quarta-feira, 17 de maio de 2017

Mesada de R$ 500.000,00 para Cabral pode ter virado doação para o Solidariedade

Investigação do Ministério Público Federal (MPF) apura se uma mesada de R$ 500 mil recebida pela quadrilha liderada pelo ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) teria sido repassada como doação oficial de campanha ao partido Solidariedade, em 2014. A informação está incluída na oitava denúncia contra Cabral, desta vez por fraudes na Secretaria de Saúde. 
"Tais fatos serão investigados e poderão fundamentar nova denúncia por lavagem de dinheiro", diz o MPF. Numa planilha onde seriam feitos os registros de contabilidade da organização criminosa de Cabral, foram encontradas anotações que indicam esta doação. A expressão "doação Solidariedade" aparece ao lado da palavra "Xerife" que, segundo o MPF, seria uma referência aos sócios da empresa Sheriff Serviços e Participações, Miguel Iskin e Gustavo Estellita. Os dois também foram denunciados.
Anotação em planilha cita "doação Solidariedade" e "Xerife"

A planilha foi encontrada na casa do operador Luiz Carlos Bezerra. De acordo com as investigações, a empresa era a principal beneficiária nas licitações fraudulentas na Saúde.  Entre 2013 e 2016, a Sheriff teria feito 31 repasses de mesada que variavam de R$ 400 mil a R$ 500 mil. 
"O pagamento de propina por Gustavo Estellita registrado por Carlos Bezerra se referiu a uma doação oficial de campanha ao Partido Solidariedade, no valor de R$ 500 mil", diz a denúncia.
Em nota, o Solidariedade confirma o recebimento de doação financeira de R$ 500 mil da Levfort Comércio e Tecnolgia Médica de forma legal e garante que cumpriu com todas as cláusulas de prestação de contas exigidas na época em questão, quando eram permitidas as doações de pessoas jurídicas a partidos políticos. O Solidariedade afirma ainda que não tinha conhecimento da procedência do dinheiro.

Em 2014 eles já namoravam com volumosas quantias.

Acordo de Cabral com Solidariedade envolveria doação de R$ 13 milhões da construtora Odebrecht.

Solidariedade receberia R$ 13 milhões por acordo para apoiar vice-governador Pezão.

O deputado Aureo (SDD-RJ) teria afirmado que a aliança ocorreria mediante a doação deste valor pela empreiteira Odebrecht ao seu partido. Em troca, a legenda apoiaria nas eleições deste ano o pré-candidato Luiz Fernando Pezão, atual vice-governador. O Palácio Guanabara, a construtora Odebrecht e o presidente nacional do Solidariedade, deputado Paulinho da Força Sindical (SP), negaram que tenha havido a negociação, revelada na última segunda-feira pelo EXTRA.

                

Nenhum comentário:

Postar um comentário