terça-feira, 11 de abril de 2017

Operação "Fratura Exposta" da PF.

PF deflagra operação contra mais uma secretaria da gestão Cabral


O ex-secretário de Saúde do Rio de Janeiro Sérgio Côrtes foi preso nesta terça-feira (14) pela Polícia Federal na operação Fatura Exposta, que investiga fraudes no fornecimento de próteses para o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO).  Côrtes foi secretário estadual entre 2007 e 2013, durante o governo de Sérgio Cabral, preso em um desdobramento da operação Lava Jato em novembro de 2016.

A operação Fratura Exposta tem como base a delação do ex-subsecretário de Saúde Cesar Romero Viana Junior. De acordo com as investigações, Côrtes teria favorecido a empresa Oscar Iskin, uma das maiores fornecedoras de próteses do Rio de Janeiro, durante o período em que fora diretor do INTO.

Os empresários Miguel Iskin e Gustavo Estellita também foram presos. O primeiro é sócio da empresa nas licitações junto ao INTO, já o segundo foi gerente comercial da Oscar Iskin.

Segundo a suspeita da PF, o esquema investigado pela Fratura Exposta teria causado prejuízo de ao menos R$ 37 milhões. A polícia acusa que houve pagamento de propina, que chegaria a 10% do valores dos contratos. Ainda segundo a PF, cerca de 5% era repassado a Sérgio Cabral, e 2% era pago Côrtes. Além das prisões, dois mandados de condução coercitiva também devem ser cumpridos na manhã de terça-feira.

RJ: bombeiros soltam fogos de artifício após operação que prendeu ex-secretário

Mais um da "gang do guardanapo" na cadeia.

Integrantes da Associação SOS dos Bombeiros fizeram um protesto na porta da Polícia Federal, devido a deflagração da Operação Fatura Exposta, que prendeu o ex-secretário da Saúde Sérgio Cortês.
Os bombeiros soltaram fogos de artifício e gritaram palavras contra Côrtes e o ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB).

O tenente Marlucio Jesus disse que as fraudes descobertas pelo Ministério Público Federal provam porque os servidores estão com salários atrasados. “Nós viemos brigar por Justiça. Esta roubalheira e a má gestão contribuíram para a crise financeira que o Rio está hoje”, declarou o militar.

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