quinta-feira, 30 de junho de 2016

OS MORTOS QUE O BRASIL NÃO CHORA I e II

Recife foi sacudida por três bombas no dia 25/07/1966. Uma explodiu na União Estadual dos Estudantes (UEE) e outra na sede da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), sem, entretanto, causar vítimas. A terceira escreveria uma das páginas mais negras do terrorismo no Brasil.
Precisamente às 8hs40minutos daquele fatídico dia, uma violenta explosão foi ouvida e sentida no saguão principal do Aeroporto Internacional dos Guararapes, no Recife - PE. 

Bomba no Aeroporto de Guararapes, corpo do Almirante Nelson Fernandes.

Era a terceira bomba terrorista, que desta vez causou danos materiais e quase duas dezenas de vítimas, inclusive fatais. Naquele preciso momento, deveria desembarcar no Recife o então candidato à Presidência da República Artur da Costa e Silva. 


Uma pequena maleta escura com explosivos fora deixada no saguão do aeroporto ao lado da única banca de revistas existente no local. A maleta fora encontrada pelo funcionário da banca de revistas Amaro Flor da Silva. Francisco Castanharo, gerente da banca, pediu ao Guarda Civil Sebastião Thomáz de Aquino, conhecido como Paraíba, e ex-ídolo da equipe de futebol do Santa Cruz, para levar a maleta para o balcão do DAC, supondo que ela havia sido esquecida por um passageiro distraído. No percurso, a bomba explodiu. Por sorte, “Paraíba” não morreu no atentado, mas, teve a perna direita amputada e escoriações por todo o corpo. 


Morreram na explosão Edson Regis de Carvalho, jornalista e Nelson Gomes Fernandes, Vice-Almirante aposentado da Marinha do Brasil.
Perícia realizada nos fragmentos do explosivo encontrado no Aeroporto dos Guararapes pelo pessoal do IV Exército revelou que o artefato fora acondicionado em tubos metálicos, de aproximadamente 30 centímetros. Em virtude da técnica empregada bem como da complexidade da bomba, os peritos concluíram que ela fora fabricada por um especialista ou alguém com amplos conhecimentos de química, em virtude das proporções exatas dos elementos químicos empregados que garantiram a explosão no momento desejado, ou seja, no horário previsto para o desembarque do Marechal Costa e Silva no aeroporto.
Entretanto, em virtude de problemas técnicos, o candidato Costa e Silva seguiu para Recife de automóvel, proveniente de Fortaleza – CE, o que impediu uma tragédia maior, tendo em vista que no momento da explosão o saguão já se encontrava praticamente vazio. Assim, além das duas vítimas fatais (Edson Regis de Carvalho e Nelson Gomes Fernandes), outras 17 pessoas ficaram feridas com maior ou menor gravidade, entre elas uma criança de apenas seis anos. Outra vítima grave do atentado foi o então Coronel do Exército Sylvio Ferreira da Silva. Além de fraturas expostas, teve amputados quatro dedos da mão esquerda. Na época o Coronel Sylvio era Secretário de Segurança Pública de Pernambuco.
Houve grande comoção e todo o país devido à este atentado terrorista. Jornais da época chegaram a duvidar que o atentado fosse obra de brasileiros, afirmando que isso não fazia parte da cultura nacional. Entretanto, as investigações conduzidas posteriormente concluíram que a motivação do atentado era desestabilizar o regime, sendo sua autoria indubitavelmente atribuída a grupos esquerdistas radicais, com a colaboração de estrangeiros.
Edson Régis de Carvalho era jornalista e Secretário de Administração do Governo de Pernambuco. Foi por duas vezes presidente do Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco e era Vice-Presidente da Federação Nacional de Jornalistas. Nelson Gomes Fernandes, Vice-Almirante da Marinha Brasileira, Diretor da Companhia Hidrelétrica de São Francisco (CHESF). Era membro ativo do Lions Clube Internacional. Era casado com Vera Fernandes Ramos e deixou os filhos Leila Maria Lino da Costa e João Roberto, de apenas 3 meses.

No Aeroporto dos Guararapes pode ser vista uma placa com os seguintes dizeres:
“Homenagem da cidade do Recife aos que tombaram neste Aeroporto dos Guararapes, no dia 25 de julho de 1966, vitimados pela insensatez de seus semelhantes:
Almirante Nelson Fernandes
Jornalista Edson Régis.
Glorificados pelo sacrifício, seus nomes serão sempre lembrados, recordando aos pósteros o violento e trágico atentado terrorista, praticado à sorrelfa pelos inimigos da Pátria. Recife, 25 de julho de 1967. Um pensamento que se lhes dedique valerá por um preito de saudade.”

Autoria: Segundo o historiador Jacob Gorender, em seu livro “Combate nas Trevas”, baseado em declarações de Jair Ferreira de Sá, dirigente do grupo guerrilheiro denominado Ação Popular (AP), o militante político Raimundo Gonçalves Figueiredo foi um dos executores. O documento oficial da Aeronáutica Informação nº 141 SISA/RJ, datado de 16/03/1970 confirma que Raimundo foi o autor do atentado.

Bolsonaro, Brilhante Ustra e a esquerda radical.


