sábado, 11 de fevereiro de 2017

O arrêgo de toda semana


Um áudio circulou pelas redes sociais, nele um suposto policial criticava uma possível paralisação provocada pelas mulheres de policiais insatisfeitas com o não pagamento dos salários, com o não cumprimento,´por parte do Estado, da sua responsabilidade nesta relação de trabalho, se ao seu amigo de nome "Pexoto", dizendo que não iria aderir à paralisação. Seu comandante deixara bem claro que quem aderisse, não mais estaria no "setor", seria substituído. A voz continuava dizendo que arrecada R$ 700,00 "limpo" por serviço, já com os "descontos" de praxe.



Pois bem, outros áudios circulam nas redes sociais, dão conta do comprometimento de comandantes e demais oficiais, inclusive citando nomes, unidades e valores. Valores que chegam a R$ 25.000,00 por semana. Bem, só falar não basta, há de se ter provas. Mas pelo que sinto vão aparecer sim, os não "arregados" já estão no limite.

Mas, deixando o "arrêgo" de lado, que carecem de confirmação, mesmo que deixado perceber no desespero de alguns para assumir seus serviços, o revoltante foi ver o tratamento dispensado as mulheres de policiais militares por alguns comandantes e PRAÇAS. Um subtenente está sendo acusado de sequestrar esposa de policial, com camisa identificando a polícia militar e a deixando na comunidade do Jacarezinho, num vídeo aparece uma mulher gravando seu sequestro para o HCPM, contar sua vontade. Seria muito polpudo o "arrêgo" para justificar tamanha violência contra esposas de seus colegas de trabalho?




Neste ínterim surge a noticia de que o Estado irá pagar o salário de janeiro e o décimo terceiro na próxima semana, um volume de dinheiro próximo de seis milhões de reais. Ora, mas não tem dinheiro, como pode? Mas hoje voltaram atrás, só confirmaram o pagamento referente a janeiro e atrelando o decimo terceiro à "negociata" com a CEDAE.



É certa a represália violenta contra as mulheres, afinal lidamos com marginais, sejam traficantes ou políticos. No Espirito Santo, o Ministro da Defesa Raul Jungmann já veio se aliar ao governo daquele Estado para, usando a Constituição, ameaçar possíveis paralisações de policiais, a mesma Constituição que eles rasgam diariamente.



Neste confronto, que o manifesto nos quarteis continuem, mas, com a devida cautela para que os marginais dos governos estadual e federal não se unam para "ferir" as mulheres de nossos policias. Estamos sendo vistos no mundo todo, façamos a manifestação e, na medida do possível, com a participação dos policiais, sem "arrêgo", denunciando as viaturas sem condições, equipamento inadequado, vencido ou com problemas e outras deficiências que sabemos que são constantes.

O jogo continua, o discurso mentiroso continua o mesmo, já não há credito no governo, nem nos emissários.



A imagem da Corporação nunca será manchada por nós, está sendo manchada pelas imagens e informações que estão aparecendo e certamente, em breve, serão confirmadas. Afinal, nas comunidades adoram fazer um vídeo de policial na hora do "arrêgo" e eles já existem e não teria nenhum problema em publicar, como os "arrêgados" não veem nenhum problema em sequestrar e agredir as mulheres de seus colegas. "Num é meu chefe"?




Durante essa ultima década, só no Rio de Janeiro, milhares de policiais foram assassinados, mutilados, decapitados, esquartejados e incinerados neste Estado. Não vi a sociedade se levantar contra o que acontecia todos os dias. Não quero me colocar contra a sociedade da qual eu faço parte e pago impostos como ela, mas gostaria que estivessem atentos ao desprezo que concederam àqueles que são responsáveis, mesmo com o sacrifício de suas vidas, em defendê-la. Então, agora que a “cueca” lhes aperta no “rabo”, querem criticar nossas Guerreiras? Não aceito, o pavio foi aceso, cabe a sociedade apaga-lo.
CENA DO CORPO DE POLICIAL QUEIMADO NO RIO NÃO GERA REVOLTA DE DIREITOS HUMANOS NEM DA SOCIEDADE.



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