terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Empresários deduram oficiais corruptos da PMERJ.

Policiais Militares aguardando atendimento incerto no Hospital da PMERJ.

Depoimento faz parte do acordo de delação premiada que sócios fizeram com o Gaeco. Pedido fraudulento assustou dono da empresa que forneceria o produto: 15 mil galões de ácido peracético.

video

Faltam médicos, ar-condicionado, remédios. É delicada a situação do Hospital Central da PM, policiais cansados de esperar atendimento protestaram na manhã desta segunda-feira (16), em frente à unidade, no Estácio.
A confissão de dois empresários ao Ministério Público mostra que um dos fatores para a precariedade do hospital é a corrupção. A delação premiada da dupla foi homologada pela Justiça e revela os detalhes de uma fraude milionária.
Um pedido fraudulento assustou o dono da empresa que forneceria o produto: 15 mil galões de ácido peracético.
"Eu não sei qual era a rotina do Hospital da PM, porque o ácido peracértico pode ser usado para várias coisas, pode substituir por hipoclorito de sódio, pode lavar mesa, lavar parede. Pode fazer o que você quiser. O quantitativo era muito grande", disse um dos sócios da empresa Medical West Comércio de Produtos Médicos Hopitalares ltda.
O depoimento faz parte do acordo de delação premiada que o empresário fez com o Gaeco - o grupo de atuação especial de combate ao crime organizado do Ministério Público do Rio. O empresário e o sócio dele confessaram que participaram de um esquema de desvio de verba do Hospital Central da Polícia Militar.
O Ministério Público e a subsecretaria de inteligência do estado descobriram que a PM comprou 15 mil galões de cinco litros de ácido peracético que nunca foram entregues. O valor da compra é de R$ 4,217 milhões.
"A gente já sabia que não iria entregar. Eu fiquei com R$ 1,7 milhão se não me engano. Aí eu paguei imposto, quase R$ 400 mil de impostos. 55% teria que ficar com eles e 45% com a gente da empresa. A gente repassou a ele R$ 2,1 milhões, pro Major Delvo(...)geralmente colocava (dinheiro) numa caixa ou amarrava em sacos, alguma coisa ali próxima do Maracanã, onde a gente se reunia. Levamos numa caixa e entregamos a ele dentro de um bar. Em outra oportunidade foi em um shopping, na praça de alimentação", contou um dos sócios.
Além do major Delvo Nicodemos estão presos desde novembro de 2015 outros cinco oficiais da PM, entre eles o coronel Ricardo Coutinho Pacheco, ex-chefe do estado maior da corporação. Os policiais são acusados de desviar R$ 14 milhões do Fundo de saúde da Polícia Militar. As investigações mostram que, na maioria dos contratos, os oficiais exigiam o pagamento de 10% de propina.
Os oficiais foram denunciados pelo MP por peculato, corrupção e fraude licitatória.
"Desviar verba em si já é um absurdo, do setor de saúde pior ainda. E lesando policiais militares, muitos inclusive sem receber diante da grave crise financeira. Tornando mais precária ainda as condições das unidades hospitalares militares. Realmente há uma repugnância muito grande. São criminosos travestidos de policiais que, ao meu ver, é a pior criminalidade", disse o promotor de justiça Cláudio Calo.



E assim segue o PM, sem salário, sendo esculachados, comandantes ávidos em punir e um coronel que já foi o segundo na hierarquia da PMERJ acusado de desvio milionária do Fundo de saúde, dinheiro pertencente a todos os componentes que contribuem. Será que o Comandante Geral ignorava tudo isso? Mas certamente os PMs irão substituir os SEAP caso haja paralisação da categoria.


Um comentário:

  1. por menos do que isso o presidente prendeu todo mundo juizes, almirantes, reitores, professores,diretores radios tvs, tudo e se bobear fuzila todo mundo. erdoghan da turquia.

    ResponderExcluir