Por que será que a esquerda radical brasileira se sente tão incomodada com o Deputado Jair Bolsonaro? Aliás, vamos ampliar a pergunta: por que a esquerda radical brasileira se sente tão incomodada com quem ousa falar o que eles não querem ouvir? A resposta é óbvia: a esquerda radical foi derrotada na sua intenção de transformar o Brasil em uma ditadura comunista no século passado. Tentaram isso em 1935 e novamente em 1964 e nos anos seguintes. Resolveram então implantar a ditadura do pensamento consubstanciado no “politicamente correto”. Essa ditadura nasceu e se consolidou no Brasil nas ultimas duas décadas. O resultado está ai para quem quiser ver: um desastre para o País, pois, além de nos privarem da própria capacidade de expressão, nos roubaram também o nosso dinheiro e nos escravizaram com a política dos favores para os menos favorecidos.
Bolsonaro, exatamente como todos os outros parlamentares federais, tem imunidade prevista constitucionalmente. Aliás, nem precisaria ter: qualquer estudante de direito ou pessoa de bom senso sabe que sua discussão com a Deputada Maria do Rosário não tem o viés que a esquerda quer fazer “colar”. O problema é que a ditadura do pensamento aparelhou o estado brasileiro, inclusive e principalmente o STF.
E justamente ai reside o perigo para Bolsonaro e todos os brasileiros de bem.


Bolsonaro incomoda porque fala o que pensa e não tem medo da controvérsia. Bolsonaro é assumidamente pré-candidato à Presidência do Brasil. Se tem chances de ganhar só o futuro revelará. Mas, enquanto isso ele vai colocando a boca no trombone e metendo seu dedo em feridas que a esquerda gostaria que continuassem esquecidas. Um exemplo foi sua citação ao Coronel Brilhante Ustra na votação do impeachment.
Carlos Alberto Brilhante Ustra é um símbolo escolhido pelas esquerdas brasileiras para ser execrado como sinônimo de tudo de ruim que teria acontecido no Brasil durante o período 1964/1985. Brilhante Ustra era um militar que ariscou a sua vida lutando contra essa mesma esquerda, que no final dos anos 1960 e inicio dos anos 1970 pegou em armas, assaltou, explodiu, torturou e matou indiscriminadamente quem tentava lhe barrar o caminho, ou simplesmente inocentes que estavam no lugar errado na hora errada. Quem não conhece a história recente do Brasil (e infelizmente uma boa parte da população brasileira só quer saber de assistir novelas e programas degradantes na televisão) acredita nas mentiras repetidas à exaustão por estes maus brasileiros, que não tem honra, ética, amor à Patria ou respeito pela verdade.
O fato é que os integrantes da esquerda estão apavorados com o que está acontecendo no Brasil atual. Estão perdendo o poder e isso lhes incomoda profundamente. E, diga-se de passagem, estão perdendo em virtude única e exclusivamente de sua incompetência, de sua desonestidade. Nunca se viu tanta corrupção no Brasil como atualmente. A crise econômica e moral não têm precedentes, e ainda nem chegamos ao fundo do poço. A conta está para ser apresentada e seu pagamento será amargo para aqueles que dilapidaram o Brasil.


No final das contas, a esquerda será derrotada no Brasil pela mesma arma com que ela se instalou no poder: o poder da palavra. Mas, essa palavra, ao contrário daquela usada pela esquerda ao longo de décadas, não pode ser escorada na mentira, mas, sim e apenas e tão somente na mais absoluta e cristalina verdade. É a verdade difundida à exaustão que libertará o Brasil da corrupção, da mentira, da imoralidade, da falta de ética, da covardia e de todas as mazelas que hoje vivemos. A verdade é poderosa e ela já está vindo à tona. É a verdade que iluminará os caminhos do novo Brasil que está surgindo das cinzas. A verdade será a nossa arma contra os maus brasileiros. Mas, se ela não bastar, se quiserem continuar sufocando-a, outras armas acabarão eventualmente sendo usadas. Quem não se curvar á força da verdade, se curvará à força da verdadeira justiça amparada pelas forças das armas.

Para um bom entendedor, pingo é letra.

Robson Merola de Campos

"Tudo que se foi será de novo do jeito que já foi um dia"


A verdade dói: Temer vai torrar R$ 125,4 bilhões em acordos pra se manter no poder até 2018.

O rombo inicial calculado era de R$ 170 bilhões.

Temer e seus ministros vão moer mais R$ 125,4 bilhões para se manterem no poder até 2018.
Ou seja, é o poder pelo poder. Nada para tirar o Brasil da lama de fato. Apenas promessas e discursos pra boi dormir.

Evidemente, reafirmamos, ninguém quer que Dilma e o PT voltem, mas não ficaremos cegos à mazelas de Michel Temer e suas aves de rapina do PMDB, partido que ajudou o PT a destruir o Brasil nos últimos 13 anos.


Para nós, tanto Dilma, Lula quanto Temer, 99% do congresso, 99% dos políticos das cidades e dos estados, da velha poiticaria, deveriam ser banidos da vida pública política. Essa turma só pensa neles, nas suas marajíces, nos seus acordos e o povo que se lasque para pagar altos impostos.

E olha que quem relata essa gastança, além do Estadão, é O Antagonista, defensor 24 horas da ilusão Temer. Veja:
O Golpe de Michel Temer
[...] Michel Temer vai torrar 125,4 bilhões de reais para se manter no poder até 2018.

Isso, sim, é um golpe.

O Estadão calculou o “pacote de bondades” aprovado pelo governo, que apoiou o reajuste do funcionalismo, renegociou a dívida dos Estados sem deixar claras as contrapartidas, liberou recursos para o Rio, não barrou o aumento do Supersimples, inflacionou o Bolsa Família, comprou o Poder Judiciário e distribuiu 742,8 milhões de reais para a educação básica de Estados e municípios. Total (por enquanto): 125,4 bilhões de reais.
Considerando que o rombo previsto para o ano que vem é de 150 bilhões de reais, pode-se dizer que o prejuízo é obra de Michel Temer e Henrique Meirelles. [...] Link.

