sábado, 4 de março de 2017

Amedrontado com suas mentiras escancaradas, governo apela.


O PMDB, partido do presidente Michel Temer, publicou na página oficial da legenda no Facebook uma mensagem publicitária afirmando que, se a reforma da Previdência não for aprovada, programas sociais como o Bolsa Família e o Financiamento Estudantil (Fies) vão acabar.
A publicação, desta quinta-feira (2), não esclarece se o fim dos programas seria imediato na hipótese de o Congresso rejeitar a reforma.
A Secretaria de Imprensa da Presidência da República informou ao G1 que o governo não comentará a publicação.
A proposta de reforma da Previdência Social enviada pelo governo ao Congresso Nacional no ano passado prevê, entre outros pontos:
·                   idade mínima de 65 anos para homens e mulheres poderem se aposentar;
·                   tempo mínimo de contribuição de 49 anos para o cidadão ter direito à aposentadoria integral;
·                   contribuição mínima de 25 anos para o INSS.
O governo tem dito, desde que apresentou a proposta, que é preciso fazer uma reforma para que a Previdência Social se mantenha em condições de continuar pagando as aposentadorias. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, já chegou a dizer que a reforma é uma "necessidade", não um desejo do governo.
Atualmente, a proposta está em análise na comissão especial da Câmara instalada neste ano para avaliar a proposta de reforma. Depois que os deputados votarem o projeto – o que o governo espera ainda para este semestre – caberá aos senadores analisarem a reforma previdenciária.


Publicação do PMDB Nacional afirma que, sem a aprovação da reforma da Previdência, programas sociais podem acabar (Foto: Reprodução/Facebook)

Temer e os programas sociais
Desde que assumiu o Palácio do Planalto, em maio do ano passado, Temer fez inúmeros discursos afirmando que, na gestão dele, os programas sociais não serão extintos.
Em 2016, ele chegou a enviar uma carta ao Congresso Nacional na qual disse que os programas sociais são "prioridade" do governo.
Na mensagem, o presidente também disse que o Poder Executivo trabalha "incessantemente" para que as famílias tenham melhora na renda.
Ainda em maio do ano passado, quando assumiu como presidente em exercício, Temer fez um pronunciamento no Palácio do Planalto, no qual declarou que manterá os programas sociais, entre os quais Bolsa Família, Pronatec e Minha Casa, Minha Vida.


Muitos vídeos surgem nas redes sociais desmistificando esse "rombo" criado pelo governo para "phoder" ainda mais o contribuinte e dar esse "nicho" à previdência privada que aguarda ansiosamente o sinal verde.

Estudo dos auditores da Receita sustenta que déficit do INSS é fictício e uma grande farsa.


Marcelo Caetano, secretário da Previdência do Ministério da Fazenda, é também conselheiro da Brasilprev, empresa que comercializa planos de previdência privada.

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