segunda-feira, 24 de julho de 2017

Orgulho PMERJ!


Não são os policiais o orgulho da nossa PMERJ! É certo que, devido as mazelas do governo, extrapolam seus deveres, se submetendo ao risco de morte diário e que diariamente lhes ceifam vidas.


Mas vejo com orgulho maior as mulheres, viúvas e parentes que constantemente estão se manifestando pela vida de seus maridos, pais, irmãos sem serem ouvidas nem por eles.

Neste domingo em Copacabana me surpreendi com a quantidade, que chegou a cerca de 800 participantes, mas, como das outras vezes, me decepciono com a ausência dos maiores interessados e beneficiados pelo ato realizado, o policial militar.


Os homens e mulheres que ousam enfrentar bandidos fortemente armados com armas novas de ultima geração com seu ultrapassado arsenal sem manutenção, falhando sempre, e as viaturas caído aos pedaços precisando ser empurradas para pegar no tranco, se acovardam ou não dão valor ao que essas mulheres estão fazendo por eles.

Em seus discursos elas pedem, imploram a presença do policial militar, mas poucos vão.


Similar ao ocorrido nos bloqueios aos quartéis, os “Pexôtos” criticavam o que elas faziam, corroborando com as atitudes violentas tomadas contra elas.

Pelas redes sociais PMs estão clamando por suas vidas, estão se considerando heróis, clamam pelo apoio da sociedade; Mas...............Cadê eles? São desunidos, deixam mulheres sozinhas clamarem por eles?


Sinceramente? Toda vez digo que foi a ultima, mas havendo outras estarei presente. Só ver essas mulheres, orgulho e glória, me é suficiente comparado a decepção com a ausência do policial militar.


E a fila continua andando, durante o evento o cartaz com o numero de mortos teve que ser atualizado. E o PM , ainda vivo, não entende que  ele É o próximo.

domingo, 23 de julho de 2017

O Brasil dos delinquentes

A pobreza, o desempregado, o morador de rua, até mesmo os delinquentes da delinquência comum, são a consequência do que fizeram contra o país os grandes delinquentes que, no passado, eram chamados de "colarinho branco".

E a delinquência agora é delatada por outros delinquentes. O povo que hoje vê a delação do delinquente Marcos Valério - e que tem na maioria de sua população nascidos após 1970 - não conheceu as músicas feitas pelo compositor Juca Chaves contra as filhas de um presidente. Não sabe da história de um preso comunista, que perguntou ao coronel que lhe levava à cela: "Mas esse não é fulano de tal, marido de fulana de tal, querida do presidente fulano de tal?" 
O coronel respondeu: "É ele mesmo"
O comunista então falou: "Então essa não é cela de comunista. É cela de ladrão."
Se olharmos para muitos dos filhos dos políticos do passado, vemos que até hoje eles vivem como nababos, sem que seus pais nunca tenham trabalhado, e sim feito a vida política com as facilidades da corrupção.
Uma campanha eleitoral custa muito mais do que um político ganha em salários e benefícios em 20 anos de mandato, e a justiça nunca se preocupou em investigar isso. Como então esse político pode bancar campanhas milionárias, se não ganha este volume tão grande nem em 20 anos de mandato? 
A justiça nunca se preocupou em saber como esses senhores, que vinham do norte, nordeste ou do sul longínquo, chegavam no Rio e tinham dinheiro para bancar suntuosos apartamentos que, na época, já valiam muito. Num prédio onde moravam dois banqueiros, morava também um político que se dizia honesto. Esses apartamentos não valiam, naquele tempo, os 20 mil dólares por metro quadrado de hoje, mas de qualquer maneira não era só na atividade política que eles ganhavam o que lhes permitisse morar nas regiões mais ricas e caras do Rio, que sempre teve proporcionalmente o metro quadrado mais caro do país.
Hoje, alguns pensam que inventaram a roda, como se no passado ela fosse quadrada. Há políticos "honestos" que, com nepotismo, conseguiram eleger todos os filhos, como se a política no Brasil fosse as capitanias hereditárias. Deixou de ser atividade vocacional para ser uma profissão rentável.
Não há político abaixo de 40 anos - com raríssimas exceções - que não seja filho ou neto de político. Filhos que tiveram pais cassados choramingam pelo sofrimento de seus pais que, num processo democrático, jamais poderiam ter sido cassados. Mas eles esquecem que a cassação deles foi diferente dos cassados ideológicos, que também não deveriam nunca ter sido cassados. Deveriam ser banidos apenas pelo voto. Mas alguns desses que choramingam são conscientes que o afastamento de seus pais da vida pública não foi por razões ideológicas, e sim por ordem moral. 
Hoje, a corrupção se instalou de uma forma endêmica. Só existe morto de fome quando não existe trabalho para que o faminto se alimente. E só existe esse volume de corrupção porque nunca houve justiça que a punisse. Então, não venham agora imaginar que inventaram a roda.
O mais triste disso tudo é a vergonha que o Brasil e a dignidade do povo brasileiro passam quando brasileiros, que vão ao exterior posando de grandes senhores, falam mal do próprio país. A quem interessa o processo jurídico brasileiro, se não aos próprios brasileiros? Por que falar mal do Brasil lá fora? 
Prestes, quando na assembleia francesa, falou mal do Brasil e vários líderes do próprio partido questionaram o velho comandante. Um companheiro disse a ele: "Do seu país, somente fale mal dentro dele". 
Só se pode falar mal do seu país fora dele se, dentro dele, não houver mais tribuna para se falar, ou se você for expulso e impedido de expor, em suas terras, as mazelas da própria pátria.


