segunda-feira, 22 de maio de 2017

Tapa na cara do povo não, presidente

Wesley e seus padrinhos de casamento
                       
Um marginal da categoria desse bilionário - que depois do tempo de açougueiro de seu pai, se transformou em industrial da carne com dinheiro do povo - não tem o direito de debochar deste mesmo povo nas entrevistas e nas gravações que fez. 
O depoimento que este delinquente deu parecia mais uma entrevista de celebridade. E o povo brasileiro foi obrigado a ouvir e ver que as empresas de comunicação parecem hoje novelas mexicanas: só com o sofrimento e com a morte dão audiência.
O país, com mais de 20 milhões de desempregados, que não têm como botar comida em casa, com hospitais sucateados, sem educação e sem segurança, vê um marginal se deliciar com dinheiro do povo. Afinal, se o presidente da República informou ao país que ele tomou dinheiro do BNDES com a facilidade da corrupção, esse dinheiro é sim do povo.
Depois de ter assistido ao deboche dos Odebrecht que, na companhia de seus advogados, riam das corrupções que fizeram, o povo não pode aceitar que esse delinquente moderno - os outros já roubam há muitos anos, e este parece, pelo que se sabe, que rouba o povo há dez anos - continue livre e impune.
Se ele é ladrão do povo, se ele fez especulações com o dinheiro brasileiro, destruindo a dignidade das instituições, o que está esperando a Justiça? O que estão esperando as autoridades para pedir aos Estados Unidos que o extraditem?
Se o governo brasileiro tomar essa atitude - porque este delinquente é ladrão do povo, e o presidente da República é o representante do povo - estará dando uma resposta em defesa deste mesmo povo. 

Traga-o de volta, sequestre seus bens, interdite seus negócios, para que o povo possa acreditar nos poderes do país. 

Filha do General Villas Bôas casada com Joesley da JBS?


Corre pelas redes sociais a imagem da jornalista Ticiana Villas Boas, do SBT, é filha do General Villas Bôas, Comandante do Exercito Brasileiro. O que não é verdade.

Assim como Villas Bôas, o Juiz Sérgio Moro e outros já sofreram esse tipo de associação na vã tentativa de difamar a imagem das pessoas que estão diretamente envolvidas com os apelos populares no que tange a salvação da política brasileira.



Ticiana é filha de uma família tradicional de Salvador, enquanto o General de Exercito Eduardo Dias da Costa Villas Bôas é natural da Cidade de Cruz Alta no Rio Grande do Sul.

Portanto, devemos deter o ímpeto de divulgar qualquer “noticia” sem antes confirmar a veracidade da informação, pois, lidamos com gente acostumada em ludibriar a opinião da sociedade. Não sejamos multiplicador das mentiras que a esquerda propaga, seremos as vitimas de nós mesmos.



Orlando Villas Bôas, sertanista famoso por seus contatos com indígenas, embora tenha o sobrenome do General, é natural de Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo e também não possui parentesco com o Comandante do exercito Brasileiro. Mas a relação falsa de parentesco com Ticiana foi feita, só pelo impacto negativo que poderia causar por ela ser esposa de um corruptor foragido do Brasil.

A única verdade que estas mentiras acrescentam é que estamos no caminho certo, e que as pessoas atacadas se manifestam neste sentido. Continuemos formes e acreditando nas Instituições e não nas pessoas, pois certamente elas não perecerão.

domingo, 21 de maio de 2017

Exercito pressionado pela Sociedade.

Exército se sente PRESSIONADO por parcela da sociedade que quer ações “mais enérgicas”.



Na quarta-feira (21/05) circulou no RIO de JANEIRO cópia de mensagem de um general da ATIVA para o Comando do Exército. O general advertia sobre o compartilhamento em volume incomum de mensagens informando que as Forças Armadas poderiam se manifestar oficialmente em relação à crise no Governo TEMER.

No dia seguinte o Comandante do Exército declarou nas redes sociais que a CONSTITUIÇÃO seria a SOLUÇÃO.

