segunda-feira, 31 de outubro de 2016

O que eu penso de tudo isso


Caros amigos
Michel Temer assumiu o governo de um país destroçado física e moralmente. Contaminado por uma corrupção endêmica, consequência de décadas de convivência com a impunidade planejada e regulamentada pelos principais beneficiários do desmando e do desvio de recursos dos desatentos pagadores de impostos.
Não há como não associá-lo ao sistema corrupto. Poucos políticos escapam. O PMDB, seu partido, o maior em um universo de quase 40, desde a constitucionalização do ambiente favorável ao enriquecimento ilícito, é, de alguma forma, aliado da situação ou, no mínimo, um observador atento e conivente que, quando fora do papel de predador alfa, cumpriu com louvor o papel de hiena no aproveitamento das rebarbas do butim.
Já disse e repito, Temer não é o cavalo que os brasileiros gostariam de montar para superar os obstáculos desta prova, mas é o que lhes restou por efeito da lei e o que passou encilhado por obra da oportunidade de montar e fazer valer a sua vontade.
Temer recebeu seu mandato de onde emana todo o poder, isto é, de quem, finalmente, quer vê-lo exercido em seu nome e em seu benefício. Mudaram-se as atitudes, esgotou-se a tolerância, iniciou-se um trabalho heroico de faxina que sobrevive graças ao aplauso, ao entusiasmo e à revolta do povo – o verdadeiro e máximo poder, único capaz de intimidar políticos meliantes.
Nada disso, no entanto, foi, ainda, suficiente para mudar o ambiente, o caldo de cultura em que a política e a justiça são exercidos no Brasil, porque há um rito de legalidade a ser seguido no processo de mudança. O resultado das eleições municipais testemunha a mudança e legitima o processo.
Temer sabe que chegou ao ápice de sua trajetória política e que só tem essa chance para não passar à história da mesma forma patética como estão a passar aqueles a quem substituiu. Ele não tem apenas que concluir o mandato, mas tem que direcionar o futuro para as inevitáveis e dolorosas soluções.
Temer conhece muito bem o meio em que fez sua carreira e no qual busca exercer seu mandato. Sabe muito bem o significado de “presidencialismo de coalisão”, sabe que, para que o processo de mudança que lhe impõem a sociedade e as circunstâncias tenha sucesso, tem que continuar a transitar, a conviver e a sobreviver no mesmo ambiente de falsidade e hipocrisia em que fez e consolidou sua bem adaptada carreira política.
Tudo isto eu entendo e aceito como inevitável, no entanto, não sendo político, mas apenas um soldado, comprometido, antes de mais nada, com o Brasil, causa-me náuseas vê-lo, em nome da “governabilidade” – isto é da negociação com os bandidos – cercar-se de pessoas que fatalmente, mais cedo ou mais tarde, terão que responder por seu envolvimento nos ilícitos que os brasileiros querem, a qualquer custo, ver alijados da política nacional.
Causa-me repulsa seu empenho em harmonizar ao nível máximo da hipocrisia as relações entre os presidentes do Senado e do STF, como se as fagulhas desse entrechoque, que acabaram por desmoralizar um Juiz de primeira instância e o seu Ministro da Justiça e por desgastar a Polícia Federal, pudessem interferir nos interesses imediatos e inadiáveis do País.
É decepcionante a sua omissão diante do abuso de crianças por parte de uma corja de malfeitores de esquerda, usadas como massa de manobra para ocupar escolas públicas, para desvirtuar a educação, impedir o ensino e desmoralizar os princípios básicos da moral cristã, visando a desestabilizar o próprio governo!
É angustiante vê-lo comportar-se como refém das circunstâncias, pisando em ovos e negociando de calças arriadas o que todos sabem que não pode deixar de ser feito. Será este um comportamento necessário? Serão estas e outras as atitudes a serem tomadas?
Como disse, sou apenas um soldado, um cidadão que por convicção e formação tem os interesses do Brasil acima de tudo e que esperava dele um comportamento mais firme e condizente com o poder e com a missão que recebeu, o que, embora justifique a minha ansiedade e o meu mal-estar, não me impede de torcer para que o errado seja eu.
Gen Bda Paulo Chagas


Recado para Marcelo Freixo e seus eleitores

Recado para Marcelo Freixo e seus eleitores:


