016

Em quem o PM vota?

Nos 26 anos que estive ativo na PMERJ e nestes sete anos inativo, o que mais ouço os PMs falarem é “não voto em oficial”. Fica então a pergunta: EM QUEM ELES ESTÃO VOTANDO???
Em ninguém! Pulverizam os votos indiscriminadamente eliminando qualquer chance de eleger um representante.


Em defesa, alegam que na ALERJ existem vários deputados oriundos da PMERJ e nenhum deles jamais faz ou irá fazer algo em prol da Corporação e dos seus componentes. Porra! É muita cara de pau querer cobrar compromisso de quem não foi eleito pela PMERJ.
Iranildo Campos, Marcos Abrhao, Paulo Ramos e Coronel Jairo, embora pertencentes aos quadros da PMERJ não foram eleitos pela Corporação, quem os elegeu foi seu reduto eleitoral. Uns omitem até sua origem, a PMERJ.


Com um efetivo de cerca de 50.000 ativos, uns 20.000 inativos e 5.000 pensionistas, somados a amigos, parentes, marido/esposa e filhos, a quantidade de votos pode chegar ao expressivo número de 300.000 votos, mas mesmo assim não elege ninguém.

Nas manifestações pela vida do policial, poucos ativos, alguns inativos, alguns vitimados, e alguns parentes de vitimados fatais. Estes, certamente não estarão mais presentes no próximo evento, a próxima vitima fatal já é outro.


Vivem nas suas falas vazias de “heróis da sociedade” mas estão morrendo aos montes, com tiros, torturas, decapitados, esquartejados e queimados vivos. Quando há uma manifestação que requeira suas presenças para mostrar força, só uns “gatos pingados” aparecem.
Na ALERJ, nossos deputados ao verem esse inexpressivo número o que pensam? NADA! Nem lhes dá atenção, já que em nada representam como uma classe unida em prol do benefício de todos.



Mas continuam a perpetuar desculpa para sua incapacidade de mobilização, “NÃO VOTO EM OFICIAL”! Mas quem afinal o PM elegeu?

4 comentários:

  1. Realmente, na ultima eleição de deputados (2014) vi candidatos com esse slogan "não vote em oficial". Cheguei a fazer contato com um deles tentando mostrar que esse maniqueísmo (praça x oficial) era prejudicial a toda a corporação e que existia apenas na PMERJ, trazendo prejuízo a todo efetivo pela falta de representatividade. Temos efetivo para eleger 10 deputados e elegemos nenhum por conta desse raciocínio estúpido. Apresentei como exemplo a PMSP, que elege vários representantes, a maioria oficiais, por questões lógicas. Tentei mostrar, também, a PCERJ que, inteligentemente, elege que tiver mais condições eleitorais, seja delegado ou agente, onde também a maioria eleita é de delegados, não havendo, por óbvio, essa distinção de votos. A PMERJ vota em candidatos outros e por isso sofre por falta de defensores legislativos. Interessante é que, depois, reclamam.

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  2. Só é vitorioso quem é persistentes!

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  3. É Villete há algum tempo usei essa camisa do SOS POLÍCIA sozinho nas casas legislativas, hoje temos alguns fieis e persistentes guerreiros e guerreiras. O caminho é longo, mas um dia nossos colegas aprfenderão a reivindicar, em vez de ficar na inercia, agindo como verdadeiro agente passivo na relaçao Servidor e Estado.

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  4. Enquanto a PMERJ viver nessa dicotomia estúpida, e aceitar bordões auto destruidores tais como "não voto em oficiais", vamos continuar sendo inexpressivos politicamente e sofrendo as consequências dessa insanidade, que são a desvalorização, desprestígio e baixa remuneração.

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