“No Rio se governa com o crime, e não contra o crime”


Na manhã de sexta-feira (21), o estado do Rio de Janeiro registrou a 90ª morte de policial desde o início de 2017. Só nos primeiros dois meses do ano, os números de homicídios dolosos e de mortes em intervenções policiais foram os mais altos dos últimos cinco anos. Enquanto isso, o presidente Michel Temer afirmou em junho que quer "começar um experimento [...] para fazer operações no Rio", ao falar sobre o plano de segurança federal para o estado. "O Rio de Janeiro não precisa de experimentos. Precisa de ações efetivas", rebateu o deputado Zaqueu Teixeira (PDT), membro da Comissão de Segurança e Assuntos de Polícia da Alerj.
"Precisamos de recursos para estimular nossos policiais e colocar seus direitos salariais em dia. Precisamos investir em tecnologia para a Polícia Civil trabalhar com mais eficácia ainda, além do estabelecimento de protocolos de segurança em incursões policiais", afirmou o deputado, que também defendeu mais investimento em infraestrutura e treinamento para agentes da segurança pública. Para ele, as declarações do presidente “apenas reafirmam o 'Fora, Temer' com urgência."
De acordo com a professora do Departamento de Segurança Pública da Universidade Federal Fluminense, Jacqueline Muniz, o "experimentalismo" citado por Temer é "precário e sem diagnóstico". Segundo ela, essa afirmação "nega 30 anos de experiências no estado".
"Aqui no Rio de Janeiro se governa com o crime, não contra o crime. O que tem alimentado o caixa 2 em campanhas no Rio de Janeiro historicamente tem sido o dinheiro das milícias e de segmentos criminosos", afirmou.
"A magnitude de investimentos no Rio de Janeiro foi infinitamente maior do que qualquer outro estado brasileiro desde os Jogos Panamericanos, em 2007. Esses investimentos foram capitaneados pelos grandes eventos realizados desde então. Em dez anos, se gastou cerca de R$ 20 bilhões na perspectiva de se deixar algum legado. Se gastou muito, mas se gastou mal”, afirmou a professora. "A política de segurança no Rio vai de prioridade circunstancial a prioridade circunstancial", complementou.
De acordo com o deputado do PDT, o problema de gestão continua, no âmbito estadual e federal. "O deputado Rodrigo Maia, como presidente da Câmara dos Deputados, tem se mostrado omisso com nosso estado. Ainda não tivemos ajuda real e efetiva para o Rio de Janeiro. O Regime de Recuperação Fiscal, que ele aprovou, até hoje não produziu nenhum efeito, além de tirar direitos dos servidores e colocar à venda as ações da Cedae." Segundo ele, o plano vai agravar a situação do estado nos próximos anos.
Zaqueu também não poupou críticas ao governo estadual. "O governo do Rio está perdido. O plano de segurança baseado na ocupação territorial para garantir a segurança nas Olimpíadas e Copa do Mundo já não produz o mesmo resultado. As UPPs (Unidade de Polícia Pacificadora) já não cumprem o papel planejado", disse ele. "A segurança pública atua lentamente, feito um paquiderme, e o crime avança na imobilidade e na falta de novas formas de atuação para conter a violência e a criminalidade."
O raciocínio de Jacqueline, que é pós-doutora em Estudos Estratégicos e de Segurança, vai na mesma linha neste ponto. "O Rio tem sido pródigo em confundir programas de policiamento com políticas de segurança. Para que o efeito do policiamento tenha êxito, você precisa de uma política que interfira na infraestrutura social e urbana e que possa maximizar o efeito da polícia. Pois todo efeito de policiamento é provisório e limitado no tempo."
Ela citou como exemplo a atuação das UPPs. "Era previsível que elas iam chegar em uma curva de estabilização e o 'efeito UPP' ia cair. Precisávamos de outras coisas no âmbito da segurança pública, que garantissem que o efeito pudesse se sustentar a médio e longo prazo", afirmou. 
"Quase 40% dos recursos da polícia foram alocados nas UPPs, que não conseguem nem cobrir a totalidade das áreas nas quais foram implementadas. O projeto foi mal direcionado por causa de ingerências políticas com finalidades eleitoreiras. Ou seja, sabotaram o planejamento e a gestão do projeto, que tinha um efeito limitado no tempo, já que o sucesso da UPP era o próprio fim dela", ressaltou.
Para a professora, as UPPs não podem ser classificadas como uma política de segurança pública, e sim uma política de policiamento especializada para determinadas áreas. "Elas sequer podem ser generalizadas como uma programa amplo de policiamento. Gastou-se muito dinheiro, multiplicou-se UPPs sem pernas para isso. O Rio aumentou em torno de 30% o seu efetivo, se tornando a polícia que mais cresceu no Brasil. Porém, aumentou-se a polícia e o policiamento foi reduzido. O governo fez uma mágica inacreditável."
O reflexo dos gastos insustentáveis feitos pelo governo pode ser visto na atividade dos próprios policiais, de acordo com o deputado Zaqueu Teixeira. "Com o caixa vazio, a equipe de segurança tenta manter o que foi feito às custas de muitos investimentos. A conta não está fechando." Ele lembrou que os policiais estão sem receber o Regime Adicional de Serviço (RAS), horas extras, regime de metas e 13º salário. "Ainda assim eles têm que defender a sociedade com o sacrifício da própria vida."
Para Jacqueline, a origem do problema é a busca de resultados de curto prazo para fabricar resultados eleitorais. "Mas resultado eleitoreiro só pode ser um: tiro, porrada e bomba. O modelo de guerra contra o crime se exauriu. Mostrou sua incapacidade, sua incompetência de produzir o resultado que tanto esperavam. O dedo nervoso mata muito do lado de lá e mata muito do lado de cá. E a dinâmica criminal que tem sua perna dentro da política segue intacta."
Zaqueu também fez uma análise sobre a migração e a adaptação do crime como resultado dessas medidas de curto prazo apontadas por Jacqueline. "Hoje, o bunker do crime organizado está localizado na Pedreira e no Chapadão [ele ressaltou que antes o crime tinha como centro o Complexo do Alemão], e o governo não sabe responder à nova dinâmica implantada pelo crime organizado, que tem um novo ingrediente: a entrada da facção paulista na guerra entre quadrilhas pela expansão de territórios."
Ele destacou também a expansão do crime para a Baixada Fluminense. "Em Queimados, que era uma cidade tranquila, a criminalidade tomou conta de tudo. Migrou para toda a Região Metropolitana e para o interior. Com essa migração, eles descobriram e implantaram novos mercados consumidores, além de estabelecerem a mesma dinâmica de controle territorial das comunidades do município do Rio."
Com o objetivo de tentar reduzir o problema da violência no estado, o deputado apontou que a Comissão de Segurança da Alerj apresentou ao Ministro da Justiça uma agenda de propostas para atuação na segurança pública do Rio. "No encontro em Brasília, sugeri que fossem incorporados à Força Nacional de Segurança [enviada ao Rio pelo governo federal] policiais civis e militares do Rio, pagos diretamente pela União, para que eles ajudassem no combate ao roubo e furto de cargas, que cresceu quase 70%." Porém, segundo o deputado, até agora nada de concreto foi feito. "Não adianta mandar mais agentes de fora do estado. Eles não conhecem a topografia do Rio", acrescentou. 
Para a professora da UFF, uma mudança desse quadro só começaria com uma "mudança de mentalidade". "Nós temos que reconstruir um governo com legitimidade. Sem legitimidade nada é possível. Precisamos aplicar um repertório de boas práticas, diagnosticados, capazes de produzir resultados. Não tem nenhuma novidade vinda do além", concluiu.
Felipe GelaniJB