**FOI O PSOL QUE ELEGEU CRIVELLA!**
Todo mundo sabia que Crivella era um péssimo candidato. E ainda assim, ganhou do PSOL com PRATICAMENTE DOIS TERÇOS DOS VOTOS VÁLIDOS. Já pensou nisso, Freixo? Você pode pensar na ofensa fácil de que "eleitor não sabe votar". Diferente da eleição de Dilma, que tinha a máquina pública a seu favor e corrompeu até os Correios para ganhar a eleição, desta vez você não pode alegar que o adversário está fazendo isso, porque esse era o PMDB, que já dançou, e teve Paes posando numa foto com seus eleitores.
Não. Sua derrota aconteceu porque não importa o quão ruim Crivella seja -- e ele é MUITO ruim -- a rejeição ao PSOL é insuperável. Porque o PSOL, de longe, é a pior escolha entre as piores escolhas. É como se essa eleição fosse no Inferno, e tivéssemos que escolher qual demônio é pior. E o povo respondesse, em alto e bom som: "o pior demônio é aquele que sempre apoiou o PT, chegou a ofender Sérgio Moro, foi contra o Impeachment e ainda xingou milhões de brasileiros de golpistas, e assim continua fazendo". As milhões de pessoas que passaram dois anos combatendo o PT lutaram contra a esquerda retrógrada, simbolizada pela união do PT, com PSOL e PCdoB. E você é PSOL.
Ninguém no Rio realmente gosta de Crivella ou da IURD, somente os evangélicos da Igreja dele. Simplesmente achamos o PSOL pior. Foi o PSOL que elegeu Crivella, a IURD NUNCA teve chance antes de vocês! Mais um motivo para o PSOL cair na desgraça.
Marcelo Freixo, você passou pela suprema humilhação de perder para um candidato símbolo do que existe de pior no mundo, quando se fala de fundamentalismo religioso. Porque você faz parte de outro fundamentalismo -- o socialismo --, que as pessoas do mundo inteiro consideram ainda pior. Vocês enganaram muita gente na América Latina, por muito tempo, mas agora acabou. Argentina, Brasil, Venezuela, todos estão escorraçando esta esquerda retrógrada, que é mais Cuba do que Canadá (não tem problema ser de esquerda, mas tem MUITO problema apoiar ditadura). Na hora de mandar comissão do PSOL para apoiar Maduro, vocês achavam que estavam marcando um pontaço com a esquerda retrógrada do Brasil. Pois é, as pessoas que sempre acharam o bolivarianismo uma aberração política e social agora se lembram de vocês. E estão muito melhor informadas do que antes, porque, você sabe... Internet.
Sua derrota para alguém que é pior do que você simboliza exatamente a derrota das ideias retrógradas do PSOL que AGORA diz que não apoia a Venezuela, do PSOL que foi contra o Impeachment, do PSOL que chamou de "golpistas" os brasileiros justamente enojados com a corrupção e incompetência do PT, e toda desgraça atual que isso provocou. Do PSOL que sequer usou suas próprias cores na campanha, já que a esquerda retrógrada no Brasil conseguiu o feito de transformar uma simples cor, a vermelha, em símbolo da corrupção.
Nós cobramos toda essa fatura do PSOL agora, domingo, nas urnas, e nunca perdoaremos você por nos forçar a votar em Crivella, Freixo. Como aconteceu no primeiro turno em todo Brasil. Mesmo tendo repulsa a Crivella, ENTENDA que a repulsa ao PSOL é infinitamente maior.
O PSOL concorreu com o pior candidato do mundo, e ainda perdeu para ele, elegendo-o. Não existe RECADO maior do Brasil que impediu Dilma nas Ruas, na Câmara, no Senado, e agora, NAS URNAS.
(Desconheço a autoria, mas falou e disse).


Apoiadores do PSOL xingam pobres nas redes sociais

Após a vitória de Marcelo Crivella nas eleições do Rio de Janeiro, derrotando o candidato do PSOL, Marcelo Freixo, os apoiadores de extrema-esquerda do socialista despejaram nas redes sociais todo o seu preconceito contra a população e os mais pobres. Freixo venceu somente na região da Zona Sul do Rio de Janeiro – exceto Ipanema e Rocinha – que é a região mais rica da cidade, e perdeu em todo o restante da cidade.

Os comentários dos apoiadores do PSOL incluíram chamar os pobres de burros, dizer que eles têm “que se ferrar”, que são manipulados ou mesmo que a população tem “mente pequena” e por isso não elegeu Freixo. Curiosamente, a capa do Twitter de um desses apoiadores tem a frase “mais amor por favor”. Confira abaixo.









Tão logo a votação terminou e a derrota foi confirmada, eles partem para o ataque; é a chamada "oposição" que Freixo se refere sempre. Menosprezando principalmente o pobre, que dizem serem seus “protegidos”. Mas o resultado aponta que seus eleitores são os “viciados filhinhos de papai”, que não trabalham, que não se sustentam. Os votos conseguidos na zona sul, com exceção de Ipanema e Rocinha mostram isso, na Zona Oeste também perdeu. Mas logo na Rocinha, um reduto explorado avidamente com a exploração da morte do Amarildo. Será que a viúva levou também uma “volta” do PSOL?

Juízes fazem consulta pelo fim do foro privilegiado para políticos

Renan: cinco juízes apresentaram reclamação contra ele no Conselho de Ética do Senado por ferir a honra dos Poderes.

Na contramão das críticas do Senado, os mais de 1.500 juízes federais do Brasil fazem uma consulta à categoria sobre como deve ser a forma de reduzir ou extinguir totalmente o foro privilegiado para políticos. Hoje, mais de 20 mil autoridades no país têm direito de serem investigadas e julgadas apenas em tribunais superiores, incluindo os magistrados, parlamentares, prefeitos e, em alguns casos, vereadores e delegados de polícia.
Ontem, a associação dos juízes (Ajufe) lançou a consulta, em meio à crise gerada pela Operação Métis. A entidade sempre defendeu o fim do “privilégio”. “Contudo, há muitas outras questões a serem debatidas. Por exemplo: se a prerrogativa deve continuar para determinadas autoridades”, esclareceu a Ajufe em nota. O presidente da associação, Roberto Veloso, disse que é a favor de ninguém ter foro especial. Nos Estados Unidos, até o presidente da República tem suas condutas apuradas por um magistrado comum.


No entanto, ele disse que é preciso avaliar as opções. “O ministro Luís Roberto Barroso quer uma vara para políticos, alguns defendem a manutenção do benefício para presidentes da República, do Senado, da Câmara e ministros do STF. São detalhes que temos que acertar”, disse Veloso. A consulta se encerra em 9 de novembro. Terminada a pesquisa, a Ajufe vai pressionar para acabar com o benefício e divulgar os resultados à sociedade.
O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Mário Velloso afirma que é mais do que urgente acabar com o foro privilegiado. “O foro cria uma anormalidade, é uma excrescência”.


