domingo, 19 de fevereiro de 2017

Obrigado Parceiro.


Um dia eu ainda bem novinho adentrei numa unidade da PMERJ pronto para estar à serviço da sociedade do Rio de Janeiro e, num lugar difícil de se achar referencias, lá estava ele, o Figueiredo.

De inicio não dei atenção, mas aquela pessoa queria me passar conhecimento. E eu, na minha soberba ignorava como se fosse detentor de tudo que deveria saber.

Ledo engano, muitos percalços teriam sido evitado se lhe tivesse ouvido. Outras vozes também se levantaram querendo me instruir, mas o sentido era outro.

Após muitos anos novamente encontrei Figueiredo na ultima unidade que trabalhei antes de passar para a Reserva Remunerada, ele estava lá com seu sorriso sempre a me admirar e ignorando que hoje, eu mais velho, tinha por ele admiração muito maior.

Pessoas passam por nossas vidas, outras deixam marcas dessa passagem. Figueiredo foi um desses. A visita prometida não aconteceu, foi sempre adiada e Figueiredo se foi.
Não dá para descrever o que sinto com sua partida, é quase se sentir um órfão. 

Mas não creio que ele tenha ido, foi convidado, pois os ilustres precisam estar junto ao Senhor no preparativo de sua volta.

Fica aqui nestas poucas palavras, que escondem as lágrimas, minha homenagem a meu amigo José de Figueiredo. Amigo que se foi, mas deixou sua marca em minha vida, a marca da experiencia, da verdadeira amizade.

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