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Insegurança Pública


Quando não se quer resolver um problema, reúnem-se os governantes. Tiram fotos e dizem estar discutindo o problema. Depois, uns jogarão culpa nos outros e a população vai seguir à mercê do banditismos guerrilheiro instalado no Rio.
Segurança é responsabilidade de todos e principalmente das três esferas de governo. O crime tem que ser confrontado, combatido sem concessões.
video
O clima é de guerra e numa guerra, as ações não podem ser normais.

Policiais não podem ser caçados e mortos sem uma reação do Estado de forma estruturada e com o devido uso de força letal. Quem com ferro fere, com ferro deve ser conferido.
É preciso que as polícias, em conjunto com as forças armadas, atuem de forma integrada e organizada para prender e desarmar os bandidos fortemente armados que subjugam a população das comunidades carentes e os moradores do asfalto.
Ações cirúrgicas e pontuais devem ser desenvolvidas para extirpar esse câncer social.

Só com o esforço conjunto utilizando inteligência, massa e força é que teremos condições de reverter essa situação de calamidade pública.
Marcelo Itagibadelegado da Polícia Federal, ex-secretário de Segurança Pública do Estado do Rio e ex-deputado federal

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Crise da corrupção pode resultar em eleição de "Trump brasileiro"

'Huffington Post' diz que consequências podem ser globais caso Bolsonaro seja eleito.



