segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Sacrifício inevitável


Hoje provavelmente será mais um dia para ser lembrado no futuro, um dia em que os funcionários públicos do estado do Rio de Janeiro lutaram por sua sobrevivência e, acima de tudo, mostraram  ao Brasil que a contenda  com o Poder Público não é uma causa exclusiva dos servidores, mas extrapola a esfera dos legítimos interesses da classe para alcançar a indignação coletiva da população com os desmandos das autoridades constituídas.

As manifestações que vêm ocorrendo neste Estado é o reflexo da constante má gestão do erário público, se não roubo, por parte dos governantes e a facilidade com que eles empurram para a população a conta da gestão fraudulenta sob o singelo e corriqueiro manto da desculpa de se tratar de mais uma crise que assola o Estado.

Estamos em choque com os possíveis acontecimentos, na eminência de ocorrer um conflito sem precedentes na história deste Estado e até do País onde, de um lado se encontra a sociedade atingida pelo aumento de impostos e os funcionários públicos que poderão ser espoliados de parte dos seus vencimentos; de outro lado o Estado do Rio de Janeiro (Executivo e Legislativo) que se entrincheira por detrás de cercas da vergonha e utiliza o contingente policial militar para levar a cabo o seu descabido rombo nas contas públicas.


Por certo o efetivo do BPChoque e de outras unidades da Polícia Militar Comandantes) estarão acatando as ordens dos seus “pançudos” oficiais que para não perderem suas regalias e mordomias (gratificações, verbas, motoristas e viaturas)de seus comandos, sujeitarão seus subordinados a lutar contra seus próprios interesses, sob a chibata da punição do Código Penal Militar, num enfrentamento que não se pode prever o resultado.


A Revolução Francesa levou dez anos para derrubar a monarquia absolutista na busca de liberdade, igualdade e fraternidade. No nosso caso, buscamos extirpar dos cargos públicos os gestores da velha política, que utilizam a coisa pública visando a perpetuação de seus próprios interesses no poder, sem qualquer comprometimento com o interesse público geral.

                                                                                Winston Churchill


Não nos resta alternativa que não sair às ruas para bradar pela responsabilização dos gestores e tentar impedir que os “representantes” do povo chancelem mais essa imoralidade, mesmo que para isso tenhamos “sangue, sofrimento, lágrima e suor” como dito pelo estadista Winston Churchill durante a 2ª Guerra Mundial.

Às ruas! FORÇA E HONRA!


POLICIAIS MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO 

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