sábado, 10 de dezembro de 2016

Polícia não é assistência, é contenção!


Ela é chamada justamente quando as normas da cultura e os mandamentos da lei já não são suficientes para manter o individuo no bom caminho e alguém precisa conte-lo. Por isso a polícia tem que ser viril, a testosterona que faz o bandido é a mesma que faz o policial corajoso. Dai a importância de se separar ontologicamente o policial do criminoso.
Ao contrário do que acreditam os acadêmicos, o policial tem que tratar o bandido como inimigo, SIM!


O soldo sozinho, por maior que seja, não é capaz de separar o policial do criminoso, pois a natureza mais profunda de ambos e o ambiente em que vivem, se alimentam da mesma virilidade masculina, responsável por mais de 90% dos crimes violentos em qualquer cultura humana em todos os tempos.

O policial de rua, obrigado a enfrentar o crime de arma em punho e não de uma sala refrigerada da USP, é como um médico num campo de refugiados ou em meio a uma epidemia letal: se trabalhar só pelo dinheiro, ele voltará para casa na hora, pois não há salário que pague sua própria vida, permanentemente em risco.

Para compensar os riscos da profissão, o policial precisa ser tratado como herói. Especialmente num país como o Brasil onde a criminalidade soma cerca de 60 mil homicídios por ano (de acordo com estudos do IPEA). O policial precisa ter a certeza de que, se tombar no campo de batalha, sua morte não será em vão. A sociedade irá cultua-lo como herói diante de sua família enlutada e o bandido que o matou será severamente punido.


No Brasil ocorre justamente o contrário, enquanto a morte de bandidos é cercada de atenção pelas ONGs dos direitos humanos e gera violentos protestos de rua em São Paulo e Rio de Janeiro, a morte de um policial não passa de uma efêmera nota de rodapé no noticiário e, em muitos casos, sua família não recebe nem a visita das autoridades da própria segurança pública, temerosas do que possam pensar os formadores de opinião.
Já em países como os Estados Unidos, um bandido reluta em matar em matar um policial, pois sabe que o assassinato será motivo de comoção pública e a pena que o aguarda será à altura dessa indignação cívica  com a morte de um agente da lei.


José Maria e Silva, Sociólogo

Um comentário:

  1. Concordo em gênero, número é grau. Policial tem que ser tratado como herói. Auam tem que Temer são os bandidos.

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