 O diário norte-americano The Huffington Post publicou nesta quinta-feira (20) uma longa matéria sobre a crise da corrupção que assola o meio político do Brasil, assim como grandes empresas, faltando pouco mais de um ano para as eleições presidenciais que acontecem em outubro de 2018.
O noticiário diz que a potência não-nuclear do mundo e a quarta maior democracia está em meio a uma crise política que parece que não acaba nunca. Nos últimos três anos, o crescente escândalo de corrupção do Brasil envolveu centenas de políticos, a presidente Dilma Rousseff foi deposta e o ex-presidente do país, Luiz Inácio Lula da Silva, foi condenado a quase dez anos de prisão e o atual mandatário está em vias de ser retirado do seu cargo.
Post avalia que a condenação e possível prisão de um ex-presidente, potencial candidato para as eleições presidenciais do próximo ano, levará o Brasil à uma crise ainda maior. Mas também deve causar preocupação para o resto do mundo. Sem um Brasil estável, será difícil - talvez impossível - resolver os problemas internacionais mais urgentes do planeta.
"O mundo precisa do Brasil", disse Mark Langevin, chefe do Instituto do Brasil na Escola de Assuntos Internacionais Elliott da Universidade George Washington.

Post avalia que a condenação e possível prisão de um ex-presidente, potencial candidato para as eleições presidenciais do próximo ano, levará o Brasil à uma crise ainda maior.

O maior recurso natural do país, a floresta amazônica, é crucial na luta global contra a mudança climática, e o debate sobre como protegê-lo continua sem resolução. O presidente do Brasil, Michel Temer, está em vias de aprovar uma legislação que remova proteções de uma área da Amazônia equivalente ao tamanho de Portugal. E após anos de progresso substancial cortando as emissões de gases de efeito estufa durante a gestão de Lula da Silva, essas emissões voltaram a aumentar nos últimos anos.

O Brasil também está no bom caminho para se tornar o maior exportador de alimentos e produtos agrícolas na próxima década. É o responsável por quase um quinto da água doce disponível no mundo e está entre os principais produtores de biocombustíveis sustentáveis, o que significa que o país está posicionado para ajudar a enfrentar os efeitos potenciais das mudanças climáticas - incluindo a escassez de alimentos e água em certas partes do mundo, acrescenta HP.
As fortes relações do Brasil com a China e a melhoria das relações com outras potências mundiais - incluindo os EUA, a Rússia e a União Européia - também permitem que ele se envolva em "um grande ato de equilíbrio" entre nações com relações mais adversárias, disse Langevin.
"Você não pode ter uma discussão séria sobre as mudanças climáticas, a sustentabilidade, a segurança alimentar, se o Brasil não estiver na mesa", disse Paulo Sotero, diretor do Instituto do Brasil no Woodrow Wilson International Centre for Scholars, com base em Washington Think tank.
Mas, acrescentou, "o Brasil que tem que estar à mesa é um Brasil credível, um Brasil que está sendo gerenciado politica e economicamente de maneira apropriada".
Ai que está o problema. Agora, a cadeira da presidência do Brasil parece desocupada.O escândalo de corrupção é uma grande razão para isso, aponta o Huffington. Lula não é o primeiro, nem será o último político a sucumbir à Lava Jato. Temer, atual presidente do Brasil, também está enfrentando acusações de corrupção e suborno que poderiam desencadear processos de impeachment no Congresso e seus críticos alegaram que seu apoio à lei de desmatamento amazônico é uma moeda de troca para ganhar o apoio da importante bancada ruralista. 
Original em: Huffpost

Você pode fazer algo!


Estou deitada na cama de um quarto de plantão.
Trabalhei por 20h e mesmo assim não consigo dormir.
Só chorar.
Mas pra você, talvez hoje seja uma boa noite.
Você que está na sua cama quentinha, na sua casa, bem alimentado, com algumas frustrações normais do dia a dia porém, vivo.
Deputado protegido por sua segurança armada de fuzis.

Talvez seja uma boa noite para os políticos que têm 50 seguranças garantindo a paz do sono deles. Que têm helicóptero à disposição para os deslocamentos, assim não estão sujeitos a arrastões, assaltos, sequestros…
Deputado e sua segurança constante.