Para o procurador da Lava-Jato Diogo Castor de Mattos, que estudou o tema em trabalho acadêmico, o foro não é apenas um modo de atrasar a velocidade dos processos, mas de causar impunidade e prescrição — o arquivamento dos casos por excesso de tempo.
No Congresso, a PEC 470, do ex-deputado Anselmo Abreu (PT-RO), acaba com o foro especial. Na semana passada, o deputado Efraim Filho (DEM-PB) deu parecer favorável na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

domingo, 30 de outubro de 2016

O Brasil sobreviverá, sim, juiz Moro

Repercute muito a declaração do juiz federal Sérgio Moro, na revista Veja deste fim de semana, de que "pela extensão da colaboração, haverá uma turbulência grande". O magistrado completa: "Espero que o Brasil sobreviva". No país, hoje, são US$ 700 bilhões de investimentos estrangeiros. E se essa declaração de Moro for tomada pelos investidores como algo preocupante e real, é uma dúvida, sim, se o Brasil sobreviverá.
O que se subentende dessa declaração do juiz é que, com a quantidade de políticos e empresários envolvidos na Lava Jato e nos crimes de corrupção, remontamos aos brioches de Maria Antonieta. A França não acabou, os homens que debochavam da pobreza (Les Misérables) morreram, não acabaram. A França mergulhou em uma crise e até Robespierre foi executado em sua própria guilhotina. Mas a França não acabou.
A Venezuela, país que no passado teve o poder econômico como sócio do poder político, tal como vem acontecendo no Brasil, afastando cada vez mais a pobreza do direito de viver, não acabou. Acabam os ladrões do poder econômico. A miséria se alastra naquele país, os poderosos do passado e do presente desapareceram e outros estão prestes a desaparecer, mas a Venezuela não acabou. 

              À revista Veja, Moro disse que a quantidade de colaborações coloca em xeque futuro do país
Acaba a democracia, o direito constitucional, o direito de ir e vir, e se instala um poder violento que emerge para a mão de um líder que pode ser sanguinário, tudo isso num país de 70 milhões de habitantes. Reflitamos, então, numa nação de 200 milhões de habitantes onde 180 milhões são pobres e assistem, todos os dias, em função da Lava Jato, que o poder político em todos os níveis acabou. 
O PT - cujo DNA e alma é Lula - é acusado de forma comprovada ou não, e a opinião pública toma conhecimento com raiva e frustração. O PSDB - cujo DNA é o próprio José Serra, porque todos no entorno dele são seus filhotes, estendendo os filhotes até a outros partidos - também é acusado de ter recebido no caixa dois US$ 10 milhões, que na época correspondiam a R$ 23 milhões. Os acusadores agora são acusados. Se acusa até o Palácio do Planalto.  
O poder econômico, por sua vez, assiste aos seus maiores empresários e executivos irem para a cadeia, faltando ainda acabar a Operação Zelotes para ver também banqueiros envolvidos em corrupção.
A delação premiada é um acinte à opinião pública. Os destruidores do Brasil recebem de prêmio a diminuição de suas penas para irem morar em suas casas no exterior. Como pode a Justiça premiar quem está destruindo um país e acabando com o povo? Já somos mais de 20 milhões de desempregados, o crescimento é negativo. Premiar o destruidor deste povo chega a ser um cinismo macabro, dirão muitos, e com razão. Só resta o Judiciário que, em muitos casos, é colocado em dúvida até pelo próprio Judiciário. E esse "só resta" é porque só resta mesmo. O Legislativo já não é mais considerado. Quando a polícia invade o Legislativo, o povo tem o direito de não acreditar mais nele. 
Num momento em que o país vive a excelência da representatividade da democracia, que é o voto, nos deparamos com mais de 50% de eleitores que não querem saber de eleição. O que esperar, portanto, da frase do juiz Sérgio Moro quando afirma que espera que o Brasil sobreviva? Sobreviverá sim, senhor juiz. Depende da forma como sobreviverá: ou com todos os sistemas que compõem a democracia, que fazem sofrer e destroem as perspectivas de um povo de mais de 200 milhões de habitantes, com empresários mergulhados na lama da corrupção, quando o poder político já não existe mais, ou se estes segmentos desaparecerem absolutamente de qualquer intimidade com os alicerces do país. Porque, para que o país sobreviva e renasça, a bactéria dessa gente tem de ser destruída. 

Claro que "termas" tem finalidade de "alimentação"!

Dentre as empresas que “mereceram” isenções fiscais por parte do governo do Estado do Rio de Janeiro, estão as termas Solarium e Monte Carlos, com isenções no montante de R$ 1,8 milhão no período de 2008 a 2013. Como consta no Cadastro de Empresas, as “termas” tem como atividade o código de “serviço de alimentação” e é claro que quem frequenta esse estabelecimento tem a finalidade de “comer” uma "putinha" a serviço de quem estiver disposto a pagar, fora os preços das bebidas.


Esses benefícios concedidos pelos governadores PMDB são avalizados por um suposto incentivo ao aumento de postos de trabalho, mas o que vemos dia a dia é a eliminação destes. A ALERJ já recebeu projeto de mais isenções para os próximos três anos, totalizando mais R$ 33 milhões, R$ 11 milhões só no ano que vem.

Os incentivos fiscais somam R$ 185 bilhões, quantia significativa para um Estado à beira da falência.

O Ministério Público do Rio de Janeiro, apesar de diversas denúncias e indícios de irregularidades na administração PMDB se manteve omisso, como também beneficiário deste esquema desastroso, só agora, com o Estado falido, começa a se manifestar, tarde demais a meu ver.

Dados da Secretária de Fazenda mostram que além das “termas alimentadoras”, também boates, motéis, mercearias, padarias, postos de combustíveis e cabeleireiros também foram beneficiados, sendo um dos cabeleireiros, o Werner Coiffeur, que cuidava dos cabelos da primeira dama e do governador. Será que as termas, motéis e boates também cuidavam da “alimentação” do casal?

