quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Militares tão “phudidos”! O INSS os aguarda.

O governo planeja incluir as Forças Armadas nas mesmas regras previdenciárias estabelecidas para os demais servidores, incluindo a idade mínima de 65 anos, com algumas exceções, e o tempo de contribuição crescente para obter a aposentadoria, além do teto de 5.578 reais para o benefício, disse à Reuters uma alta fonte do governo.

                    "uma alta fonte do governo"? Quem seria?

A decisão marca uma virada na posição do governo, que retirou os militares da proposta de regime geral da Previdência e planeja mandar um outro projeto, específico, e que, inicialmente, contemplaria apenas o aumento do tempo de contribuição.
Há duas semanas, o próprio presidente Michel Temer confirmou à Reuters, em entrevista, que haveria um teto para a aposentadoria das Forças Armadas, mas que o valor ainda não estava definido. Segundo a fonte, esse ponto agora está resolvido.
“Será o mesmo teto para todos. Para além disso, a previdência complementar, em que o governo paga uma parte e os servidores, a outra”, disse a fonte, que tem envolvimento direto com as negociações.
O projeto separado, disse a fonte, seria porque os militares não teriam um regime de previdência previsto na Constituição e isso terá que ser criado. As regras, no entanto, seguirão o padrão dos demais trabalhadores.
A idade mínima será de 65 anos, mas haverá exceções. “Existem funções que o militar exerce em que ele não pode trabalhar até os 65 anos”, justificou a fonte.
O tempo de contribuição também será o mesmo. Com a idade mínima e 25 anos de recolhimento do INSS, o militar poderá se aposentar com 76 por cento do teto da Previdência. A cada ano a mais trabalhado, aumentará o valor da aposentadoria, mas não será mais integral, como é atualmente.
As mudanças ainda estão sendo negociadas em um grupo de trabalho com representantes das Forças Armadas. Mas a fonte reconheceu que as propostas devem desagradar o grupo, que sempre se opôs fortemente a quaisquer mudanças no seu regime de aposentadoria.

A ideia de incluir as Forças Armadas no regime geral da Previdência estava prevista no início das discussões sobre a reforma, mas foi descartada pela resistência dos militares, que ainda receberam apoio integral do ministro da Defesa, Raul Jungmann.
Tropa omissa e subserviente dá nisso !
Como estarão se sentindo os militares agora depois desta porrada no meio dos cornos? Num momento os tranquilizaram para depois, na surdina, trair seus comandados selando este acordo com o governo.

Mesmo sabendo que comandantes são escolhas políticas, não se preocuparam em estarem atentos, agora o risco de ficar na merda após aposentado ou mesmo na ativa é real. Hoje os concursos para as Forças Armadas já não são atraentes, é só ver o aproveitamento de cerca de 50% de excedentes, os com média inferior.

                O Brasil tomado por uma Força Inconstitucional

Mas a Força Nacional (bolivariana) segue a todo vapor no caminho de sua citação constitucional e em breve será a força que apoiará o governo contra possíveis reações dos militares (Forças Armadas, PMs e BMs) por suas perdas de direitos.

Foram omissos durante anos, não tiveram visão ou se acomodaram. E agora? O que pensam fazer? Saibam que não terão direitos trabalhistas como o assalariado regido pela previdência comum, mas os deveres sim! Continuarão.

Mudar o regramento pertinente aos militares levarão anos, até mesmo podem ser esquecidos. A “necessidade do serviço”, a “dedicação à pátria” e outras coisitas lhes serão cobradas enquanto penam sem vencimento proporcional. As marchas, a periculosidade, a insalubridade continuará a lhes serem negadas em nome do “juramento”.

Mas a “reforma da previdência” lhes arrastará ao mesmo esgoto comum de todos, jogados na sarjeta da miséria e da necessidade. Não só a sua necessidade, a de sua família também!

Saibam que o Chefe do Estado Maior das Forças Armadas e os Comandantes Militares nada perdem com essa mudança, só os otários passivos que acreditaram que não lhes atingiria. Foram sim atingidos, e mortalmente!

Ao serem nomeados em seus cargos, o Chefe do Estado Maior das Forças Armadas e os Comandantes da Marinha, Exercito e Aeronáutica, são passados ex-ofício para a Reserva, tendo garantido seus direitos. Após voltam ocupando seus cargos mantendo os mesmo direitos e garantias da ativa, mais ainda, com polpudas gratificações que lhes acompanharão por toda a vida.

Art. 3o-A.  O Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, órgão de assessoramento permanente do Ministro de Estado da Defesa, tem como chefe um oficial-general do último posto, da ativa ou da reserva, indicado pelo Ministro de Estado da Defesa e nomeado pelo Presidente da República, e disporá de um comitê, integrado pelos chefes de Estados-Maiores das 3 (três) Forças, sob a coordenação do Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas.      (Incluído pela Lei Complementar nº 136, de 2010).
        § 1o  Se o oficial-general indicado para o cargo de Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas estiver na ativa, será transferido para a reserva remunerada quando empossado no cargo.     (Incluído pela Lei Complementar nº 136, de 2010).

Art. 4o  A Marinha, o Exército e a Aeronáutica dispõem, singularmente, de 1 (um) Comandante, indicado pelo Ministro de Estado da Defesa e nomeado pelo Presidente da República, o qual, no âmbito de suas atribuições, exercerá a direção e a gestão da respectiva Força.     (Redação dada pela Lei Complementar nº 136, de 2010).

Art. 5o Os cargos de Comandante da Marinha, do Exército e da Aeronáutica são privativos de oficiais-generais do último posto da respectiva Força.
§ 2o Se o oficial-general indicado para o cargo de Comandante da sua respectiva Força estiver na ativa, será transferido para a reserva remunerada, quando empossado no cargo.

Entenderam quem os traiu além de vocês mesmos?

Os militares foram entregues de bandeja ao governo, serão vítimas do plano arquitetado e posto em prática sem nenhuma resistência dos comandantes nem dos comandados. Só que os comandados perderão muito, os comandantes NADA!

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