Políticos que não vivem nossa realidade de medo, insegurança, instabilidade… E por não serem atingidos pela podridão da sociedade, simplesmente não estão nem um pouco preocupados com os milhões que são atingidos todos os dias. Simplesmente não pretendem fazer nada para mudar o cotidiano de terror que vivemos.
Hoje deu entrada neste hospital um policial militar.
Atingido por um tiro na cabeça.
Chegou ainda com vida, trazido por quatro outros policiais que, desesperados como quem transportassem seus próprios pais ou irmãos, gritavam tentando mantê-lo acordado.
“Estamos contigo, parceiro. Você vai ficar bem. Nós estamos aqui com você.”
E assim o entregaram aos cuidados da equipe.
Tudo foi feito.
Em perfeita sincronia a rotina de trauma foi realizada e em pouquíssimo tempo estávamos na sala do centro cirúrgico com um neurocirurgião a postos para o procedimento.
A anestesia trabalhando firme, a cirurgia atuando com rapidez e precisão.
Terminou o procedimento. Mas ele faleceu.
Não, essa história não tem um final feliz.
E sim, eu chorei.
Fiz um sinal da cruz no peito dele e saí da sala de cirurgia aos prantos, soluçando… E ainda estou chorando.
Porque não me conformo em perder um policial.
Não me conformo viver numa sociedade tão doente que trata esses homens como bandidos, corruptos.
Fico revoltada de ver como esses caras morrem sem um mínimo de dignidade, com um tiro dado por um marginal, mequetrefe, sem vergonha.., um filho de chocadeira.
Não consigo aceitar a desvalorização dos policiais militares.
Esses caras são heróis!!!!!
Eles botam a farda e sobem o morro pra catar bandido. Pra prender, pra matar.. Não importa.
A função deles é tirar o bandido de circulação pra que VOCÊ não seja assaltado.
Pra que VOCÊ não seja sequestrado.
Pra que SUA ESPOSA não seja estuprada.
Eles arriscam a vida deles por VOCÊ!!!!!!
Por um salário de merda, com um treinamento de merda, com equipamento de proteção pessoal de merda e armamento de merda, eles sobem o morro por VOCÊ.
E como a sociedade retribui???
Rotulando que todo policial militar é bandido.
Todo policial militar pratica abuso de poder.
Todo policial militar é corrupto.
NÃO!!! ELES NÃO SÃO!!!!
Eles são filhos de alguém. Irmãos de alguém. Amigos de alguém. Pais de alguém.
E, repito, saem todos os dias de casa, arriscando a própria vida POR VOCÊ.
É inadmissível o que vêm acontecendo.
Bandido pode matar policial com tiro nas costas que não acontece nada.
Ele é uma pobre vítima da sociedade… E o bandido tava só se vingando do policial malvado que incitou ódio quando deu dura no bandido de forma ultrajante. Coitado do bandido. Ele é gente. O policial não podia tê-lo tratado assim. Policial malvado! A culpa é sua que despertou o ódio num pobre menino de comunidade que nunca teve acesso à nada e foi discriminado por você.
NÃO!!!!
Meu Deus, NÃO!!!!!
Enquanto isso, se um policial atira num bandido, é afastado da corporação, responde à sindicância, perde o direito de atuar.
A polícia está coagida.
Não tem mais um pingo de autonomia.
Resultado?
Policiais morrendo a 3 X 4.
O de hoje, foi só mais um.
Uma estatística. Um número. Um qualquer.

Fazem um enterro bonito, com honras militares e tá resolvido. Vida que segue.
Político falar sobre morte de policial não dá voto.
Falar sobre morte de meninos negros da favela é que dá.
Porque a população odeia policial. Eles são uns babacas corruptos mesmo.
É com os meninos negros que a população se identifica.
PAREM, PAREM, PAREM, PELO AMOR DE DEUS!!!!
Não pode um homem que arrisca sua vida pela sua, morrer tão anônimo, tão indignamente, tão desprezado.
Não pode, Meu Deus. Não pode.
Até quando eu vou ter que ouvir os gritos de desespero das mães dos policiais ecoando nos corredores dos hospitais quando dou a notícia que o filho delas faleceu???
Até quando eu vou ter que consolar uma mãe que diz “como eu vou viver sem nunca mais ver meu filho?”
Até quando eu vou ter que escutar “o filhinho dele de 2 anos é tão apegado com o pai… como vai ser agora??”
Escutar “como eu vou aguentar ver meu filho de 24 anos num caixão?”
Até quando, Meu Deus, até quando????
Parafraseando meu grande amigo e brilhante médico Leandro Cacciari que atuou comigo na sala de trauma hoje, lavando minha farda, plena de sangue do policial, eu pensava: “sempre que eu lavar minha farda suja de sangue, esse sangue nunca vai ser o meu. mas sempre vai ser de algum militar. e eu sinto um puta orgulho de ter escolhido prestar assistência a esses homens que me defendem, te defendem, nos defendem.”
E peço a Deus que esse orgulho dos militares alcance outras pessoas…
Porque quando eu disse para a mãe dele hoje “seu filho morreu como um herói. lembre-se dele sempre com muito orgulho. nunca deixe que te digam o contrário sobre ele.”, eu estava falando de coração.
Descanse em paz, Eric.
Eu tenho muito orgulho de você.