LEIAM COM ATENÇÃO O ALERTA!!!


Em 2003, início do Governo Lula, trabalhei como analista no Órgão máximo da inteligência militar, o Departamento de Inteligência do Ministério da Defesa, responsável pelo assessoramento direto ao Ministro, em Assessoria Específica, sendo o responsável por tudo relativo ao Brasil.
De forma resumida, dentre dezenas de campos acompanhados, tínhamos: crime Organizações, Movimentos Sociais, fronteiras...

Já falávamos sobre: Projetos comuns dos Movimentos Sociais e do Partido no poder e decorrentes financiamentos públicos velados para essas ações; Foro de São Paulo; Pátria Grande...

As conclusões, sob minha gestão, desagradavam o Ministro na época, José Viegas Filho e mais tarde José Alencar. Nós éramos exagerados, xenófobos e por aí vai. Ele não gostava de nós (lógico!).


Feita esta introdução vou ao ponto que me preocupa.

Todos têm acompanhado o incremento das ações criminosas e violentas, notadamente nas Regiões Sul e Sudeste. São roubos a carros fortes e invasões a pequenas cidades com ousadias notáveis. Para os leigos, certamente, ações do crime organizado, algo que não traria risco à ordem institucional.


Entretanto, com visão mais acurada, vejo armamento e equipamento especializado, técnicas e táticas de equipes não amadoras. Até a terminologia empregada e difundida em interceptação feita: "missão dada, missão cumprida" denota que é serviço de profissionais.


Poderia me estender muito mais neste viés, porém, o objetivo é tão somente alertar o que está por trás deste acirramento da violência, bem como os riscos decorrentes.

Bem...
A época das vacas gordas, do dinheiro fácil, das propinas, dos financiamentos não ostensivos, pelo menos por enquanto, parece ter estancado.


Grupos radicais que antes eram beneficiados estão sentindo o risco próximo. Precisam de dinheiro, senão serão extintos. Alguns Movimentos Sociais chegaram a um estágio planejado das suas utopias que não podem se enfraquecer por falta de suporte financeiro. Se uma fonte secou, vamos retirar da burguesia.


Existe ainda a Carta Capital onde no Foro de São Paulo foi comemorado os 50 anos da MIR (Movimento da Izquierda Revolucionária), e redigida o apoio a ELN (Exército da Libertação Nacional) pelo Partido Comunista Colombiano.

Incêndio estação de energia em Brasília suspende trabalhos no Senado.

Se por ventura ocorrer o impeachment da Dilma e a possível prisão de Lula, pode ter certeza de que pontos vulneráveis e estratégicos de nossas fronteiras serão ocupados por esses Movimentos Sociais, como se pode ver no noticiário em CUBA, por sua atuação junto ao Instituto Cubano de Amistad con los Pueblos (ICAP).

Quem tem mais de quarenta e poucos anos já viu este filme antes, até com nossa mandatária como artista-protagonista.


Eles estão desesperados e a situação tende se agravar. Se não houver atuação firme dos Órgãos competentes, o que me reservo direito de duvidar, vamos ter de combater novamente brasileiros...

Portanto pessoal, estejam atentos e quando virem ou lerem notícias do que foi comentado interpretem-nas com outra visão. Uma visão mais preocupada...

Gen de Brigada Fernando Sardenberg

Policial que denunciou corpo encontrado em Copacabana pode ser punido pela PM


O policial que divulgou informações sobre o pé mutilado encontrado na praia de Copacabana teria sido punido pelos seus superiores, na tarde desta quarta-feira. Segundo uma denúncia feita ao Extra, foi identificado e preso administrativamente depois que a notícia circulou no WhatsApp e foi veiculada na imprensa. A PM, porém, alega que o agente foi chamado apenas para prestar esclarecimentos, não confirmando a punição.
Lotado no Batalhão de Policiamento Em Áreas Turísticas (BPtur), o policial teria enviado um áudio e as imagens logo após ter sido avisado sobre a ocorrência. O material foi amplamente compartilhado por meio do WhatsApp.
"As coisas no Rio estão ficando cada vez piores. Eu estou de serviço aqui na sala de operações do BPTur. Acabaram de achar um corpo esquartejado na praia de Copacabana, atrás da arena de vôlei que estão montando. Parceiro, agora que vão cair em cima desse governo mesmo. Não poderia ter acontecido coisa melhor. Divulguem aí", diz o homem, na gravação.

                              Corpo foi encontrado perto da arena olímpica de vôlei
Em nota, a Polícia Militar não confirmou se o agente foi preso administrativamente. A corporação informou que será feita uma averiguação para definir se o policial será punido. O nome do agente não foi divulgado.

Leia a nota enviada pela PM na íntegra:
“Um policial militar lotado no Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas (BPTur) foi chamado para prestar esclarecimento sobre possível conduta incompatível com o serviço policial militar. Apenas após averiguação, será possível definir se cabe punição pelo regulamento disciplinar”, diz o texto.