O Rio de Janeiro está proibido de conceder novos benefícios fiscais. Além disso, o governo do estado também não pode "conceder, ampliar ou renovar benefícios fiscais ou financeiros". Ao menos, não até que seja apresentado - em prazo de 60 dias - um estudo do impacto orçamentário e financeiro todos os incentivos fiscais concedidos.
As medidas foram determinadas pelo juiz Marcelo Martins Evaristo da Silva, da 3ª Vara da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça, na noite desta quarta-feira (26).
A decisão liminar atende a uma ação do Ministério Público, que pede revisão em todas as isenções ou reduções de tributos concedidas a empresas instaladas no estado. Na ação, os promotores dizem que de 2010 até 2015, foram concedidos mais de 150 bilhões de reais em  benefícios.
Segundo o Ministério Público, o estado reconhece que concedeu R$ 38,7 bilhões. O juiz também dá um prazo de sessenta dias para que o estado apresente a lista com as empresas e os detalhes dos benefícios.

Disso tudo exposto, o que os nossos (in) dignissimos dePUTAdos têm a dizer? Também estiveram calados por muito tempo e espero que a onda de limpeza os atropele e afaste da vida pública, pois foram coniventes, no mínimo, com suas omissões.

sábado, 29 de outubro de 2016

Carta aberta aos eleitores do Rio de Janeiro

Já viajei bastante pelo Brasil, e em nenhum outro lugar fui tão bem recebido quanto no Rio. Lembro de uma vez em que me perdi, e pedi informações a um transeunte. A pessoa não sabia me informar, mas prontamente se dispôs a ELA pedir ajuda a outra pessoa, até conseguir a informação que eu precisava (claro que nem tudo são flores. Eu particularmente nunca entendi porque taxistas e garçons no Rio nutrem tanto ódio por seus clientes e pelo mundo em geral. Mas isso fica pra outro dia).
Domingo que vem os cariocas deverão fazer a mais ingrata das escolhas. Deverão escolher entre Marcelo Crivella, um bispo da Igreja Universal, e Marcelo Freixo, um dos expoentes do Partido Socialismo e Liberdade, que disputa esse pleito coligado ao Partido Comunista do Brasil. Não é, certamente, a eleição dos sonhos da grande maioria dos cariocas (pelo menos não seria a minha), o que se demonstra pela gigantesca abstenção no primeiro turno, superior a 38%.
Mas é o que temos pra hoje. E eu estou aqui pra dizer que a escolha nem é assim tão difícil quanto possa parecer, e não importa o quanto você rejeite a figura de Marcelo Crivella ou tudo o que ele representa. E só pra deixar claro, eu não recomendo nem peço votos ao Crivella. Nunca votei nele. Num quadro em que fosse ele o contendor e mais qualquer outro candidato que não fosse do PSOL, eu possivelmente votaria no outro candidato. Só que se a opção é Marcelo Freixo, até Fernandinho Beira Mar seria uma opção fácil.
Deixe-me explicar o porquê.
Antes de mais nada, Freixo é do PSOL.
Em junho de 2004 um grupo de dissidentes do PT resolveu criar o Partido Socialismo e Liberdade. Reunidos em Brasília por três dias, saíram de lá com o Programa do partido impresso debaixo do braço. E a leitura desse programa é fundamental pra entendermos Marcelo Freixo.
Antes, um adendo. Segundo pesquisa do Datafolha feita em 2012 para medir a percepção dos brasileiros acerca de certos temas, 60% dos que ganham até dois salários mínimos acreditam que NÃO É A POBREZA QUE GERA A VIOLÊNCIA. Entre os que ganham de 2 a 5, os números são quase iguais (60% a 38%). 68% dos entrevistados acreditam que adolescentes que cometam crimes devem ser punidos como adultos. 83% defendem a proibição do consumo de drogas, e 86% acham que a crença em Deus torna as pessoas melhores. E 64% dos brasileiros votaram NÃO à proibição da comercialização de armas de fogo no referendo de 2005.
Tudo isso indica que a maioria do povo brasileiro é eminentemente conservador. Não faço nenhum juízo de valor acerca dessa conclusão, apenas narro o fato. Imagina-se que, numa democracia, a vontade da maioria conta. E não há nenhuma razão para supormos que o carioca médio seja essencialmente diferente, nesse quesito, que o paulistano médio ou que o soteropolitano médio.
Se for assim, é importante, desde já, estabelecermos que o partido de Marcelo Freixo vai contra o que pensa a maioria do povo brasileiro em todo e qualquer assunto que seja relevante.
De onde eu tirei isso? Do próprio programa do PSOL, que citei acima. O partido defende “uma sociedade radicalmente diferente”, que seria alcançada através de uma “ruptura sistêmica”, um eufemismo para “revolução”. E a violência é inerente a qualquer processo revolucionário: nunca houve uma revolução sem que uma parcela da população sofresse genocídio pela outra parte.
A “luta” do PSOL não é pela “ampliação de direitos”: o partido rejeita expressamente a “terceira via” da social democracia. Não se trata de negociar com patrões, e sim de liquidá-los, de removê-los fisicamente do plano dos vivos (“não estamos formando um novo partido para estimular a conciliação de classes”). Não só dos patrões, aliás: diz o programa do partido que “a defesa do socialismo, finalmente, não é apenas a defesa das reivindicações dos trabalhadores melhor organizados, mas a conseqüente busca de incorporação das reivindicações e lutas de todos os setores oprimidos.”
