terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Definitivamente prostrados de quatro.

Bandidos desfilam armados em frente a quartel da Marinha no Rio.
Bandidos em frente a um quartel da Marina, na Penha, no Rio.


Unidade do CIAA vive com o incômodo vizinho que dita as regras e impõe o terror aos militares a qualquer hora do dia.
Avenida Brasil, 10.940. O endereço do Centro de Instrução Almirante Alexandrino (CIAA), na Penha, Zona Norte do Rio, é a porta de entrada de quem sonha ingressar na Marinha brasileira. Há anos, no entanto, a unidade convive com uma incômoda ameaça: os traficantes da Favela Kelson’s. A qualquer hora da noite ou do dia, criminosos fortemente armados desfilam pela região, deixando os próprios militares acuados, dentro ou fora dos quartéis.
Desde ontem, duas imagens circulam nas redes sociais e mostram, de forma inequívoca, quem é que dita as regras no pedaço. Em uma delas, o criminoso com o fuzil nas mãos passa pelo muro do CIAA, atras do poste e ao lado de uma barricada feita com concreto dentro de latões de lixo e trilho de trem. A foto foi feita justamente por um sentinela pela brecha de uma das torres de segurança. “A ordem é para não atirar. Só agimos se tentarem entrar na unidade. Do muro para fora é com a PM”, afirma um sargento da Marinha.
 veja

É notório quando passamos defronte e nas adjacências de quartéis nos depararmos com placas com a inscrição: “Área Militar”. Sim, são áreas militares e estão sob administração deles. No caso de Unidades das FFAA, a competência do julgamento de crimes cometidos nestas áreas é da justiça federal.


De que vale um Código Penal Militar se ele é desrespeitado? É flagrante que o delito está acontecendo em área militar e o efetivo daquela Unidade não pode nem deve se omitir em coibir e, se necessário prender e/ou revidar injusta agressão no cumprimento de determinação legal. O que esperam? Um ponto de vendas de drogas se estabelecer defronte ao portão da Guarda do Quartel?

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