O comando das Forças Armadas se apressou em agendar reunião com o Presidente da República. Para o presidente a reunião com os comandantes foi muito mais do que para dar a sua versão sobre as denúncias divulgadas, mostrou para imprensa e sociedade em geral que as Forças Armadas não pretendem dar qualquer passo além de suas atribuições constitucionais.
Nos últimos meses os comandantes têm sido incansavelmente cobrados pela parcela da população que acredita que toda a classe política atual têm que ser afastada. Villas Bôas chegou a perder a calma e chamou esses brasileiros de TRESLOUCADOS. Ainda no governo DILMA, na cerimônia de troca da bandeira, um homem, membro de grupo intervencionista, interpelou pessoalmente o general. O comandante teria respondido: “votem direito da próxima vez”.
Alguns militares criticam Villas Bôas por ter inaugurado essa postura “comunicativa” do comando do Exército. “… Exército não tem que ficar dando explicações para a sociedade. Cidadão comum não tem condição nenhuma de avaliar a necessidade ou momento em que se deve realizar alguma ação mais enérgica… Quanto mais der explicação maiores serão as cobranças, militar não tem que querer ser popular. Quem dá explicação é político.”, diz um Capitão de Mar e Guerra da RESERVA questionado pela Revista Sociedade Militar
O Genral Paulo Chagas, na RESERVA, publicou opiniões semelhantes há algumas semanas: "_ … não demonstram confiança nos militares brasileiros os que pensam que são melhores do que eles, que chamam Villas Bôas e Etchegoyen de “vermelhos” e que imaginam poder lhes impor uma atitude impensada, precipitada e fora das circunstâncias em que eles, e somente eles, entendem como as que lhes exigem atitude e iniciativa." e  "É preciso, portanto, confiar no discernimento, na inteligência, no patriotismo, na responsabilidade e no comprometimento dos militares brasileiros para decidir quanto ao emprego da força das nossas Forças."
Após a reunião o comandante do Exercito – ciente de que a sociedade aguardava posicionamento dos militares – determinou que em suas redes sociais fosse divulgado informação sobre o ocorrido. Poucos minutos após a divulgação centenas de respostas foram postadas criticando a postura do Comandante diante do escândalo do Governo TEMER.
Se for para se cumprir a Constituição, que ela seja cumprida, pois eles já a desrespeitaram em muito.

A guerra em que o povo não participa nem lucra

Editoriais antagônicos de grandes jornais mostram que segmentos empresariais estão em confronto.