Por conta desse quadro geral, o partido apoia irrestritamente o “MST, MTL, CPT e todas as lutas pelas reivindicações camponesas. Prisão para os latifundiários que armam suas milícias contra o povo.” (ou seja, que exercem seu direito constitucionalmente assegurado de defenderem suas vidas e suas propriedades). Mas já que estamos falando da disputa municipal, é importante deixar claro que o partido de Marcelo Freixo defende a reforma urbana. Mas não uma reforma debatida, discutida e legislada, e sim uma que pressuponha a “mobilização dos sem-teto e dos movimentos populares por moradia.”
Em outras palavras, invasões.
O partido defende ainda a estatização de todo o setor de saúde e educação, o reajuste mensal dos salários pela inflação, o controle de preços, o calote na dívida pública e o controle centralizado do câmbio e da saída de capitais. Eu poderia escrever linhas e mais linhas sobre o porquê de isso tudo ser uma péssima ideia, mas basta dizer que foi, basicamente, o plano econômico de Hugo Chaves à frente da Venezuela, continuado por Nicolás Maduro, e foi o que conduziu o país à maior inflação do mundo hoje e a um desabastecimento generalizado que penaliza justamente os mais pobres. Aliás, não é de hoje que o partido apoia entusiasticamente o regime venezuelano, embora nos últimos tempos, diante do fiasco inescondível, tente por todas as formas fingir que não tem nada a ver com aquilo:.
O partido de Marcelo Freixo é contra a reforma da Previdência, que hoje a maioria percebe como imprescindível à garantia do pagamento das pensões e aposentadorias nos próximos 50 anos. É amplamente favorável à taxação dos “mais ricos”, embora não especifique quem seria “rico” a ponto de ser especialmente taxado. Um bom parâmetro é o Projeto de Lei Complementar n. 277/2008, de autoria de Luciana Genro, que regulamenta o imposto previsto no art. 153 da CF, qualificando como “grande fortuna” qualquer patrimônio líquido superior a R$ 2 milhões de reais. Veja-se que o projeto fala em “patrimônio líquido”, não em “renda líquida”, valendo dizer que, se ao longo de uma vida de trabalho você cometer o crime de acumular esse patrimônio, financiando um imóvel próprio em 20 ou 30 anos e poupando uma parcela do seu salário (o que, com disciplina, não é impossível), automaticamente será considerado “rico”.
Subscrevendo o programa de seu partido, Marcelo Freixo defende ainda a reversão das privatizações (imagine voltar a comprar uma linha da TELERJ pelo preço de um carro popular) e a “expropriação” de “empresas capitalistas monopolistas” (novamente, o que seria uma “empresa capitalista monopolista” não é bem definido no programa, mas tenho certeza que podemos confiar nas mentes iluminadas do PSOL pra nos dizer o que seriam, caso cheguem ao poder).
Marcelo Freixo e seu partido já foram por diversas vezes acusados de antissemitismo. Desde 2012 circula um vídeo em que o candidato é visto ao lado do vereador Babá queimando a bandeira de Israel, e em 9 de outubro uma nota do PSOL do Rio de Janeiro chamou Shimon Perez de “genocida prêmio Nobel da paz”. Nos dois episódios Freixo desculpou-se, procurando afastar-se da pecha de antissemita, mas ao mesmo tempo não condenou as atitudes de seus correligionários: qualificou Babá de “combativo”, e disse que a carta do PSOL comemorando a morte de Perez não passou pelo comitê de sua campanha. Ou seja, o erro não foi de substância, e sim de forma.
Há muito mais, mas acho que o caráter trotskista do partido de Marcelo Freixo já está bem claro.
E quanto ao próprio Marcelo Freixo? Eu li a íntegra de seu programa, e trago más notícias.
Em entrevista ao Globo em 24.10, Freixo disse saber que, se eleito, não contará com a maioria da Câmara de Vereadores (uma situação, aliás, muito semelhante à vivida por Luisa Erundina em São Paulo em 1988, com os resultados conhecidos). Para contornar esse pequeno inconveniente, ele retoma a ideia da criação dos “conselhos populares” nos moldes do famigerado e enterrado Decreto 8243. A função desses conselhos populares, um para cada região administrativa do Rio (33 no total), não é outra senão dar “by-pass” nos vereadores eleitos pelo voto direto. Sim, o programa de Freixo também prevê a eleição dos 31 membros de cada um dos 33 conselhos, mas mesmo o mais ingênuo sabe de quais fileiras sairão esses “representantes”.
Dentre outras atribuições, esses conselhos populares participarão das discussões envolvendo o orçamento participativo. A primeira grande cidade brasileira a implantar um orçamento participativo foi Porto Alegre. Perguntem a qualquer gaúcho o que essa ideia fez com o equilíbrio orçamentário da cidade.
Haverá aumento de impostos. Apesar de tentar ser dúbio em toda e qualquer entrevista, está lá no plano de Marcelo Freixo a intenção de “planejar a implementação de uma reforma tributária, baseada na proporcionalidade e na progressividade da cobrança de impostos, que objetive garantir equidade na taxação, reduzir as desigualdades sociais, promover a distribuição de renda e assegurar o cumprimento da função social da propriedade. O plano ainda fala na aplicação do tributo da “contribuição de melhoria” (ou seja, a cada vez que o município promover um melhoramento público que, na opinião dele, valorize o seu imóvel, ele vai confiscar uma parte dessa valorização através de um tributo), e realização de “concurso público para aumentar o efetivo de fiscais de atividades econômicas” – um eufemismo para “vamos te multar, empresário”.
