domingo, 12 de fevereiro de 2017

A minha Polícia e a do "Pexoto"


Sempre ouvi dizer que existem duas polícias dentro da polícia militar, a dos praças e a dos oficiais. mas nunca acreditei muito nisso, afinal conheço muitos "oficiais que são boa praça" e muito praça FDP. Mas creio sim que exista duas polícias dentro da polícia.

Uma é aquela que trabalha pela sociedade e pelos bons costumes, é aquela que vive com o próprio salário, é aquela que tem a pior escala da unidade, é aquela que a família está lá na porta dos batalhões debaixo de um sol escaldante, sendo empurrada pelo coronel que responde por corrupção, é aquela que o miserável salário está em atraso.


Já a segunda polícia é a do "Pexoto", aquele que chega de carro importado no pagode, acompanhado daquela princesa de cabelos platinados, unhas de porcelana, peitos de silicone, bolsa da Michael Kors e um corpo de "panicat". "Pexoto" é aquele que pula o muro de trás do batalhão para assumir o serviço e ainda chama as mulheres dos colegas de piranha. Afinal, foi na sexta feira, e ele tem um "compromisso" com o "padrinho", com o vagabundo e também não pode deixar de passar para dar um alô pro pessoal do transporte alternativo.

O engraçado nessa história é que todas as duas polícias conhecem muito bem uma a outra, mas a primeira nunca diz ao mundo o que a segunda faz pra chegar no pagode de sábado em grande estilo. Já a segunda tenta acabar com o protesto necessário, legítimo e justo em pleno fim de semana, realizado pelas famílias dos componentes da primeira.

A pergunta é: Será que não está na hora de ligar para o Ministério Público e contar os segredos do "Pexoto"? DISQUE 127 - Ministério público do Estado do Rio de Janeiro.

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