terça-feira, 22 de novembro de 2016

Teria sido suicídio dos quatro tripulantes

Militar que estava em helicóptero que caiu dobrou o plantão.


Perícia já descartou que aeronave fora abatida. Emoção marcou a despedida dos quatro policiais mortos na queda do Esquilo da PM na Cidade de Deus.

A perícia nos corpos e na aeronave já descartou que a causa da queda tenha sido provocada por tiros. “Não há perfuração por arma de fogo nos corpos. Na aeronave, até o momento, não se encontrou nenhum tipo de perfuração”, afirmou o secretário estadual de Segurança Pública, Roberto Sá. 

Com a conclusão do laudo de que não houve perfurações, a atenção do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos busca possíveis panes mecânicas ou falhas humanas para o acidente. Integrantes do GAM (Grupamento Aeromóvel), unidade à qual os militares mortos pertenciam, afirmaram ao DIA que a aeronave já apresentou problemas técnicos no ar. Um deles teria ocorrido terça-feira passada, quatro dias antes da queda. “A luz vermelha do painel começou a piscar, mostrando uma pane hidráulica em pleno voo. Mas a manutenção da unidade liberou a aeronave”, afirmou um militar, que era da equipe do tripulante Barbosa. “Já escutei estouros no motor da Fênix 4. Achei estranho, mas a manutenção nunca apontou nada”, disse outro.
Procurada, a Polícia Militar respondeu, através da assessoria de imprensa, “que não houve problemas técnicos no dia 15 com a Fênix 4. Já no mesmo dia, a Fênix 7 apresentou um problema no velocímetro, que foi consertado”. 
A empresa responsável pela manutenção e troca de peças periódicas das aeronaves é a paulista Helibras. Devido à crise financeira, o pagamento da manutenção está atrasado, mas os serviços não deixaram de ser feitos. O governo deve à empresa R$ 3, 5 milhões em manutenção preventiva e corretiva. Apesar disso, todos os serviços estão sendo prestados, segundo a Polícia Militar. “Os laudos da manutenção estão em dia e disponíveis para quem quiser ver”, afirmou o major Ivan Blaz, porta-voz da corporação.
Resta então a questão: Se a aeronave e os corpos não apresentam perfurações produzidas por projeteis e a PM alega estarem as manutenções em dia, ocorrendo a perícia do CENIPA e não comprovar pane, então o que houve? Os quatro experientes profissionais que guarneciam o aparelho resolveram realizar um suicídio coletivo?

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