Pode ter vindo de qualquer lugar’, diz comandante sobre corpo encontrado em Copacabana
Tarde de sol, praia de Copacabana cheia e um pé mutilado à beira do mar. A notícia do corpo encontrado por um ambulante em dos cartões postais mais famoso do Rio, nesta quarta-feira, causou surpresa até para o comandante do 19º BPM (Copacabana), o tenente-coronel Murilo Sérgio de Miranda Angelotti. Ele acredita que o estado de decomposição pode dificultar as investigações.
— Não acharam o corpo do australiano lá em Maricá? Pode ter vindo de qualquer lugar. Mas é muito estranho, porque não é um corpo inteiro esquartejado, mas apenas um pé. Acredito que será difícil de investigar. Pode ser até de um corpo afogado que se decompôs — disse o comandante.
Segundo o 19º BPM, ainda não se sabe se o cadáver é de homem ou de mulher. As investigações devem ficar a cargo da Divisão de Homicídios (DH). Até às 16h desta quarta-feira, a Polícia Civil não informou sobre o andamento das investigações.
Ambulante fez denúncia ao Extra
Um ambulante fez contato com o WhatsApp do EXTRA (21 99644-1263) disse que viu o momento em que os restos mortais eram retirados da água. Segundo ele, logo chegaram equipes da Guarda Municipal e da PM.
- Já havia muita gente em volta do corpo. Tinha gente até achando quer era brincadeira - disse ele.

Os jogos em detrimento do futuro da Nação.


A votação final do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado só deve ocorrer dias após o encerramento dos jogos Olímpicos do Rio, cuja cerimônia está marcada para 21 de agosto. Quem garante são assessores do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, que também presidirá a sessão de impedimento no Senado. A informação é do jornal O Globo desta quarta-feira (29).

Uma das principais preocupações dos comitês olímpico nacional e internacional, COB e COI respectivamente, diz respeito à dúvida sobre quem estaria presidindo o País no momento da cerimonia de abertura dos jogos, por exemplo, caso a votação ocorresse antes, sobretudo diante de uma eventual virada do placar. Alguns executivos tinham a expectativa de que a votação ocorresse antes da abertura da Olimpíada.

O diretor-executivo do Comitê Organizador Rio 2016, Sidney Levy, chegou a pedir ao presidente interino Michel Temer que tentasse dar celeridade ao processo de impeachment para que ele não interferisse no calendário olímpico. Ao Globo, Levy disse que a votação do impeachment coincidindo com os jogos seria "a perda de uma oportunidade", "uma distração", já que, segundo ele, a população brasileira não vivenciaria o clima olímpico.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Governo do estado define prioridades de pagamentos com repasse da união


O governador interino (munificado), Francisco Dornelles, definiu como investirá o dinheiro obtido junto ao governo federal. A verba liberada pela união será utilizada na segurança pública do Rio. A decisão foi tomada durante uma reunião entre Dornelles e o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, na última terça-feira (28). Durante a conversa, ficou definido que a primeira medida a ser tomada será o pagamento atrasado da segunda parcela do salário referente ao mês de maio.
Em seguida, ficou determinado que a prioridade será pagar a próxima folha dos servidores, o Regime Adicional de Serviço (RAS), que a secretaria paga pela folga do policial, e a premiação dos servidores, que até hoje não foi paga. A data para o recebimento dessa verba ainda não foi definida.
De acordo com Dornelles, as medidas adotas são para garantir um maior policiamento nas ruas, porém, o governador admitiu que ainda existe preocupação com a manutenção e o abastecimento das viaturas. Por enquanto, apenas os servidores da Educação receberam integralmente seus pagamentos devido ao Fundo de Educação Básica (Fundeb).
Os outros servidores (ativos, pensionistas e aposentados) irão receber R$ 1 mil mais 50% do valor líquido de seu pagamento e essa parcela de R$ 1mil. Por exemplo, caso um servidor receba R$ 5 mil, ele receberá um depósito no valor de R$ 3 mil, correspondente aos R$ 1 mil mais  a metade dos R$ 4 mil que ainda tem direito a receber.
Entendeu?

Tá feita a alegria da galera! Temer autoriza aumento de 12,5% no Bolsa Família.

Quem trabalha, paga para quem não trabalha.
E assim, segue o Brasil da politicagem.



O presidente em exercício Michel Temer e o ministro do Desenvolvimento Social e Agrário,Osmar Terra, anunciarão nesta quarta-feira (29) um reajuste médio de 12,5% nos benefícios do Bolsa Família, de acordo com a assessoria da pasta. O reajuste vai ser pago a partir de 18 julho.
O decreto do reajuste assinado por Temer prevê também aumento da linha de extrema pobreza, que passa de R$ 77,00 para R$ 85,00. Também aumenta a linha de pobreza, que sobe de R$ 154,00 para R$ 170,00.
O  aumento do benefício vai causar impacto de R$ 2,5 bilhões por mês na folha de pagamento. Ainda de acordo com o Desenvolvimento Social, o governo reservou recursos do orçamento para garantir o reajuste.



No Dia do Trabalho deste ano, 10 dias antes de ser afastada do cargo, a então presidente Dilma Rousseff havia anunciado, em evento em São Paulo, um reajuste médio de 9% para o Bolsa Família, que seria pago já a partir de junho. A assessoria do Desenvolvimento Social explicou que o reajuste prometido por Dilma não foi pago porque o governo da presidente afastada não havia indicado no orçamento de onde sairiam os recursos. ***(Com informações de G1)

Gostem ou não. Defendemos a Faxina Geral, doa a quem doer.

Reveja, também:



Um texto fictício. Ou é real e parece fictício?

Entrevista (ficção). General da ATIVA, membro do Alto Comando e chefe do setor de inteligência – Sobre Intervenção MILITAR, Movimentos sociais, geopolítica etc.


Um colaborador da RSM entrevista um GENERAL de 4 estrelas às vésperas de ser transferido para a reserva remunerada. Mas, ainda no comando de um dos setores estratégicos mais importantes do país. O general surpreendeu ao responder perguntas polêmicas. Bastante esclarecedor. Segundo informado, é um texto fictício. Ou é real e parece fictício?
Revista Sociedade Militar – Boa noite general, agradecemos por nos receber.
General E. Hermes L. Pereira da Fonseca – Boa noite, o prazer é meu, temos 1 hora e meia.

