sábado, 17 de dezembro de 2016

Em suas "homilias", Dom Evaristo Arns esvasiou as igrejas

EC – O que o senhor acha de afirmações que sustentam que a ação política da Teologia da Libertação acabou afastando muitos fiéis da Igreja Católica?
Dom Paulo – Em parte isso é verdade. Cada vez que eu, por exemplo, tornava conhecida uma ação negativa do governo, no tempo da ditadura, a igreja se esvaziava. Nos domingos posteriores vinha menos gente, porque as pessoas tinham medo (…). No fundo, elas próprias queriam isso. Queriam lutar pela libertação, só que tinham medo de serem presas ou consideradas subversivas, ou serem consideradas minhas amigas.

Fonte: Extra Classe (publicação do SINPRO/RS)
Medo, eminência? TÉDIO agora mudou de nome? Convenhamos: o discurso da TL é um grande pé no saco!
crescimento das igrejas evangélicas se deu, em grande parte, graças ao bla-bla-blá marxista dos padres da Teologia da Libertação. O fiel ia pra paróquia querendo ouvir palavras de vida eterna, e, em vez disso, tinha que aturar um sermão enfadonho contra o “capetalismo”, sobre os oprimidos etc. (tudo muito teórico e distante da realidade do povo, pra variar). Um belo dia, cedendo ao convite de um amigo crente, o sujeito resolvia dar uma passadinha no culto, e o que ele via? Um pastor falando das coisas de Deus, falando de Cristo, explicando as coisas da Bíblia… Opa, finalmente!
E aí, entre uma paróquia transformada em filial do partido comunista e uma igrejola cheia de gente histérica, mas que, ao menos, ainda lembra que Jesus existe, com quem vocês acham que o povo simples fechava?
Incoerência pouca é bobagem
Enquanto esteve à frente da Arquidiocese de São Paulo, Dom Paulo Evaristo travou uma dura luta contra as práticas de tortura na época da ditadura militar. Além disso, estimulou a sua falecida irmã, Dra. Zilda Arns, a lançar as atividades da Pastoral da Criança. Que o Senhor o recompense por estas obras.
Porém, por algum motivo incompreensível, seu notável empenho em combater os abusos da ditadura de direita não se repetiu em relação ao sangue derramado pelas ditaduras de esquerda. Diante da negação das liberdades essenciais e das milhares de vidas inocentes ceifadas pelo socialismo em Cuba, Dom Arns fez vista grossa.
Em 1988, ele enviou uma carta melosa ao grande homicida Fidel Castro, dizendo que a Revolução Cubana era “uma obra de amor” e que via nela “os sinais do Reino de Deus”.
“Queridíssimo Fidel,
“(…) A fé cristã descobre, nas conquistas da Revolução, os sinais do Reino de Deus, que se manifesta em nossos corações e nas estruturas que permitem fazer da convivência política uma obra de amor. (…)
“Tenho-o presente diariamente em minhas orações, e peço ao Pai que lhe conceda sempre a graça de conduzir os destinos de sua pátria”.
Fraternalmente, Paulo Evaristo, Cardeal Arns
 Vejam: Dom Arns, a quem muitos consideram como um “símbolo da democracia”, desejava que Fidel ficasse no poder pra sempre (!!!). É fundamental notar que, naquele ano, graças à dura repressão do “queridíssimo” ao catolicismo, o número de sacerdotes em Cuba havia reduzido muito e apenas 1% dos cubanos frequentavam a igreja.
Ao lerem essa carta bizarra publicada em um jornal da ilha, três bispos cubanos tomaram a iniciativa de escrever uma longa carta a D. Arns, na esperança de lhe devolver o juízo:
 “Cuba sofre, já há trinta anos, uma cruel e repressiva ditadura militar, num estado policial que viola, constante e institucionalmente os direitos fundamentais da pessoa humana. (…)
“Deus queira que seu país nunca tenha que passar pela trágica experiência que nós estamos atravessando”.
Deus queira, caríssimos bispos cubanos, Deus queira. Porque se dependesse da vontade de Dom Arns (que, aliás, foi um dos pais do PT)… a gente tava lascado!
Venerado por grande parcela de religiosos, artistas e intelectuais de todo o país (católicos ou não), o arcebispo emérito de Sampa vive recluso num Convento Franciscano em Taboão da Serra. Certamente desfruta de uma velhice tranquila e digna, coisa que, infelizmente, muitos idosos nos asilos fétidos e infernais de Cuba não têm acesso. Que, no Céu, eles possam receber o carinho de Jesus e Maria, cujo consolo os homens lhes negaram aqui na Terra.

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