quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

A PMERJ foi e fez seu trabalho.


Mesmo sem eu concordar que os policiais da PMERJ devessem continuar trabalhando como se nada estivesse acontecendo, haja vista, de certo modo, estão naturalizando a condição de explorados pelo Estado, gostaria de parabenizar os 10 mil policiais que tiraram serviço no dia 31 de dezembro em Copacabana.

Graças ao fazer profissional de vocês, milhares de pessoas puderam celebrar com segurança a chegada do ano de 2017. Falem o que quiserem dos policiais da PMERJ, no e4ntanto esses homens e mulheres que compõem o quadro profissional da referida Instituição são verdadeiros HERÓIS.

Nenhuma policia do mundo enfrenta a realidade cotidiana dos policiais da PMERJ, mesmo enfrentando condições precárias de trabalho, atraso de pagamento, não recebimento do 13º salário, esses trabalhadores não deixam a peteca cair, isso para garantir nosso bem estar e segurança.

Eu, o “Rafael”, defendo que a PMERJ deveria articular uma paralização, pelo menos por algumas horas. Isso pressionaria o Estado pagar salários atrasados, 13º salário e, ademais, muito provavelmente o Estado passaria a respeitar a dignidade da pessoa humana do policial.

Com uma paralização a população teria um choque de realidade ao ver o vandalismo, a criminalidade e a Cidade sendo depredada. Começaria a compreender que sem polícia não há ordem pública, direito de ir e vir, não há consolidação do Estado Democrático de Direito.

Infelizmente a PMERJ é desarticulada, várias nuanças que impedem que isso aconteça. Desejo que em 2017 os policiais da PMERJ comecem a deixar de naturalizar a condição de explorados. Que em 2017 comecem a colocar interesses pessoais e diferenças de lado passando a lutar por interesses coletivos. Que em 2017 comecem a dialogar, articular, para coletivamente legitimarem direitos. Na medida do possível, desejo um 2017 de renovação e esperança por dias melhores a todos os policiais da PMERJ.


Contem comigo na luta por Direitos!

Rafael Teixeira, Assistente Social, Doutorando em Direito e Diretor Presidente do Comitê Estadual do Rio de Janeiro de Assistência Social e Direitos Humanos para os profissionais de Segurança Pública.

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