Revista Sociedade Militar – Nossa lista de questionamentos é grande então começaremos logo. O senhor é de uma linhagem longa de militares, tendo o seu pai inclusive servido como ajudante de ordens de Golbery do Couto e Silva, o conhecido bruxo, que alguns dizem que foi o cérebro por traz do sucesso da contra-revolução ocorrida há 50 anos. A pergunta é simples: O senhor acha que os militares falharam em algum ponto durante o período em que controlaram o país?
General E. Hermes L. Pereira da Fonseca – Sim, todos somos humanos. Forças Armadas não são instituições construídas para administrar países inteiros. Todos sabiam que haveria erros, mas ainda assim se propuseram a arriscar seus pescoços. Mas, se formos avaliar numericamente, a quantidade de acertos foi esmagadoramente maior que a quantidade de erros. Alguns dizem que poderiam ter feito isso ou aquilo. Falar daqui, dessa distância temporal, é fácil. O contexto era outro.

Revista Sociedade Militar – O senhor quase respondeu acima. A conjuntura que vivemos é semelhante à dos anos 60?
General E. Hermes L. Pereira da Fonseca – No Brasil, em alguns pontos sim. Mas, a conjuntura mundial é completamente diferente. Enquanto aqui e em alguns poucos países ainda se governa e se toma decisões com base em filosofias marxistas, como se houvesse ainda uma guerra entre dois blocos econômicos, a maior parte do mundo gira em torno somente do dinheiro e do bem estar que se pode conseguir com uma estabilidade econômica. Acordos são fechados e blocos econômicos são criados em prol das populações que pagam os impostos e o salário dos governantes e diplomatas. Não se negocia em nome de um país com o objetivo de tentar provar que alguém estava certo em suas doutrinas utópicas que fracassaram ao longo de um século. O comunismo foi introduzido na Rússia em 1917, isso completa 100 anos no anos que vem. 100 anos de fracasso e há gente que ainda sofre com isso!

Revista Sociedade Militar – Recentemente o Partido dos Trabalhadores praticamente confessou que fracassou no seu intento de influenciar de alguma forma no processo de promoção de sargentos e oficiais das Força Armadas. Por que esse plano não deu certo?
General E. Hermes Pereira da Fonseca – Essa pergunta é interessante e vou dividir a resposta em dois pontos: Primeiro. Com essa colocação o partido, que representa a esquerda no país, admite que as forças armadas são o maior impedimento contra seu plano de implantar no país filosofias antiquadas que já fracassaram seguidamente ao longo do último século.
Segundo – A intelligentsia da esquerda se esqueceu de ler mais um pouco, e também não deve ter encontrado um militar que se dispusesse a explicar como se dão as promoções.  Os regulamentos das forças armadas não permitem que se promova ou rebaixe militares ao bel prazer de generais, ou ministros. Não há discussão política dentro dos quartéis, o que pode haver são discussões sobre possíveis conseqüências advindas de decisões políticas, e isso nos interessa sim, pois em última instância somos nós que temos que ir para a rua, como ocorre no Rio de Janeiro frequentemente. Não se leva em conta o posicionamento político para assunção de funções, missões, isso é considerado uma questão privada. O militar que no quartel faz apologia a um ou outro partido, a uma ou outra visão política, a principio é advertido, depois isolado e se não mudar acaba saindo das forças armadas e indo para o mundo civil, onde essa discussão é livre e até necessária. Isso já aconteceu, já tivemos oficiais formados na AMAN que preferiram uma carreira política.
Não há um regulamento que pudesse ser mudado para satisfazer o intento desse partido. É um grande conjunto, extremamente intrincado. Possuímos diversas normas que especificam requisitos e comportamentos para cada militar, em cada força armada e até em cada especialidade. Para garantir as promoções e o sucesso na carreira os militares tem que acumular o que alguns sociólogos chamam de capital militar, têm de se esforçar por cumprir os requisitos ao longo de décadas seguidas.

Revista Sociedade Militar – Esse decreto, o 8.515, que gerou grande polêmica, permitiria ao ministro promover oficiais e sargentos de acordo com seu projeto de poder?
General E. Hermes L. Pereira da Fonseca – É exatamente o que eu disse acima. Quando o tal decreto foi publicado a grande mídia e parte da sociedade que não conhece nada dos meandros burocrático-militares, ou seja como se dão as coisas dentro dos quartéis, se sentiram incomodados. Acreditou-se que o MINISTRO poderia promover ou transferir militares de acordo com sua vontade. Mas, observem que o alto comando assim como todos os militares das Forças Armadas, da ativa e reserva, se mantiveram serenos, justamente porque sabiam que a norma não alteraria em nada nosso quotidiano. Simplesmente mudaria de mãos a assinatura final que endossa o cumprimento dos regulamentos de promoções em datas específicas em cada força, quadro, corpo etc. Alguns amigos acreditam que a então secretária executiva, bisonhamente teria mesmo a intenção de dar ao Ministro da Defesa alguma espécie de super-poderes, que assim ele poderia promover um tenente amigo ao posto de coronel, apressando a formação de seu grupo de oficiais “com compromisso democrático e nacionalista”, como foi colocado em seu documento-lamento, recentemente divulgado. Se ela pensou assim, como disse, se equivocou.