Em editorias publicados nesta sexta-feira (19) em dois dos principais jornais do país, o povo não está participando. O que está acontecendo com o país? Dois dos principais jornais do pais - O Estado de S. Paulo, tradicional desde os anos 30, com a direção formada por grandes homens do café, ligados à velha UDN; e O Globo, jornal conservador, que sempre manteve uma política governista - com esses dois editoriais antagônicos no conteúdo e no objetivo, mostram que os grandes segmentos empresariais brasileiros estão em confronto.
A consequência não será paga por eles, e sim trará ao povo o seu eterno sacrifício, fazendo com que o povo, a massa, se distancie cada vez mais de conseguir satisfazer as suas básicas necessidades: a da saúde, a de poder viver em paz, se alimentar e estudar.
Que editoriais são esses?
Há pouco tempo, durante a campanha, o senador Aécio Neves falava que o PT queria dividir o Brasil. E o PT dizia a mesma coisa de Aécio.
Hoje, o que se vê é que o povo não participa, não tem o direito de ter um lado. O povo tem somente o resto, não tem lado.
Lado parece que quem tem mesmo é a elite brasileira. 
Essa divisão de opinião não é a divisão do país, e sim a divisão de poder.
O Globo
Editorial: A renúncia do presidente 
Um presidente da República aceita receber a visita de um megaempresário alvo de cinco operações da Polícia Federal que apuram o pagamento de milhões em propinas entregues a autoridades públicas, inclusive a aliados do próprio presidente. O encontro não é às claras, no Palácio do Planalto, com agenda pública. Ele se dá quase às onze horas da noite na residência do presidente, de forma clandestina. Ao sair, o empresário combina novos encontros do tipo, e se vangloria do esquema que deu certo: "Fui chegando, eles abriram. Nem perguntaram o meu nome". A simples decisão de recebê-lo já guardaria boa dose de escândalo. Mas houve mais, muito mais.
Em diálogo que revela intimidade entre os dois, o empresário quer saber como anda a relação do presidente com um ex-deputado, ex-aliado do presidente, preso há meses, acusado de se deixar corromper por milhões. Este ex-deputado, em outro inquérito, é acusado inclusive de receber propina do empresário para facilitar a vida de suas empresas no FI-FGTS da Caixa Econômica Federal. O presidente se mostra amuado, e lembra que o ex-deputado tentou fustigá-lo, ao torná-lo testemunha de defesa com perguntas que o próprio juiz vetou por acreditar que elas tinham por objetivo intimidá-lo.
Ao ouvir esse relato do presidente, o empresário procura tranquilizá-lo mostrando os préstimos que fez. Diz, abertamente, que "zerou" as "pendências" com o ex-deputado, que tinha ido "firme" contra ele na cobrança. E que ao zerar as pendências, tirou-o "da frente". Mais tarde um pouco, em outro trecho, diz que conseguiu "ficar de bem" com ele. Como o presidente reage? Com um incentivo: "Tem que manter isso, viu?"
Não é preciso grande esforço para entender o significado dessa sequência de diálogos. Afinal, que pendências, senão o pagamento de propinas ainda não entregues, pode ter o empresário com um ex-deputado preso por corrupção? Que objetivo terá tido o empresário quando afirmou que, zerando as pendências, conseguiu ficar de bem com ele, senão tranquilizar o presidente quanto ao fato de que, com aquelas providências, conseguiu mantê-lo quieto? E, por fim, que significado pode ter o incentivo do presidente ("tem que manter isso, viu"), senão uma advertência para que o empresário continue com as pendências zeradas, tirando o ex-deputado da frente e se mantendo bem com ele?
Esses diálogos falam por si e bastariam para fazer ruir a imagem de integridade moral que o presidente tem orgulho de cultivar. Mas houve mais. O empresário relata as suas agruras com a Justiça, e, abertamente, narra ao presidente alguns êxitos que suas práticas de corrupção lhe permitiram ter. Conta que tem em mãos dois juízes, que lhe facilitam a vida, e um procurador, que lhe repassa informações. Um escândalo. O que faz o presidente? Expulsa o empresário de sua casa e o denuncia as autoridades? Não. Exclama, satisfeito: "Ótimo, ótimo".
Não é tudo, porém. Em menos de 40 minutos de conversa, o empresário ainda encontra tempo para se queixar de um ex-funcionário seu, atual ministro da Fazenda. Diz, com desfaçatez, que tem enfrentado resistência no ministro da Fazenda para conseguir a troca dos mais altos funcionários do governo na área econômica: o secretário da Receita Federal, a presidente do BNDES, o presidente do Cade e o presidente da CVM. Pede, então, que seja autorizado a usar o nome do presidente quando for novamente ao ministro da Fazenda com tais pleitos. O que faz o presidente? Manda-o embora, indignado? Não, de forma alguma. O presidente autoriza: "Pode fazer".
Este jornal apoiou desde o primeiro instante o projeto reformista do presidente Michel Temer. Acreditou e acredita que, mais do que dele, o projeto é dos brasileiros, porque somente ele fará o Brasil encontrar o caminho do crescimento, fundamental para o bem-estar de todos os brasileiros. As reformas são essenciais para conduzir o país para a estabilidade política, para a paz social e para o normal funcionamento de nossas instituições. Tal projeto fará o país chegar a 2018 maduro para fazer a escolha do futuro presidente do país num ambiente de normalidade política e econômica.
Mas a crença nesse projeto não pode levar ao autoengano, à cegueira, a virar as costas para a verdade. Não pode levar ao desrespeito a princípios morais e éticos. Esses diálogos expõem, com clareza cristalina, o significado do encontro clandestino do presidente Michel Temer com o empresário Joesley Batista. Ao abrir as portas de sua casa ao empresário, o presidente abriu também as portas para a sua derrocada. E tornou verossímeis as delações da Odebrecht, divulgadas recentemente, e as de Joesley, que vieram agora a público.
Nenhum cidadão, cônscio das obrigações da cidadania, pode deixar de reconhecer que o presidente perdeu as condições morais, éticas, políticas e administrativas para continuar governando o Brasil. Há os que pensam que o fim deste governo provocará, mais uma vez, o atraso da tão esperada estabilidade, do tão almejado crescimento econômico, da tão sonhada paz social. Mas é justamente o contrário. A realidade não é aquilo que sonhamos, mas aquilo que vivemos. Fingir que o escândalo não passa de uma inocente conversa entre amigos, iludir-se achando que é melhor tapar o nariz e ver as reformas logo aprovadas, tomar o caminho hipócrita de que nada tão fora da rotina aconteceu não é uma opção. Fazer isso, além de contribuir para a perpetuação de práticas que têm sido a desgraça do nosso país, não apressará o projeto de reformas de que o Brasil necessita desesperadamente. Será, isso sim, a razão para que ele seja mais uma vez postergado. Só um governo com condições morais e éticas pode levá-lo adiante. Quanto mais rapidamente esse novo governo estiver instalado, de acordo com o que determina a Constituição, tanto melhor.
A renúncia é uma decisão unilateral do presidente. Se desejar, não o que é melhor para si, mas para o país, esta acabará sendo a decisão que Michel Temer tomará. É o que os cidadãos de bem esperam dele. Se não o fizer, arrastará o Brasil a uma crise política ainda mais profunda que, ninguém se engane, chegará, contudo, ao mesmo resultado, seja pelo impeachment, seja por denúncia acolhida pelo Supremo Tribunal Federal. O caminho pela frente não será fácil. Mas, se há um consolo, é que a Constituição cidadã de 1988 tem o roteiro para percorrê-lo. O Brasil deve se manter integralmente fiel a ela, sem inovações ou atalhos, e enfrentar a realidade sem ilusões vãs. E, passo a passo, chegar ao futuro de bem-estar que toda a nação deseja.