Eleito, Freixo precisará aumentar impostos não somente para promover “justiça social”, como também para sustentar a imensa estrutura burocrática que planeja montar. Dentre outros órgãos, ele quer criar o “Banco Municipal de Desenvolvimento Social e Econômico do Rio de Janeiro (BMDES)”, o “Conselho Municipal de Trabalho (COMUT)”, “Incubadoras de Cooperativas Municipais (InCoop)”, o “Museu do Trabalho”, o “Conselho Municipal Turismo”, o “Conselho Municipal de Habitação”, o “Conselho Municipal de Lazer”, e menciona em várias passagens o plano de “reforçar” e “fortalecer” as atribuições de uma série de estruturas estatais, o que não passa de um eufemismo para encarecer, contratar mais servidores, agigantar o peso do estado em detrimento da iniciativa privada.
Iniciativa privada, aliás, que é vista como a origem de todos os males do mundo. A ojeriza que Marcelo Freixo nutre pela iniciativa privada é latente. O problema de moradia da cidade se deve ao fato de que “hoje não se faz habitação para morar, mas para negociar. A política habitacional é submetida aos interesses de mercado (…)”. O problema do desemprego será resolvido a partir do momento em que a cidade “modificar seu modelo de desenvolvimento socioeconômico, no qual têm prevalecido os interesses de um pequeno cartel de grandes empresários, em detrimento dos direitos da maioria da população.” Os problemas socioeconômicos podem ser creditados ao “modelo de desenvolvimento excludente e
predatório que amplia as desigualdades socioeconômicas de sua população”. A crise da mobilidade urbana é causada por “décadas de privatizações sucatearam os serviços de transporte de massas”. A crise na saúde se deve ao fato de que “na atual gestão da prefeitura a rede assistencial foi quase que completamente privatizada”. Na educação, a questão é que “nos últimos 15 anos, (…) a Rede Municipal de Educação afastou a escola de seu papel social de educar, apostou na lógica mercantil da competição e adotou políticas meritocráticas centradas, exclusivamente, na obtenção de índices e metas quantitativas”. Sei que começo a ficar repetitivo, mas é que para Freixo, o problema da cultura é que os bairros foram “submetidos aos interesses do mercado (…)”, e na assistência social tudo está errado a partir do momento em que “Instituições privadas e ONGS ainda dominam atividades e programas estratégicos”. A carência de opções de lazer é creditada ao fato de que, “na última década, inspirada em conceitos derivados do fundamentalismo de mercado e técnicas oriundas da gestão empresarial”, “o esporte foi entregue ao mundo dos negócios”, e a essa altura acho que todos nós já adivinhamos qual o problema da segurança pública no Rio de Janeiro: “a atual política de segurança pública do Rio de Janeiro está a serviço de um modelo de desenvolvimento que coloca o lucro acima da vida.”
No âmbito do transporte público, inclusive, Freixo fala explicitamente em dissociar “a tarifa paga pelos usuários (quando houver) do custo de operação do serviço prestado pelas concessionárias” (Dilma Rousseff e sua reestruturação do setor elétrico mandam lembranças), até o ponto em que a tarifa seja ZERADA.
Carioca, se Freixo for eleito, prepare-se para pagar muito, mas muito IPTU mesmo. Em São Paulo, Luiza Erundina tentou zerar a tarifa, e planejava para tanto dobrar o valor do IPTU para subsidiar o transporte. Ela só não conseguiu fazer isso porque tinha oposição da Câmara de Vereadores, mas Freixo, como vimos, terá os seus “conselhos populares”…
É tão marcado o ódio à iniciativa privada, que você, usuário do Uber, pode se preparar para ter problemas. Em que pese não mencionar expressamente o aplicativo, Marcelo Freixo fala em “direitos adquiridos” dos taxistas, e na entrevista acima citado, no Globo, falou em “regulamentar” e “limitar a frota” de motoristas de aplicativos.
Uma lógica perpassa todo o “plano de governo” de Freixo: estatizar, “desprivatizar”, centralizar, tributar, regulamentar, restringir. Em nome de valores que ninguém é capaz de contrapor, como “liberdade” e “democratização”, Marcelo Freixo e o PSOL prometem suprimir qualquer resquício de liberdade individual na cidade do Rio de Janeiro, substituindo-a pela vontade de planejadores iluminados e sovietes teleguiados.
Não voto no Rio de Janeiro, e não vou recomendar voto em Marcelo Crivella. Na verdade, eu realmente gostaria que meus amigos do Rio de Janeiro contassem com melhores opções em 30 de outubro. Mas, como eu disse no começo desse longo texto, a opção dos cariocas é simples: de um lado um político potencialmente patrimonialista, clientelista e corrupto, que passou a vida oferecendo salvação de almas em troca de uma contribuição em dinheiro. Do outro, um político que quer nada menos que quer se APROPRIAR da sua alma, arrancando todo o seu dinheiro no processo.
Caso não tenha ficado claro, o primeiro é Marcelo Crivella. O segundo é Marcelo Freixo.
Boa votação a todos.