Revista Sociedade Militar – Então porque o documento foi modificado após a polêmica?
General E. Hermes L. Pereira da Fonseca – Pra mim não foi modificado em nada. Acrescentaram apenas uma frase dizendo que o ministro pode delegar as funções. Pra vocês verem que foi apenas um “cala-boca” pra acalmar os reclamantes, está bem claro lá, se não me engano assim: O Ministro poderá delegar competência”. Poxa, se era algo tão grave assim manter nas mãos do ministro esse poder, como as pessoas se calaram depois que se acrescentou que PODERÁ delegar funções se desejar? Entende-se então que se não desejar não delegará tais funções. Nossa sociedade precisa ainda crescer muito. Aliás, quero cumprimentar a revista Sociedade Militar, vocês foram os únicos que trataram esse assunto sem sensacionalismo e com a abordagem correta.

Revista Sociedade Militar – Já que o senhor falou sobre sociedade, crescimento intelectual etc. Ninguém nega que vivemos uma espécie de caos social, a sociedade extrapola limites, professores, pais e policiais não sabem mais como agir para controlara a situação. O senhor, que foi instrutor em colégios militares e AMAN, acha que podemos reverter esse quadro.
General E. Hermes Pereira da Fonseca – Acredito que sim. Mas é um processo que demandaria pelo menos a metade do período que a esquerda levou para destruir nosso país com sua revolução cultural, que começou ainda no período militar. É possível, basta investir tempo e dinheiro nisso. Assim como conseguimos por meio da mídia fazer com que o fumo seja algo repudiado, podemos fazer com que a própria sociedade retorne à pilares fundamentais, como respeito aos mais velhos, educação, meritocracia, amor à família. Precisamos investir nisso.
Não sou religioso, mas uma frase me chama a atenção na bíblia, o respeito pelo que um profeta judeu chama de VEREDAS ANTIGAS. Nem tudo pode ser mudado, a nossa humanidade depende de alguns pilares imutáveis, que citei há pouco.
A esquerda tem como regra ser simpática a todo mundo, atender todas as demandas dos diferentes grupos com potencial de apoiá-la. A esquerda é a dona do “SIM”. E isso deu no que deu. Não vai ser possível nunca agradar a todos, o ser humano vai querer sempre mais. É preciso ter coragem para dizer NÃO. Se não dissermos NÃO para nossos filhos de 6 ou 7 anos eles quebrarão a casa toda. Precisamos impor regras de convivência. Estamos cheios de jovens que não suportam um “não” e estão quebrando tudo, acabam pegando em armas para satisfazer seus desejos. Estamos cheios de meninas-mães, filhas de outras meninas-mães, que não suportam ouvir um não e deixam seus filhos e filhas serem criados pela rua jogando a responsabilidade nas costas da sociedade.
Alguém tem que dizer BASTA, alguém tem que dizer NÃO.
Você pode me perguntar então se a criminalidade é culpa da esquerda. Eu responderia que em parte sim. Sempre existiu o crime, mas como uma patologia social ele era combatido e controlado. Hoje a criminalidade é a regra, não conseguimos mais controlar essa doença que ameaça destruir todo o organismo.