Estado de S. Paulo
A hora da responsabilidade
Este grave momento da vida nacional deverá passar à história como aquele em que a irresponsabilidade e o oportunismo prevaleceram sobre o bom senso e sobre o interesse público. Tudo o que se disser agora sobre os desdobramentos do terremoto gerado pela delação do empresário Joesley Batista, em especial no que diz respeito ao presidente Michel Temer, será mera especulação. Mas pode-se afirmar, sem dúvida, que a crise é resultado de um encadeamento de atitudes imprudentes, tomadas em grande parte por gente que julga ter a missão messiânica de purificar a política nacional. A consequência é a instabilidade permanente, que trava a urgente recuperação do País e joga as instituições no torvelinho das incertezas – ambiente propício para aventureiros e salvadores da pátria.
O vazamento de parte da delação do empresário Joesley Batista para a imprensa não foi um acidente. Seguramente há, nos órgãos que têm acesso a esse tipo de documento, quem esteja interessado, sabe-se lá por quais razões, em gerar turbulência no governo exatamente no momento em que o presidente Michel Temer parecia ter arregimentado os votos suficientes para a difícil aprovação da reforma da Previdência. Implicar Temer em uma trama para subornar o deputado cassado Eduardo Cunha a fim de mantê-lo calado, como fez o delator, segundo o pouco que chegou ao conhecimento do público, seria suficiente para justificar seu afastamento e a abertura de um processo contra o presidente – o Supremo Tribunal Federal já autorizou a instauração de inquérito.
É preciso destacar, no entanto, o modus operandi do vazamento. A parte da delação que foi divulgada não continha senão fragmentos de frases transcritas de uma gravação clandestina feita por Joesley Batista em uma conversa com Temer. Não se conhecia o contexto em que o diálogo se deu, porque a gravação não foi tornada imediatamente pública. Durante as horas que se seguiram à divulgação da existência do explosivo material, mesmo que não se soubesse o exato teor do que disse Temer, criou-se um fato político gravíssimo. A demora em tornar pública a gravação se prestou, deliberadamente ou não, a prejudicar o acusado, encurralando-o. A versão que certamente interessava ao vazador, portanto, se impôs.
Até mesmo uma conversa informal, na qual Temer teria confidenciado a Joesley Batista que a taxa de juros estava para cair – o que qualquer pessoa medianamente inteirada da conjuntura já imaginava –, está sendo interpretada como tráfico de informação privilegiada. O Banco Central informou o óbvio – que não há possibilidade de que Temer tenha tido conhecimento antecipado de uma decisão sobre juros –, mas, num momento em que o debate político se resume ao disse que disse frívolo das redes sociais, prevalece não a verdade, mas o rumorejo.
Não é de hoje que há vazamentos desse tipo – e isso só pode ser feito por quem tem acesso privilegiado a documentos sigilosos. Ao longo de toda a Operação Lava Jato, tornou-se corriqueira a divulgação de trechos de depoimentos de delatores, usados como armas políticas por procuradores. O vazamento a conta-gotas das delações dos executivos da Odebrecht que envolvem quase todo o Congresso Nacional, mantendo o mundo político em pânico em meio a especulações sobre o completo teor dos depoimentos, foi um claro exemplo desse execrável método.
Enquanto isso, fica em segundo plano o fato de que Joesley Batista e outros delatores sairão praticamente livres, pagando multas irrisórias, embora tenham cometido – e confessado! – cabeludos crimes. Para honrar tão generoso acordo com o Ministério Público, o empresário saiu por Brasília a armar flagrantes, com gravador escondido no bolso, a serviço dos que pretendem reformar a política na marra.
Nesse clima de fim de mundo, revoam os urubus. Parlamentares e líderes políticos, uns mais criativos que outros, propõem as soluções mais estapafúrdias para uma crise que só existe porque grassa a insensatez entre aqueles que deveriam preservar a estabilidade no País.
Resta demandar que a Constituição não seja rasgada ao sabor das conveniências daqueles que lucram com o caos.