O magistrado cada vez mais longe dos anseios do povo


Uma elite sendo criada? Sim, uma elite dependente e submissa às benesses que o Legislativo possa lhes conceder. E como diz uma máxima, “ninguém dá nada sem querer algo de volta”, imaginamos o que esta “Lei Orgânica da Magistratura” pode alcançar numa temporada de corrupção e corruptos ávidos por escapar do encarceramento e de uma dura pena pecuniária.

video

Decisões absurdas nos chegam ao conhecimento todo dia. Traficante preso com armas, munições e 130 quilos de drogas tendo tratamento de viciado, os atrasos e não pagamento de salários de servidores do Rio de Janeiro tendo tratamento de “mero aborrecimento”, fizeram o que fizeram no Estado do Rio de Janeiro por mais de dez anos consecutivos sem que o MPRJ e TJRJ tomasse qualquer iniciativa que detivesse o assalto bilionário dos cofres do Estado. Isto se chama o retorno pelas “benesses” concedidas.

Assim como é feito entre o Executivo e Legislativo, com o toma lá, dá cá; o Judiciário se quedou em levar sua parcela de “dividendos”. Mas não pode vir como “caixa 2”, não pode ser propina, tem que ter respaldo legal. Por mais absurdo que possa parecer.


A drenagem de recursos da população para um grupo de profissionais vorazes e poderosos que hoje detêm, virtualmente, o direito de fazer o que quiserem, com qualquer um. E esse qualquer um somos nós, pobre povo pagador de impostos, reféns do governo que paga “feitores” que não nos deixam rebelar, não nos deixam ter Justiça.


O juiz encara como “inferiores” os que deveria ver como semelhantes  a quem, em tese, deveria servir. A condição de juízes passa a funcionar como um título nobiliárquico, como se um concurso público justificasse a formação de uma “nobreza” funcional à qual os plebeus devem obediência e vassalagem.


Construíram uma “nobreza” comprada, ao invés de juízes togados para dirimir conflitos de interesses, uma “nobreza” servil aos também “nobres corruptos”, que muito bem souberam corromper quem não deveria ser corruptível.




quarta-feira, 19 de julho de 2017

Viadinhos à serviço da ideologia de um partido político.


Durante o período da Segunda Guerra Mundial, as mulheres norte-americanas, substituíram os homens nas fábricas e conquistaram, também, o direito ao uso da calça em denim com modelagem adequada ao seu corpo. Deste modo, as mulheres só foram receber a devida atenção da indústria do jeans muito tempo depois dos homens. 
Até o começo dos anos 6O não era muito comum uma mulher usar calças, restrito apenas as mulheres ousadas. E hoje, ironicamente, todas as mulheres, com exceção das religiosas, usam calças.
O uso de calças pelas mulheres foi conquistado a duras penas, a partir do momento em que tiveram de ser empregadas nas indústrias por ocasião da segunda guerra mundial.
A partir de 1970, as indústrias começaram a lançar modelos que se adequassem ao corpo feminino. Hoje uniformes de trabalho e escolares são na maioria dos casos compostos de calças compridas para homens e mulheres.
Mas veio a ideologia de gênero, uma aberração esquerdista que no Brasil, incentivou os homossexuais nas escolas a aderirem o uso de saias para expressar seu “gênero”. Ora pombas! Homossexual que insiste em usar saias num ambiente escolar é um simples VIADINHO, já que poderiam expressar sua opção sexual com o uso da calça comprida num modelo diferenciado do masculino.
Vimos isso no Colégio Pedro II no Rio de Janeiro, onde um determinado partido político se infiltrou dentro das dependências escolares para incentivar essa afronta e desrespeito as meninas que lá cursam e usam calças compridas.
Mãe de aluna do Pedro II discursa contra a doutrinação esquerdista e escracha a ideologia de gênero durante audiência pública na Câmara Municipal do Rio.
Graças a iniciativa de pais comprometidos com a educação de seus filhos, livres desta interferência nefasta, o partido foi expulso da escola e hoje parece ter voltado às atividades escolares normais.
Um grupo de pais de alunos se organizou para concorrer ao conselho do colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, após se indignarem com a doutrinação que o partido de extrema-esquerda PSOL estava realizando no ambiente escolar.
Demasiadas exposições contra o capitalismo e apologia a revoluções comunistas, além da defesa de ideologia de gênero e outras pautas de extrema-esquerda eram constantes.
Inconformados, um grupo de pais se inscreveu para disputar o conselho do colégio e conseguiram vencer todos os cargos, não sobrando nenhuma vaga para os psolistas.
O reitor do colégio está sendo processado por fazer propaganda do partido dentro da instituição.






Um "viciado" com 130 quilos de maconha?

TJ concede HC e interna filho de presidente do TRE, acusado de tráfico e de vender armas a facção.

Após três meses, desembargadora Tânia Garcia consegue tirar filho da cadeia, só não conseguiu interná-lo em uma clínica de Atibaia.

Antes de ser levado para audiência de instrução e julgamento, prevista para quinta-feira, 20, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul decidiu intervir no processo e concedeu habeas corpus parcial para o empresário e engenheiro Breno Fernando Solon Borges, 37 anos. Filho da desembargadora Tânia Garcia de Freitas Borges, presidente do TRE (Tribunal Regional Eleitoral), ele deixou a cadeia na sexta-feira para ser internado em clínica de recuperação.
Breno foi preso em 8 de abril deste ano junto com a namorada e um amigo com 130 quilos de maconha, 199 munições de fuzil calibre 762, de uso exclusivo das Forças Armadas, e uma pistola nove milímetros. Estava sendo preso pela segunda vez por arma de fogo do mesmo calibre.
Breno teria sido gravado negociando armas com integrantes de facção criminosa de alcance nacional.