Os 10 motivos para votar no Crivella


Por que votar no Crivella? Como Crivella é 10, vou dar dez motivos para votar nele!
1º - O Freixo
2º - A Jandira
3º - Jean Wyllys
4º - Lindberg
5º - Pela utilização vergonhosa da morte do Amarildo para arrecadar dinheiro e fazer política.
6º - A defesa nojenta que fazem da ditadura na Venezuela, que mata e destrói aquele País.
7º - Porque eu não moro em Cuba.
8º - Porque eu defendo a Lava Jato.
9º - Porque eu não aguento mais ouvir alguém gritando “Fora Temer”.
10 – Porque “golpe” é a PQP! Eu não tenho motivos para votar no Crivella, mas tenho milhões para não votar no Freixo.
Então não falto, não voto em branco nem anulo meu voto, pois, isso ajuda uma vitória de Freixo.

Lula prepara exílio no Uruguai e usa ONU como escada

Advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgaram nesta quarta-feira (26) uma nota afirmando que o Acnudh (Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos) aceitou, preliminarmente, uma petição que afirma que o petista teve seus direitos humanos violados pelo juiz federal Sergio Moro, responsável por processos da Operação Lava Jato na primeira instância.

Para a professora Maristela Basso, de Direito Internacional, da USP, isso é uma bobagem. “Parece noticia plantada. Esta comissão não tem esse poder. Basta ir ao site da ONU para ver que não aparece nada sobre o assunto”, observa.
“Essa comissão não tem competência para examinar uma questão em que a nossa mais alta corte já, em reiterados julgamentos, deixou claro que não há nenhuma violação dos direitos constitucionais assegurados nos processos conduzidos na operação Lava Jato, tanto nos que envolvem o ex-presidente como em outros processos.
O recurso dos advogados do ex-presidente à comissão da ONU, órgão este que o governo do PT sempre desprezou, representa tão somente uma estratégia midiática, que não terá consequências jurídicas.
Se quiser de fato buscar uma intermediação externa, os advogados do ex-presidente devem procurar a Corte Interamericana de Direitos Humanos. ”
Falei com a professora Maristela Basso por 10 minutos. E chego à seguinte conclusão:
Lula usa isso, sustento eu, para preparar seu asilo no Uruguai, a exemplo do filho que foi lá “tecnicamente” a trabalho…

Eleitor do Freixo se manifestando oralmente.


Eu não ligo se ensinarem sexo para as crianças em vez de matemática ou português....

Eu não ligo se legalizarem as drogas e fizerem do Rio uma enorme crackolândia, aumentando drasticamente a criminalidade e os problemas na saúde pública..... onerando mais ainda o Estado e transformando mais pessoas em alienados eleitores....


Eu não ligo se minha filha estiver sendo educada na escola para ser uma militante partidária, e não uma profissional competente quando adulta..... ela terá um Estado para lhe dar um bolsa família mesmo.


Eu não ligo para as religiões e toda moral e bons costumes mantidos pelo Cristianismo.... afinal, tudo que fazem são inspirados no primeiro revolucionário conhecido pelo homem, cujo sucesso lhe rendeu um reino só para si: Lúcifer.....
Eu não ligo para o respeito às pessoas como indivíduo, mas quero que as pessoas lutem entre si por classes específicas.... "SOMOS TODOS IGUAIS" pra que?????

Eu não ligo pra entender das coisas, pois tenho um professor maconheiro pra me ensinar o que eu preciso pra parecer inteligente no Facebook.... ou a Rede Globo pra que eu me sinta uma pessoa "bem informada".....


PARABÉNS! 
A educação paulofreireana comprova exatamente que atingiram seu objetivo....
Um monte de zumbis escolhendo quem os governará......

Ainda bem que esse merda do Freixo não vai ganhar mesmo..... mas essas eleições municipais serviram pra mostrar o nível de alienação da nossa cidade....

*Texto retirado da Internet

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Aos Alunos Ocupados Ocupando Escolas

Enquanto vocês estão aí ocupados ocupando escolas, nós engenheiros, administradores, operadores logísticos, contadores de custo estamos aqui trabalhando produzindo a comida que vocês mandam trazer do McDonald's, a energia que vocês recarregam seu celular, a telefonia que vocês usam para postar a sua "luta" no FB.



Na idade média pré capitalista essa ocupação não seria possível.
Vocês morreriam de fome, ou sairiam em 6 horas para catar comida.
Na Idade Média, devido a pressão da Igreja Católica, o lucro era proibido, como hoje seus professores ensinam.
E nós que sabemos produzir comida, produzíamos para nós, e danem-se os outros.
Era a Economia da Subsistência, cada um para si, defendida até hoje pelo economista João Stédile do MST, Paul Singer, Mantega, Barbosa, Bresser, e etc.


Foi somente graças à nossa luta, a luta em defesa do Capitalismo Democrático, que passamos a produzir não somente para nós mesmos, mas para vocês também.
Foi graças ao Capitalismo e o espetacular aumento de produtividade que nossos métodos de administração e de racionalização do trabalho, que seus professores de esquerda podem agora ensinar bobagens, e mesmo assim ter comida todo dia, sem ter plantado uma batata na vida.

Nós deveríamos deixar de vender para esses maus caracteres.
"Como vocês não aceitam que eu tenha um lucro em fornecer para você, não vejo como você pode eticamente comprar de mim. Compre comida de seus alunos ocupados."
Foi graças ao Capitalismo que vocês alunos ocupados podem ficar até os 28 anos estudando, contribuindo absolutamente nada para a comida, energia e telefonia que vocês consomem.
Pelo menos vocês poderiam ajudar os seus pais a obter a grana da sua mesada.
Mas nem isso vocês fazem.
Porque vocês são de esquerda.
Aqueles que lutam para redistribuir a comida, a energia e a produção dos outros.