sábado, 20 de maio de 2017

Carta ao Presidente Michel Temer

O ministro Leitão de Abreu, grande jurista, dizia uma frase que ficou muito conhecida no meio político e jurídico: "Quem se justifica não se explica, e quem se explica geralmente se atrapalha".
Presidente acusou a existência de edição, mas não negou nada do que está na gravação 

Senhor Presidente Michel Temer, o Jornal do Brasil há três dias pede a intervenção no grupo JBS por uma só razão: se foi com dinheiro do povo que a empresa adquiriu esse patrimônio e esse dinheiro vinha do BNDES, o patrimônio então não é dela. Por que, até agora, não houve uma intervenção no patrimônio físico e jurídico da JBS?
Senhor Presidente, se, como o senhor defende, Joesley Batista era um conhecido fanfarrão e um presidente não deveria receber um fanfarrão, por que autorizar o passaporte para o empresário sair do país e não comunicar o fato ao Ministro da Justiça, mesmo depois da conversa entre o senhor e o dono da JBS?
Senhor Presidente, se está identificado o rombo que o delinquente deu ao país, por que o Brasil não pede à Interpol sua prisão e sua devolução ao Brasil?

Senhor Presidente, se nós sabemos de tudo isso, dos deslizes do delinquente no BNDES, por que o banco não suspende e liquida seu crédito, executando sua dívida e tomando seu patrimônio?
Senhor Presidente, Joesley ter elogiado o Ministro da Fazenda sabendo da posterior divulgação do áudio não é uma crítica ao Ministro da Fazenda, é uma farsa como declaração. Não é normal que um conhecido fanfarrão possa ter em sua empresa funcionários que não têm identificado o tempo que trabalhou e que este nunca alertou ao país, nem ao governo, nem ao senhor. 
Senhor Presidente, Joesley só disse que a declaração sobre a compra juízes não era verdade depois de ter dito ao senhor que ele subornava juízes e procuradores. Por que, então, não se tomou imediatamente medidas contra esse delinquente? 
Senhor Presidente, nós torcemos pelo Brasil, nós todos queremos o Brasil para nossos filhos e nossos netos, mas temos que dar prioridade aos pobres. Não é só Joesley quem pratica a delinquência contra o país. E a Odebrecht, a Andrade Gutierrez, a Camargo Correa e todas aquelas e aqueles que fizeram o Brasil entrar nessa crise, a maior da história do Brasil? Eles são diferentes de Joesley? Aquele que levou dinheiro para Yunes pode ainda estar solto?
Senhor Presidente, não é a crise que é séria, o que é sério é a pobreza, e a pobreza é assistir todo dia a um novo delinquente ficar mais rico, com financiamentos do BNDES. Tudo isso é o sangue do trabalhador brasileiro sendo sugado. 
Não devemos esperar que essa reação parta do povo, pois se esperarmos que ela venha do povo, não seremos nós que seremos os juízes.