Além disso, segundo despacho judicial, o engenheiro foi flagrado em conversas telefônicas vendendo armas de calibre restrito para facção criminosa formada por presidiários, ou seja, para o PCC (Primeiro Comando da Capital).
Ainda, segundo o despacho do juiz Idail De Toni Filho, da Vara Única de Água Clara, há provas do filho da presidente do TRE se ofereceu para ajudar na fuga de presos.
Em decorrência destes dois fatores, o magistrado tinha negado o pedido da desembargadora para retirar o filho do presídio de Três Lagoas, onde estava detido desde abril deste ano, e interná-lo em uma clínica médica particular.
O magistrado ainda tinha alegado que, por ser usuário de drogas, Breno poderia ser tratado por médico psiquiatra no presídio.
O caso teve nova reviravolta no fim de semana. Inicialmente, o desembargador Ruy Celso Barbosa Florence, tinha negado habeas corpus ao empresário, porque o pedido não tinha sido analisado pelo juiz de Água Clara.
Como o magistrado analisou e negou o pedido da mãe, a desembargadora recorreu novamente ao Tribunal de Justiça e obteve a concessão parcial do pedido. Ela obteve a interdição judicial do filho ao alegar que ele sofreu do “Transtorno de Personalidade Bordeline”, doença que causa instabilidade nas relações pessoais.
Ruy Celso acatou a argumentação da defesa, de que o empresário precisa de tratamento médico e ser semi-imputável. Os advogados juntaram laudos emitidos pela psicóloga Avany Cardoso e pelos psiquiatras Luiz Felipe Rigonati e Sérgio Delvísio.
O Tribunal de Justiça autorizou a internação do empresário, réu por associação com o tráfico de drogas e posse de arma de uso restrito, para tratamento médico em clínica médica em Campo Grande. Ele negou o pedido para interná-lo em uma instituição de Atibaia (SP).
Florence destaca que Breno não poderia continuar na prisão sob risco de comprometer o tratamento médico.
E ainda critica o juiz de primeira instância, que tinha frisado a análise da internação só após a definição da pena. Para o desembargador, é passível a internação antes da condenação.
A namorada, Isabela Lima Vilalva, e o amigo, Cleiton Jean Sanches Chaves, continuam presos pelo mesmo crime. Ela chegou a ser liberada em 29 de abril pelo desembargador Marcos José de Brito Rodrigues, mas a 2ª Câmara Criminal revogou o habeas corpus e decretou a prisão da jovem.
A princípio, o juiz de Água Clara manteve a audiência de instrução e julgamento para a próxima quinta-feira.
Ruy Celso determinou que a mãe de Breno assuma o compromisso de apresentá-lo em todas as audiências determinadas pela Justiça.

 





Gleisi mostra que não é uma palhaça: é um monstro

Ao defender Maduro e chamar Che de “guerrilheiro heróico”, Gleisi mostra que não é uma palhaça: é um monstro.



Normalmente quando nos referimos a Gleisi Hoffmann, as vezes incorremos no erro de achar que estamos diante de uma pessoa estúpida e que vive dando declarações desastradas. Nada disso. É principalmente uma pessoa perversa, sem qualquer senso moral.

video
Por exemplo, durante a abertura do 23º Foro de São Paulo, na Nicarágua, ela enalteceu Che Guevara e Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, além de celebrar o centenário da Revolução Russa.
Quer dizer, ela apoia tudo que não presta: basta algum socialista fazer genocídio que receberá seu apoio.

Sobre Cuba, ela disse: “Aproveitamos para manifestar nosso irrestrito apoio e solidariedade aos companheiros do Partido Comunista Cubano e ao povo de Cuba diante do retrocesso imposto pela nova administração do governo estadunidense em relação aos acordos alcançados com a administração Obama e a manutenção do criminoso bloqueio econômico”.
Para ela, Maduro é vítima e portanto, o PT “manifesta seu apoio e solidariedade” ao governo de Maduro, que segundo Gleisi, está exposto a uma “violenta ofensiva da direita”. “Temos a expectativa que a Assembleia Constituinte possa contribuir para uma consolidação cada vez maior da revolução bolivariana e que as divergências políticas se resolvam de forma pacífica.”

Em relação à ditadura genocida russa, mais apoio: “Comemoramos também o cinquentenário da queda em combate e o assassinato posterior do guerrilheiro heroico, o comandante Ernesto Che Guevara, a quem recordamos para que tenhamos sempre presente a necessidade da transformação social de nossos países”, declarou.
A monstruosidade de Gleisi é completa.

O que diz agora Vossa Excrecência?


