sábado, 26 de novembro de 2016

Os inimigos em dois "flancos".

PM não paga há mais de um ano manutenção de helicóptero que caiu no Rio.

A PM-RJ (Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro) não paga há mais de um ano a manutenção do helicóptero que caiu no sábado (19), durante operação contra o tráfico de drogas na Cidade de Deus, zona oeste da capital fluminense.
A última transferência de recursos feita pela corporação para a empresa contratada para zelar pelo bom funcionamento da aeronave, a Helibras, foi realizada em 19 de outubro de 2015, segundo dados levantados pelo UOL no Portal da Transparência do governo do Estado do Rio.
A queda do helicóptero do tipo Esquilo, matrícula PRIDR, causou a morte de quatro policiais militares: o capitão Willian de Freitas Schorcht, 37; o major Rogério Melo Costa, 36; o subtenente Camilo Barbosa Carvalho, 39; e o terceiro-sargento Rogério Félix Rainha, 39. Costa e Schorcht eram os pilotos da aeronave. Ambos eram considerados experientes.
O motivo da queda do helicóptero ainda é desconhecido. Nenhum dos tripulantes nem a aeronave foi atingido por tiros, de acordo com perícias preliminares. Apesar da falta de pagamento da manutenção, o helicóptero está em dia com suas vistorias técnicas, segundo a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).
A aeronave passou por sua última vistoria em dezembro de 2015. De acordo com o RAB (Registro Aeronáutico Brasileiro), até o dia 4 de dezembro de 2016, ela teria que passar por uma nova inspeção para checagem do cumprimento de seu manual de manutenção. Até lá, estava legalmente liberada para voar.

Pagamentos paralisados

A empresa Helibras, que também é fabricante do helicóptero da PM que caiu no sábado, foi contratada pela corporação em julho de 2014 para prestar serviços de manutenção da aeronave. O contrato original previa que a companhia zelasse pelo funcionamento de três helicópteros, incluindo o que caiu, por um ano. Receberia por isso cerca de R$ 5,5 milhões.
 UOL

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