Análise do Pronunciamento do Temer

Colegas,
Gostaria de compartilhar a análise que realizei do Pronunciamento do Presidente Temer. Ressalto que essa análise tem como objetivo estimular o debate sobre a análise dos canais verbais e não verbais de comunicação, baseando em metodologia científica para assim identificar possíveis sinais de dissimulação e vazamentos no pronunciamento do Presidente.
Vamos analisar por minutos:
00' 34" - "eu tentei conhecer, primeiramente, o conteúdo de gravações que me citam". 00' 45" - "Solicitei, aliás, oficialmente, ao Supremo Tribunal Federal" Do ponto de vista verbal a técnica diz que Temer indica comprometimento com o seu relato pelo fato de usar o Pronome EU+VERBO no passado (eu tentei, eu solicitei). Do ponto de vista corporal enquanto diz que solicitou oficialmente sua mão direita faz o gesto similar ao que assina um ofício. Assim, indicando que ele realmente solicitou as informações ao Supremo, porém, até o seu Pronunciamento não havia recebido nada.
01'02" - Traz um assunto desnecessário e fora do contexto, saindo dos limites do seu pronunciamento ao falar: " o meu governo viveu, nesta semana, seu melhor e seu pior momento. Os indicadores de queda da inflação...." A técnica diz que um depoimento ou pronunciamento deve apenas falar do fato principal e não de situações fora de contexto.
01'40" - Apresenta Expressão Facial de descaso (puxa sua boca para o lado direito) ao final da seguinte frase: "E as reformas avançavam no Congresso Nacional". Será que realmente ele está contente com o avanço das Reformas?
01'43" - 02'03" - Ao dizer: "Ontem, contudo, a revelação de conversa gravada clandestinamente trouxe de volta o fantasma de crise política de proporção ainda não dimensionada". Do ponto de vista verbal Temer coloca culpa pela crise na gravação clandestina e não no ato que cometeu. Aliás, ele dá uma ênfase muito forte no fato de ser clandestina o que não seria necessário exceto se o objetivo dele seria dissimular. A pergunta que não se cala é: Se ele não tivesse envolvimento ele estaria colocando em sua prioridade de discurso o fato da gravação ser clandestina ou o fato dele ser inocente? O que deveria vir primeiro no seu discurso? Do ponto de vista facial apresentou expressão de raiva (fazendo levemente um “bico”) e tencionando suas sobrancelhas para baixo quando proferiu a palavra "clandestinamente".
Quando disse “de crise política” pressionou seus lábios como uma forma inconsciente de dizer: “Agora que o Governo estava melhorando”
02’35” - Quando Temer diz: “Não solicitei que isso acontecesse”. Ao invés de sua cabeça acenar de maneira negativa ela acena de maneira positiva, ou seja, contrariando seu discurso. Da mesma forma aos 02’56” sua cabeça o contrariou novamente acenando de maneira positiva quando disse: “Não comprei o silêncio de ninguém” além de pressionar seu lábios como uma forma de raiva contida com a situação.
03’07” – 03’13” – Na sequência ao justificar o porquê não comprou o silêncio disse: “Por uma razão singelíssima: exata e precisamente porque não temo nenhuma delação, não preciso de cargo público nem de foro especial”. Do ponto de vista verbal temos alguns vazamentos importantes aqui. O fato é que Temer não consegue dizer que não comprou o silêncio. Ele não consegue verbalizar isso em suas palavras e nem muito menos consegue dizer que não tentou. Ele justifica que não tentou comprar o silêncio pelo fato de não ter medo de delação. Se ele não disse que não comprou não somos nós que diremos isso por ele.
Na sequência a vaidade e soberba surge por meio de duas objeções de status(não preciso de cargo público nem de foro especial). A técnica diz que uma objeção é uma razão pela qual uma pessoa tenta negar algo com uma desculpa, pois não consegue dizer que não fez algo ou que não está envolvido.
Aos 03’55” disse: “Não renunciarei, repito, não renunciarei!”. Note que do ponto de vista corporal há uma mudança no gesto de sua mão apresentando no seu discurso. No primeiro momento sua mão direita está representando o símbolo de OK e depois quando repete “não renunciarei” muda e coloca o seu dedo indicador para cima, mas não consegue fazer o gesto de negação. Talvez o Ato de Renunciar ainda não esteja totalmente descartado por Temer.
Por fim aos 04’47” encerra o seu discurso cerrando os dois punhos por duas vezes como uma forma inconsciente de indicar a todos que lutará para permanecer na Presidência.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Não se pode admitir que homens indignos decidam o destino do país


Não se pode defender um procurador federal preso, que trocava informações de interesse nacional por dinheiro. Mas quando se trata do interesse nacional, não pode haver sigilo. 
Ângelo Goulart Villela, em audiência da Câmara sobre medidas anticorrupção.

O procurador da República Ângelo Goulart Villela foi preso na manhã desta quinta-feira (18/5). Ele é acusado de receber dinheiro para repassar informações ao empresário Joesley Batista, dono do frigorífico JBS, a respeito de investigações que o envolvem. A prisão foi decretada pelo ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, a pedido da Procuradoria-Geral da República. 

Como podem senhores, desonestos e desqualificados de dignidade, ocuparem cargos públicos ou mandatos parlamentares e opinarem sobre o destino do país, participando da administração pública direta ou indireta ou votando no Legislativo. Votando leis que, segundo o que se vê nas delações, eram apreciadas sob a forte interferência de segmentos empresariais.
Organização promete levar 500 mil civis e militares para invadir o Congresso Nacional 

A UCOP BRASIL está organizando uma ocupação do Congresso Nacional para decretarmos a ilegitimidade do parlamento brasileiro, que está repleto de criminosos que legislam em causa própria para se safarem da cadeia ao invés de legislarem pelo povo e para o povo. Também decretaremos a ilegitimidade do STF – Supremo Tribunal Federal, composto por ministros que estão no cargo por indicação de criminosos e que têm mandado libertar os corruptos que o juiz Sergio Moro tem mandado prender, rasgando a nossa Constituição frequentemente com a juristocracia que foi implantada no Brasil. Decretaremos também ilegítimo o atual ocupante do cargo de Presidente da República devido a este ter sido eleito através de uma chapa fraudulenta que recebeu dinheiro ilegal na campanha eleitoral.