Grávida de sete meses e com um filho de 1 ano, Michele Andrade estava a caminho de casa em Cabo Frio, na Região dos Lagos, quando foi surpreendida por um intenso tiroteio em plena Linha Vermelha, via expressa que liga o Rio à Baixada Fluminense. Ao chegar perto do Complexo da Maré, o barulho dos tiros aumentou. Assustada, ela parou o carro e buscou abrigo dentro do 22º BPM (Maré). Lá, já estavam cerca de 50 pessoas que também tinham abandonado seus veículos na pista para escapar dos disparos.


GLOBO


A cena de uma senhora correndo com um bebê no colo para se abrigar dos disparos de marginais, busca abrigo no Batalhão da Maré, na linha vermelha, é algo para se refletir!
Como uma sociedade consegue vivenciar uma realidade dessas sem gravíssimos traumas? A realidade que àquelas pessoas vivenciaram só se compara a Londres durante os bombardeiros nazistas!
Por fim, falem o que quiserem, mas quando o inferno desaba, é a Polícia Militar que todos buscam, foi no abrigo do 22°BPM que as chances de não ser atingido por um tiro de fuzil foram aumentadas, é a PM outrora criticada que saí em socorro da sociedade abandonada pelos seus governantes...
População buscando abrigo dentro do Batalhão da Maré, durante ataque dos marginais.
Gostaria de ouvir nesse momento a opinião da Vossa Excelência a Juíza que impôs diversas restrições a atuação da polícia naquele território hostil, será que se ela estivesse com a sua família dentro de um desses carros ela dispensaria todas as exigências para que a polícia desse a resposta e fizesse parar os disparos sobre essas pessoas indefesas?
Ou só o morador de favela e o vagabundo tem direitos?


terça-feira, 18 de julho de 2017

Moro compara Lula a Cunha

Moro rebate recurso da defesa e compara Lula a Cunha.


Nesta terça-feira (18), o juiz federal Sérgio Moro negou que tenha havido omissões, obscuridades ou contradições na sentença que condenou a nove anos e seis meses de prisão o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em seus argumentos, Moro comparou Lula ao ex-deputado Eduardo Cunha. "Ele também afirmava como álibi que não era o titular das contas no exterior que haviam recebido depósitos de vantagem indevida, mas somente "usufrutuário em vida".
O juiz reforçou que não faltou qualquer elemento para avaliar os fatos e que a defesa de Lula “remanesce omissa em esclarecer qual documento imprescindível da licitação ou dos contratos estaria faltando nos autos para o julgamento”.
"Quanto aos embargos de declaração da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, inexistem omissões, obscuridades ou contradições na sentença, devendo a defesa apresentar os seus argumentos de impugnação da sentença em eventual apelação e não em incabíveis embargos", afirmou Moro.
O juiz ainda rebateu o questionamento dos advogados de que havia desqualificado instrumentos de auditoria, interna e externa, que não detectaram atos de corrupção ligados ao ex-presidente. "A seguir o critério da Defesa de Luiz Inácio Lula da Silva, os Diretores da Petrobrás Paulo Roberto Costa, Renato de Souza Duque e Nestor Cuñat Cerveró, que mantinham contas secretas com saldos milionários no exterior e confessaram seus crimes, também deveria ser absolvidos porque as auditorias internas e externas da Petrobrás, inclusive também a Controladoria Geral da União - CGU, não detectaram na época os crimes", traz trecho do despacho de Moro.
O juiz citou ainda o caso do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha. “Assim não fosse, caberia, ilustrativamente, ter absolvido Eduardo Cosentino da Cunha (...) ele também afirmava como álibi que não era o titular das contas no exterior que haviam recebido depósitos de vantagem indevida, mas somente "usufrutuário em vida".
O juiz reforçou que "em casos de lavagem, o que importa é a realidade dos fatos segundo as provas e não a mera aparência".
Uma das argumentações questionava a postura do magistrado, que teria afirmado que a defesa adotou "táticas bastante questionáveis", "de intimidação" ou "diversionismo" durante a fase de instrução.
“Sim, a defesa pode ser combativa, mas deve igualmente manter a urbanidade no tratamento com as demais partes e com o julgador, o que, lamentavelmente, foi esquecido por ela em vários e infelizes episódios, mencionados apenas ilustrativamente na sentença”, respondeu Moro.
Ao longo do texto, o juiz ainda respondeu a outros oito argumentos dos advogados de Lula, que tratavam de cerceamento de defesa, análise e valoração de depoimentos, contestação de provas, e dosimetria da pena. Moro concluiu que nos embargos de declaração do ex-presidente inexistem apontamentos de omissões, obscuridades e contradições, “devendo a defesa apresentar os seus argumentos de impugnação da sentença em eventual apelação e não em incabíveis embargos”.
Lula foi condenado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no processo sobre o triplex no Guarujá. A defesa de Lula havia solicitado esclarecimentos sobre 10 tópicos da decisão de Moro.