Revista Sociedade Militar – O senhor termina o seu tempo chefiando um setor de inteligência. Perguntamos então: A esquerda tem mesmo capacidade de atirar o Brasil no caos a ponto de ser necessário o que chama-se atualmente de intervenção militar?
General E. Hermes L. Pereira da Fonseca – (Risos) O Villas Bôas é que sofre com essa pergunta sobre intervenção militar. Mas, eu já estava preparado pra ela.
Vamos por partes. Primeiro. Assim que se tiver certeza que a esquerda perdeu seu poder – e note que está acontecendo tudo junto, lideranças sendo processadas e presas e presidente em processo de afastamento – muitos dos que estão “em cima do muro” vão abandonar de vez os movimentos sociais. A pressão é muito grande. A juventude está mudando a cabeça.
Tenho um neto de 19 anos, estuda em uma universidade pública do Rio, em greve por sinal. Ele me diz que o corredor das salas de ciências sociais, geografia e história, antro da juventude de esquerda, é um verdadeiro chiqueiro, paredes pichadas, cartazes com fotografias de Fidel e Chê e banheiros impregnados com cheiro de maconha. Quem quer alguma coisa na vida nem passa por ali, diz.
Ele me diz também que os diretórios estudantis estão esvaziando e que são mantidos apenas pela militância de esquerda, que os usa como se fossem quartéis generais, diz também que é uma minoria a parcela dos estudantes que participa dos atos por eles organizados. Contudo, por ser uma minoria barulhenta, sem medo de se expor ao ridículo, esse grupo aparenta ser bem maior do que é. E assim é no restante do Brasil.
Somos duas centenas de milhões, não é um grupo de algumas dezenas de milhares de militantes de movimentos sociais que vai conseguir nos parar.
Olha só, eu participo de reuniões interagências em vários lugares do país e eu te digo com conhecimento de causa, a esmagadora maioria dos líderes de serviços de segurança pública, não falo de políticos, mas de gente de carreira, está disposta a por um ponto final nessa festinha dos movimentos sociais. Não vão matar ninguém, não vão descumprir a lei, pelo contrário, estão apenas esperando um sinal para cumprir a lei rigorosamente.
Por isso eu te digo que se houver uma grande ação organizada da esquerda ela não vai durar duas semanas. Deixo escapar outra coisa para você, ainda que tentem nos impedir, estamos sim observando, temos muita gente em muitos lugares. A comunidade de inteligência é extremamente leal e unida. Temos informantes sim em lugares estratégicos e com certeza vamos saber com antecedência. Se for ocorrer uma ação organizada de grande vulto, saberemos. E se contarem com ajuda de outra nação, coisa que se comenta muito, os responsáveis serão imediatamente presos em flagrante e podem ser enquadrados na lei de segurança nacional que, pra quem não sabe, ainda está em vigor.
Quanto ao que chamam de intervenção militar. Todos nós, militares da ativa, reserva e sociedade, somos testemunhas que no Brasil ha muita gente versada em se fazer de vítima. Alguns dos políticos mais influentes de hoje usaram a frase “eu fui torturado” pra vencer na vida. Ainda que a maioria deles não tenha passado da mesa do escrivão nas delegacias.
Se as forças armadas empreendessem qualquer ação de grande vulto que extrapole os limites estabelecidos pela lei, como fechar o congresso e prender políticos, por exemplo. Aí sim a esquerda tentaria, talvez aliada à criminalidade dos grandes centros, trazer o caos. E com isso as forças de segurança teriam que endurecer, impor restrições ao ir e vir, às comunicações, e a coisa poderia crescer e durar muito mais tempo do que o necessário. Nesse caso é inevitável que seriam criados novos “heróis da democracia”. Não desejamos uma espécie de replay dos anos 60 e 70, acreditamos que a sociedade deve protagonizar as mudanças.
A maioria dos meus companheiros de turma já está na reserva, lá eles falam com mais liberdade. É verdade que alguns acreditam que as Forças Armadas devem tomar a iniciativa e assumir o controle do país, cercar o congresso nacional, prender Lula e outros políticos de seu time e por aí vai.
Nossas normas determinam que numa crise político – estratégica as ordens devem emanar de uma autoridade legitimamente investida. Tenho que lembrar que nossa estrutura militar de crise tem a seguinte composição: Presidente da República, Ministro da Defesa,  Conselho Militar, Comandantes das Forças Armadas,  Chefe do Estado-Maior e Comandantes dos Comandos Operacionais.
Como seria então isso? Será que o supremo vai concordar que o controle do país passe para as mãos de um oficial general, destruindo a seqüência acima estabelecida? E se não concordar, fecharemos o supremo também? Se as forças de segurança estaduais não concordarem lutaremos contra elas? Algumas das polícias são subordinadas a governadores de esquerda, temos o direito de pedir que se insubordinem? Temos o direito de pedir que arrisquem seu pescoço? A coisa é muito maior do que se imagina. Somos um país continental e uma decisão desse tipo somente seria tomada em caso de ausência completa de qualquer outra alternativa.
Diferente de outros países onde há verdadeira polarização, no Brasil não existem dois grandes lados que se digladiam politicamente. Aliás, no mundo não existe mais polarização política. O que persiste ainda é a polarização com base na religião.
O que temos aqui não é polarização, temos de um lado a sociedade que deseja estudar, trabalhar e viver honestamente e de outro um microscópico grupo muito barulhento, que quer impor sua visão de mundo baseada em teorias do século dezenove. A gritaria faz com que pareçam maiores do que na verdade são. Eles não produzem nada de concreto para o país. Muitos são da área cultural, ou contra-cultural, como alguns dizem.
Não existe no Brasil a polarização religiosa ou qualquer grupo organizado capaz de subsidiar um longo período de conflito. Portanto, ainda que improvável, se for necessária a intervenção das Forças Armadas em algum momento, acreditamos que será em apenas alguns locais e por um período brevíssimo.
Não teremos tempo aqui pra discorrer sobre isso. Mas, o que nos parece é que no mundo todo se inicia a falência do estado moderno. O estado dessa maneira que conhecemos já possui vários séculos. Devemos crer que esse modelo será eterno? Tentou-se algumas “mutações”, variações, mas parece que não prosperaram, uma delas seria o mercado comum europeu, que está ruindo. Mas, não sabemos ainda o que vem pela frente, talvez não vejamos. Talvez os intervencionistas, da sua maneira, estejam nos dizendo isso, talvez estejam nos mostrando que precisamos de um novo modelo. Alguém disse por aí, se não me engano foi o filósofo Olavo de Carvalho, que não discutimos política no parlamento, somente economia e direito. Talvez seja a hora de repensarmos o que chamamos de estado.

Revista Sociedade Militar – General, muita gente fala em limitar o poder das agências de inteligência. A pergunta é – se o senhor puder responder: estamos sendo espionados? Se a resposta é SIM, isso ocorre por causa da instabilidade política e rumores de ameaça à ordem pública, ou por causa de ameaça terrorista?
General E. Hermes L. Pereira da Fonseca – Eu diria pra você que todos somos espionados por diversos motivos, principalmente comerciais. Hoje em dia quando você faz uma busca no Google ou em outro buscador essa busca é armazenada Os sites que você acessa, vídeos que assiste, quantas vezes usa o email e outros dados, geram informações que são armazenadas e até comercializadas em grandes lotes. As empresas estão coletando informações, construindo um dossiê sobre você e ganhando dinheiro com isso. Você sabe disso e não reclama. Há milhares de câmeras espalhadas pelos grandes centros, de onde pode-se coletar inúmeros dados sobre o dia-a-dia de muita gente, e ninguém reclama disso.
Muita gente confunde as coisas, inteligência não é sinônimo de espionagem. A maior parte dos dados que usamos são obtidos de fontes públicas. Vou te dar um exemplo: em alguns países se obtém facilmente informações com as quais se constrói gráficos de venda no varejo de alguns produtos químicos. Ao observar esses gráficos ao longo de determinados períodos, notando-se variações bruscas, acende-se uma luz vermelha e, verificando a motivação da discrepância pode-se impedir a construção de uma bomba, por exemplo.