O país não pode admitir que haja um Congresso que vote subornado por empresários, fundamentalmente em momentos em que profundas reformas estão sendo votadas, nas quais o trabalhador e o povo sofrido são o objetivo fundamental.

Acima de tudo, seria inadmissível o país sofrer consequências imprevisíveis nas suas instituições e na sua economia, se os tipos que estão destruindo o Brasil forem esses.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

COREIA DO NORTE CONTRATA PROFESSORES ESTRANGEIROS


Por Thiago Kistenmacher, publicado pelo Instituto Liberal
Segundo informa o portal UOL, a Coreia do Norte está contratando professores estrangeiro. Esta talvez seja uma grande oportunidade para aquele seu professor apaixonado pelo comunismo. É chegada a hora de migrar para o tão sonhado “paraíso” comunista amplamente defendido pelos doutrinadores. Mas para entrar no “céu” é preciso disciplina, por isso a República “Popular Democrática” da Coreia apresenta alguns requisitos para as candidaturas. Vejamos quais são:
Obedecer às autoridades: como não poderia deixar de ser numa ditadura comunista, é necessário se submeter ao Estado. Mas é provável que este não seja um problema para os doutrinadores, que lamentam a democracia representativa – o Estado “burguês”, como dizem – e vivem fazendo proselitismo político em favor de ditaduras vermelhas de toda sorte. É esperado dessa turma que não reclame do Estado norte-coreano durante sua estadia, do contrário, ela cairia na contradição de acabar concordando com os liberais.
Esquecer o salário: agora complicou! Comunista adora dinheiro, e os professores – muitos deles universitários – não ganham apenas um salário mínimo. Mas no “paraíso comunista” será necessário trabalhar como voluntário, ou seja, “praticar o bem”, ser “altruísta”, “olhar pelo outro”, “não ser ganancioso” e ter “a causa acima de tudo”. Será que aceitarão? Eles não poderão ter casas próprias, pois dormirão no campus da universidade e ainda terão o luxo de acessar a internet, que é proibida no país. No entanto, o acesso à internet será censurado e monitorado. Mas claro que isso também não será um empecilho para o seu professor de esquerda que defende a intervenção estatal até nas coisas mais íntimas, a não ser que ele seja – e isso é muito plausível – um grande hipócrita.
“Multitarefa, flexível e paciente”: para a vaga de assistente administrativo, conforme aponta o governo norte-coreano, “O candidato ideal deve ter motivação pessoal e ser um indivíduo dedicado que trabalhe bem de forma independente, mostrando disposição para aprender.” É isso mesmo? Eles falaram em trabalhar bem de forma independente? O correto, levando em consideração o coletivismo propagado pelo comunismo, não seria dizer “trabalhar sempre em grupo sem focar no individualismo”? Parece que quando a meritocracia é conveniente, até os comunistas esquecem a “causa”, não é mesmo? Aliás, ser “flexível”, como exigem, é algo que o governo de Kim Jong-un não é. Gostaria de saber o significado da palavra “flexibilidade” no dicionário comunista adotado por uma fração significativa de idiotas úteis brasileiros.
E por falar em brasileiros, vamos ao próximo ponto.
Brasileiros podem se candidatar: apesar de todos os problemas que encontramos no Brasil, ainda somos uma democracia. Mas agora, com esta chance, que tal os doutrinadores migrarem para a Coreia do Norte e trabalharem única e exclusivamente pela causa que vivem favorecendo em sala de aula? Mesmo que a universidade tenha tido “dois de seus professores presos pelo regime norte-coreano nos últimos 20 dias”, isso não assustará seu professor doutrinador, afinal de contas, o que é a prisão de dois professores para quem insiste em relativizar os milhões de mortos por esta mesma ideologia?
Finalmente, não se esqueça de comunicar seu professor doutrinador a respeito destas vagas. Dentre todos os benefícios que poderíamos ter, dois se destacam: 1) seu professor doutrinador finalmente conheceria o “paraíso” comunista com o qual sempre sonhou; 2) teríamos menos doutrinadores em território brasileiro.
Em suma, a mudança de professores doutrinadores para a Coreia do Norte seria um grande favor aos brasileiros.
Boa viagem!