(Stephen kanitz)

CARTA ABERTA DE MAÇONS E LIBERAIS PARA RENAN CALHEIROS

Excelentíssimo Senhor Presidente do Senado Federal Renan Calheiros
Ao que tudo indica, Vossa Excelência, na condição da alta patente parlamentar que enverga, resolveu, por sua conta e risco afrontar à República. Sob o pretexto de defesa da Constituição. O comandante de um dos três poderes, quando se dá ao disparate linguístico de dirigir-se a um juiz togado e aprovado em concurso como “juizeco”; e, da mesma forma desrespeitosa, a um ministro de Estado que é professor da mais respeitada universidade brasileira e um dos autores mais citados em decisões do Supremo Tribunal Federal de “chefete” de polícia, é, sem dúvida, evento da mais alta relevância institucional.
A operação deflagrada por ordem do juiz federal ofendido por Vossa Excelência pode ser criticada. Mesmo porque vivemos em grau de liberdade de expressão. Especialmente no ambiente do parlamento. Mas nunca desmerecida deve ser a investidura e importância de um magistrado, seja qual for o seu grau de jurisdição de atuação. A ofensa foi direcionada a desqualificar quem defende, até que se prove o contrário, o estado das leis e não das pessoas como temos visto em vossa carreira política.
O Estado Brasileiro não suporta mais os apadrinhamentos. Aqueles mesmos que tanto têm favorecido Vossa Excelência ao longo de sua vida política. Soa como ofensa, quando proferida da boca de tão duvidosa figura política, a defesa da Constituição Federal.
A mesma Carta da República. Aquela que, após a emenda constitucional 45, efetivou como direito de todos uma duração razoável do processo. Instituto este que não vem tendo eficácia nos inquéritos a que Vossa Excelência responde. E que, por situações inexplicáveis, não são incluídos na pauta de julgamento como resposta a uma efetiva proteção do erário.
A independência dos poderes é instituto tão imanente quanto a necessária harmonia entre eles. Esta última está sendo abalada. Não por decisões de primeira instância, como vociferou o Ilustre Senador, mas, sim, por uma corrupção engendrada no seio da política nacional. Ela suga o suor do trabalhador brasileiro e sangra nossas instituições.
Figuras como a de Vossa Excelência são necessárias ao Brasil. A libertação da velha política, da negociata vendida tem de ser vivida. Para, após superada, servir de base crítica à uma nação mais justa e livre. Superaremos pensamentos mesquinhos como estes expressado em desfavor do Poder Judiciário e do Executivo.
Como ensinou Hannah Arendt “o maior direito do homem é o direito a ter direitos”. O povo brasileiro tem direito a ter os direitos previstos na constituição efetivados. E não a assistir impávido seus parcos recursos escorchados por impostos servirem de benesses àqueles que insistem em tungar os cofres públicos de forma irrefreada.
A luta do Poder Judiciário, sem desmandos, é a luta do povo brasileiro e de nossa Constituição Federal. A polícia legislativa, ao contrário do que pensa Vossa Excelência, não serve a uma casta especial de brasileiros com cargo eletivo. Serve à uma instituição, que como qualquer outra deve respeito aos princípios que regem a administração pública. Em especial a impessoalidade, moralidade e probidade.
Não estão livres dos laços da lei, ainda que envoltos nos vastos salões do Senado Federal. A dita imunidade parlamentar, em termos constitucionais não se transmuda a todos os funcionários que fazem voto de fidelidade a qualquer Senador. Especialmente quando frente a parlamentares que tentam a todo custo atrapalhar investigações criminais. Ou em ambientes externos à casa legislativa.
O Senado Federal não é como instituição um reduto de intocáveis. Deveria, ao contrário, ser uma casa de representação dos estados federados. Dotado de homens e mulheres eleitos e que devam respeito às leis e deferência ao povo que os elegeu.
Ressaltamos aqui um dos pontos que nos faz nos mobilizarmos contra a ordem amoral que, até a presente data, constitui um dos maiores descréditos da sociedade com as Instituições Federais. Nesta data está em pauta no Supremo Tribunal Federal, que é a da linha sucessória no cargo de Presidente da Republica. Defendemos que, nesta linha, não deva haver nenhum cidadão que esteja sendo réu em processo criminal.
A Constituição Federal de 1988 conferiu relevância ímpar para o exercício do cargo de Presidente da República. Tratando-se de posição institucional da mais alta envergadura, a Presidência do Brasil está protegida por um amplo leque de garantias institucionais. Dentre essas garantias que dizem respeito à Presidência, não daqueles que temporariamente a ocupe, está o primado do não exercício do cargo por quem é réu em processo criminal.
O chefe de Poder Executivo que se transforma em réu não pode continuar no exercício da função. Trata-se de uma exceção constitucional para a preservação do exercício das altas funções de chefia. O nacional investido no papel de Presidente da República deve ser compulsória e imediatamente afastado do posto. No momento e sempre que o Supremo Tribunal Federal vier a decidir pelo recebimento de denúncia, autorizando a instauração da ação penal.
É possível que os oito inquéritos que apuram fatos criminosos e incluem Vossa Excelência no centro da operação Lava Jato o tenham feito pensar que vosso poder é maior que o estado das leis que tanto custou à nossa nação. Todavia, nunca é demais alertá-lo, sempre com muito respeito, que a inteligência das leis é maior. Ela vencerá o desrespeito que tem demonstrado por quem tenta defender a justiça e a democracia.
A mobilização, o compromisso com a mudança, a voz das ruas já demonstraram o poder que têm. Inclusive contra a vontade do Ilustre Senador. E não nos faltarão energia e amor para lutar por um Brasil melhor. Não tenha dúvida que será um prazer confrontá-lo nas ruas. Sempre com amor às conquistas democráticas e em defesa da Constituição da República.
Subscrevem esse documento o Movimento Liberal Acorda Brasil e o Movimento Avança Brasil Maçons. Aqui representados por seus membros voluntários. O nosso único objetivo é a restauração dos princípios de Ética em nosso país e a retomada de um futuro próspero. Construiremos Instituições sólidas e compostas por membros que, acima de qualquer interesse pessoal, sirvam aos melhores interesses do povo Brasileiro.
SÃO PAULO, 27 DE OUTUBRO DE 2016,
ABM – AVANÇA BRASIL MAÇONS E MLAB – MOVIMENTO LIBERAL ACORDA BRASIL