Revista Sociedade Militar – O senhor é conhecido por não ter “papas na língua. O que o senhor acha do politicamente correto, que faz com que a mídia evite criticas movimentos e religiões que tem extremistas que executam ações criminosas, como o MST e Islamismo.
General E. Hermes L. Pereira da Fonseca – Eu não preciso ter papas na língua, já alcancei o topo e não vou chegar mais a lugar algum. Já aturei muita coisa nessa vida. Portanto, falo o que acho que devo falar, quem não quiser ouvir saia da sala, ou nesse caso, não ouça a gravação.
Primeiro, acho que são duas coisas completamente diferentes. Os movimentos sociais nada tem que ver com religião. Alguns movimentos são válidos e sempre, como manifestação da opinião, devem ser permitidos. Mas, a partir do momento em que são apadrinhados pelo estado, se tornam algo perigoso, a motivação de muitos líderes passa a ser puramente financeira. Outra coisa, apadrinhados por governos eles adquirem imunidade e nesse momento se tornam especies de grupos paramilitares, que acreditam que podem impor sua vontade na base da força bruta.
Quanto ao islamismo, eu acredito que é preciso ter coragem de dizer a verdade. Quando se trata de vidas humanas não pode haver tabus. Todo extremismo religioso é perigoso e o islâmico é o pior deles. É proibido dizer isso? Então me prendam.
O cara tem vinte e poucos anos, acabou de sair da adolescência, seus pais e avós sempre lhe disseram que os sacerdotes falam por Deus e que não se pode ir contra aquilo que eles dizem. No seu livro sagrado está escrito que heróis mortos vão ter um monte de servos e virgens no paraíso. Aparece um sacerdote barbudo e lhe diz que heróis são aqueles que lutam contra os infiéis. Pronto, eis mais um idiota suicida. E a imprensa ainda lhe dá um nome pomposo, lobo solitário. Tinha que chamá-lo de idiota útil ou algo pior.
Infelizmente nosso tempo acabou, agradeço pela entrevista e espero ter contribuído.

Revista Sociedade Militar – General, nós é que agradecemos pela entrevista e desejamos um bom descanso na reserva.
General E. Hermes L. Pereira da Fonseca – Opa! Ainda estou na ativa, faltam quatro meses pra “pedir pra sair” (risos).


Sociedade Militar

A verdadeira justiça tarda, mas não falha! Isto não é uma ameaça, é um aviso!


A limpeza que se faz necessária na política brasileira é cada vez mais gritante.
O corporativismo dos corruptos de todos os naipes e colarinhos evidencia-se a todo momento de forma descarada e despudorada.
Seu alvo preferencial, e melhor testemunho do mal que impera nas entranhas do Congresso Nacional, tem sido o Deputado Jair Bolsonaro e seu crescente prestígio junto à sociedade, ávida por ser representada por uma maioria de brasileiros honestos, desassombrados e comprometidos com a verdade.


O Supremo Tribunal Federal, em uma demonstração de claudicância moral, aceitou a acusação de incitação ao crime de estupro feita a Bolsonaro por uma parlamentar reconhecidamente desequilibrada e que, efetivamente, é a criminosa deste episódio. Isto não deixa dúvidas quando à necessidade de também renovar-lhe o perfil pela alteração dos critérios de escolha dos seus ministros, em benefício da justiça e da prevalência do princípio republicano da independência dos poderes.
Agora, - não para surpresa, porque, de onde há predominância da desonestidade, não se espera que saia outra coisa – o Conselho de “Ética” da Câmara (é acintoso falar-se de ética em um lugar habitado por uma maioria que não sabe o que é isto) pretende julgá-lo por apologia à tortura, fazendo vista grossa ao crime de reverência e louvação ao terrorismo realizado pelos deputados Valmir Carlos da Assunção (PT/BA) e Glauber Braga (PSol/RJ), quando, nas mesmas condições em que Bolsonaro homenageou o Cel Carlos Alberto Brilhante Ustra, lembraram os nomes de Luiz Carlos Prestes, o líder comunista que, entre outros crimes, mandou assassinar a jovem Elza Fernandes (16 anos) por “crime de traição à causa”; Carlos Marighela que, entre outras “obras”, é o autor de um “mini-manual” que, até os dias de hoje, serve de base à ação criminosa e indiscriminada de terroristas ao redor do mundo; e Carlos Lamarca, o Capitão desertor e traidor que, entre outros assassinatos, matou a coronhadas o Ten PMSP Alberto Mendes Jr.


Sinto-me particularmente ofendido e justificadamente revoltado com o fato, pois, como cidadão brasileiro, tive rejeitada pelo patético Sr Dep Waldir Maranhão a representação que fiz contra os deputados acima citados junto à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, o que, salvo outro juízo e outra atitude daquela casa, pretensamente representativa do poder popular, caracteriza a aplicação da regra chula dos dois pesos e duas medidas!
Torno pública a minha contrariedade e o meu cada vez mais embasado cepticismo em relação ao caráter da imensa maioria dos atuais parlamentares, representantes, isto sim, de suas vantagens pessoais e de seu inconfessável desprezo pela honestidade, pela verdade, pela liberdade e pela supremacia do interesse nacional.
Os brasileiros estão amadurecendo e, nessa mutação, abrem os olhos para o que é direito e para o que é o seu dever e acabarão por execrar da vida pública os que fazem dela o caldo de cultura em que se desenvolve a corrupção, principal atrativo da ralé que ainda habita os esgotos do poder.
A verdadeira justiça tarda, mas não falha! Isto não é uma ameaça, é um aviso!
Gen Bda Paulo Chagas