Delação homologada.

Fachin homologa delação premiada de donos da JBS
Joesley Batista gravou Temer dando aval para comprar silêncio de Cunha e Aécio solicitando R$ 2 milhões, segundo 'O Globo'. Com homologação, delação passa a ter validade jurídica.



O ministro Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), homologou a delação premiada dos proprietários do frigorífico JBS, Joesley e Wesley Batista. A decisão foi divulgada nesta quinta-feira (18).
A homologação pelo STF dá validade jurídica ao acordo e permite, a partir de agora, que a Procuradoria Geral da República (PGR) peça novas investigações com base nos relatos.
O conteúdo da delação permanece sob sigilo, e ainda não se sabe se Fachin autorizará a divulgação dos depoimentos e documentos colhidos durante a negociação da delação.
Na noite desta quarta, o ministro autorizou uma série de diligências a serem executas ao longo desta quinta-feira (18) no âmbito da Lava Jato relacionadas à delação da JBS (leia mais abaixo).
Só ao final do dia, Fachin vai analisar as provas colhidas pela Polícia Federal nas buscas e apreensões e avaliar se retira ou mantém o sigilo das investigações.

Delação

O jornal "O Globo" informou que as conversas para a delação dos irmãos donos da JBS começaram no final de março. Os depoimentos foram coletados do início de abril até a primeira semana de maio. O negociador da delação foi o diretor jurídico da JBS, Francisco Assis da Silva, que depois também virou delator.
De acordo com reportagem , os donos da JBS disseram na delação à PGR que gravaram o presidente Michel Temer dando aval para comprar o silêncio do deputado cassado e ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ), depois que ele foi preso na Operação Lava Jato.
Em gravação, feita em março, o empresário diz a Temer que estava dando a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada para que permanecessem calados na prisão. Diante dessa informação, Temer diz, na gravação: "tem que manter isso, viu?"
Em nota, a Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência disse que o presidente Michel Temer "jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. Não participou nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar".
Também na delação, Joesley entregou uma gravação à PGR na qual o senador Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, é gravado pedindo ao empresário R$ 2 milhões. No áudio, com duração de cerca de 30 minutos, o presidente nacional do PSDB justifica o pedido dizendo que precisava da quantia para pagar sua defesa na Lava Jato.
Segundo a reportagem, no material que chegou às mãos do ministro Edson Fachin no STF a PGR diz ter elementos para afirmar que o dinheiro recebido pelos assessores de Aécio Neves não era para os advogados.
Em nota, a assessoria de imprensa de Aécio Neves afirmou que o senador "está absolutamente tranquilo quanto à correção de todos os seus atos".

Operação após delações

A delação dos executivos da JBS, que levantou suspeitas sobre políticos, desencadeou uma operação da Polícia Federal nesta quinta, com autorização do Supremo. A operação foi batizada pela Polícia Federal de Patmos, em referência à ilha grega onde o apóstolo João teve visões do Apocalipse.
Após pedido da PGR, Fachin decidiu afastar Aécio e Rocha Loures do mandato. Eles podem ir ao Congresso, mas não podem votar nem fazer nenhum ato como parlamentares.
Além do afastamento de Aécio, Fachin negou o pedido de prisão de Aécio Neves e não levará para o plenário a decisão sobre o assunto, informou o gabinete do ministro.
O plenário só avaliará o caso se o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, autor do pedido, decidir recorrer da decisão de Fachin.
Leia mais sobre os desdobramentos da operação:
·                   Fachin autorizou o cuprimento de mandados judiciais nos gabinetes dos senadores Aécio Neves, do senador Zezé Perrella (PMDB-MG) e do deputado Rodrigo Rocha Loures.
·                   Também foram autorizadas buscas em endereços de Aécio em Brasília, Rio e Minas Gerais. A irmã do senador, Andrea Neves, foi presa em Belo Horizonte.
·                   O primo de Aécio, Frederico Pacheco de Medeiros, foi preso em Minas Gerais. Também foram detidos Menderson Souza Lima, assessor do senador Zeze Perrela, e uma irmã do doleiro Lucio Funaro.
·                   A PF prendeu o procurador da República Ângelo Goulart Villela, do TSE. Ele é suspeito de favorecer uma empresa do grupo J&F.


Fonte: G1