quarta-feira, 28 de junho de 2017

“Papo reto” sobre Intervenção.

“Papo reto” - Transmitir uma ideia de forma objetiva, sem enrolação. 


Há quase uma década neste cenário por Intervenção Militar, tenho que rever meus critérios e me adequar à fala do comandante do Exercito Brasileiro, General de exercito Eduardo Dias da Costa Villas Bôas.

Ano 2011, já me manifestando na Vila Militar, tendo recebido voz de prisão

Somos um “Exercito” maior e mais capaz de fazer a “Intervenção”, não precisamos da tutela de nossas Forças Armadas que só devem intervir quando nossa vontade não mais estiver sendo respeitada.

A Direita é maior, somos mais de 60% do eleitorado, mas falhamos sob diversas desculpas ao não comparecer às urnas, falhamos sob diversas desculpas pela nossa incapacidade de organização para, na falta de opção de candidatos, criarmos caminhos que sejam de nossa ideologia. Não existem partidos de direita, os “S” de socialista e “C” de comunistas estão presentes implícita ou explicitamente em todos eles.

Por quatro horas ouvi a fala do General Villas Bôas no Senado e, diferente da interpretação de diversos “intervencionistas”, a minha é de que NÃO HAVERÁ INTERVENÇÃO, pelo menos na forma como imaginamos e muitos querem.


O General discorreu sobre diversos assuntos, se prendendo mais na segurança de nossa Amazônia, onde existem cerca de 23 trilhões de dólares em riquezas desprezadas e sob risco de cair em mãos estrangeiras. Fez uma relação dos vencimentos de nossas Forças com os demais salários, onde um Coronel do Exercito ganha o equivalente a um contínuo do Legislativo. Falou sobre nossas fronteiras e da necessidade de manutenção das unidades fronteiriças, da negligencia com a educação, da fragmentação territorial e da sociedade e que somos uma sociedade doente. A sociedade brasileira se equivale a um organismo com imunidade baixa, onde os “vírus” podem se instalar e se proliferar com facilidade. Acumulamos problemas éticos e precisamos de pensadores, gente capacitada para instruir o futuro na Nação.
Sim, falou também que, segundo pesquisa, 55% dos brasileiros são favoráveis a uma Intervenção Militar. Isso soa como um deboche! Um deboche coberto de razão, pois vemos que nas manifestações por Intervenção dificilmente estão uma centena de pessoas presentes e sempre as mesmas, não se observa novos adeptos presencial.

Lembrou caso recente ocorrido na Turquia, onde apesar de haver manifestações para que acontecesse, o povo também foi às ruas para que fosse declarado o “golpe”, deixando os militares numa situação difícil devido a falta de apoio. Muitos foram presos e segundo informes que chegaram muitos também mortos. Na época de Hugo Chaves fato semelhante também ocorreu na Venezuela e sabemos o desfecho que teve.

Villas Bôas deixou claro que a Constituição será respeitada e que as Forças Armadas estarão presentes para manutenção da ordem, por iniciativa dos Poderes.


Portanto a direita tem de deixar as desculpas de lado e se posicionar como a esquerda se posiciona, elegendo seus representantes e fortalecendo a democracia. Atá, as urnas são fraudáveis. Fraudáveis são os eleitores de direita, que apesar de serem mais de 60% do eleitorado, 40% desperdiça seu poder de eleição ao se abster, votar em branco ou nulo. Assim a “fraude” somos nós que facilitamos.

Quando um Partido evidentemente de Direita estiver definitivamente homologado, ofertando pessoas decentes na disputa eleitoral, sendo votado maciçamente pela Direita hoje tão ausente, e essa vontade não for respeitada; ai sim! haverá LEGALIDADE numa ação de nossas Forças Armadas em prol da Democracia.

Mãos a obra e o Brasil espera que cada um cumpra com seu Dever!

Um comentário:

  1. existem sim, muitos intervencionistas. O que falta é liderança, propaganda, financiamento.

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