quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Ministro da Educação recebe uma “porrada” com palavras.

 “Eles (os professores) têm férias de 45 dias, aposentadoria especial, descanso pedagógico, piso nacional e até lanche grátis. Que outro trabalhador possui tantas regalias? É preciso enxugar tudo isso ou o País continuará quebrado” (Ministro da Educação)

A “porrada” da professora:
Caro senhor Ministro e burocratas do MEC:
O que leva nosso País à falência não são nossos 45 dias de férias! O que faz a falência do Brasil são as férias dos políticos, os recessos brancos e o 14º salário que abocanham sem descontar Imposto de Renda!

Aposentadoria especial que tem são vocês políticos, que trabalham alguns anos em Brasília e incorporam os salários. Nossa aposentadoria vem depois de 25 anos de muito trabalho, 60 horas por semana quando queremos dar uma vida digna a nossos filhos.

E se não formos funcionários públicos, o professor se aposenta com o máximo de quatro mil e poucos reais, o que, diga-se de passagem, mal dá para o remédio. Depois de 25 anos trabalhando 60 horas semanais com certeza estaremos  bem debilitados.

No nosso descanso pedagógico corrigimos provas, redações, projetos e elaboramos as róximas provas. Na maioria das vezes imprimimos as provas em casa, naquela impressora que compramos parcelado em 10 vezes no cartão de crádito. Ao contrário dos políticos, não temos gráficas pagas com o dinheiro do contribuinte.

Não temos dias livres para participar de festinhas de São João em nossos estados. Aliás, vamos a festas de São João sim, mas naquelas que fazemos rifas nas escolas para proporcionar um pouco de alegria nas comunidades onde atuamos.

Piso nacional? Isso é privilégio dos políticos, “Deuses do Olimpo”, que decidem quando e quanto irão aumentar seus salários.

Lanchinho de graça? Deixe-me contar uma novidade, talvez os senhores com toda sabedoria não saibam, pois muitos de vocês nunca pisaram numa sala de aula. Professores fazem vaquinha para comprar até o café que tomam nas escolas.

Quanto às regalias, fico um tanto sem graça de expor a vida de milionários que levamos. Nossas regalias se restringem a acordar às cinco da manhã e trabalhar até às 11 da noite. Muitos de nós trabalha três turnos, o terceiro turno trabalhamos para pagar:
a)    A gasolina que políticos usam;
b)    A casa onde moram;
c)     As passagens de avião;
d)    A gráfica que utilizam;
e)    Selos para enviar cartões de aniversário para seus supostos eleitores;
f)      O colégio caro que seus filhos frequentam;
g)    O carro importado que dirigem;
h)    As roupas de grife que usam;
i)       Os lanchinhos que comem, que ao contrário do nosso, custam por mês a faculdade de uma vida inteira de nossos filhos.
j) Os cargos comissionados do qual se apropriam de uma generosa parte;
k)Os carros com motorista à diposição e
l) Os auxilios disso, daquilo e daquilo outro que sempre estão requerendo e aprovando.

Não senhor ministro e senhores burocratas comissionados, não se preocupem! Os professores não levarão este País à falência, sabe por quê? Porque se depender da consciência política de nossos representantes, ele já está falido! Esta falência atribuímos a todos os senadores, deputados, governadores, prefeitos e vereadores, que fazem da política uma carreira para sí e sua "prole" e não sabem que não existe dinheiro público, o que existe é o DINHEIRO DO POVO!


Mari Fernandes, professora do estado de São Paulo

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