segunda-feira, 31 de julho de 2017

blá blá blá pra enganar.

Tanques e fuzileiros navais no Largo da Carioca.. e o povo feliz fazendo selfies... se andar um pouco mais ali pra dentro do Morro da Providência, quem sabe, serão úteis...

Se o falacioso e tendencioso decreto que instituiu a chamada GLO - Garantia da Lei e da Ordem, tivesse a REAL intenção de prover segurança (não apenas a sensação da mesma), o comando inverteria a ordem das coisas.
Já que os senhores assinaram o atestado de incompetência na gestão da segurança pública (sim! A "GLO" é a confissão da incapacidade do Estado), e transferiram um problema local de segurança urbana para as Forças Armadas, que pelo menos o façam sem hipocrisia.
Exército, Marinha e Aeronáutica são Forças Militares de emprego constitucional em caso de GUERRA, além de outras específicas situações.
Dito isto, que se utilize o treinamento e o poderio bélico das Forças Armadas nas áreas que estão em GUERRA!
Temos zonas do Estado do Rio que estão, sem qualquer exagero, em guerra! Zonas conflagradas onde diariamente a Polícia enfrenta verdadeiros guerrilheiros!
São MILHARES de NARCOTRAFICANTES que portam pistolas, metralhadoras, fuzis .762 e até armamentos de calibres .30 e .50 capazes de derrubar aeronaves. Granadas e até minas terrestres não raro são encontradas nesses locais!
Pesquisas apontam que o Rio tem mais de 1200 fuzis nas mãos desses terroristas! Se isso não é um estado de guerra, eu não sei mais o que é!
Inverta essa logística! Deixe a polícia nas saídas do metrô, no centro da cidade, nas vias expressas, etc. e coloque as Forças Armadas no Complexo do Alemão, na Cidade Alta, na Coréia, no Juramento, morro do Fubá e outras dezenas de bairros e comunidades que estão EM GUERRA!!!
Esse papinho de "apoio logístico", de "inteligência integrada", "assistência material" e blá blá blá pode enganar a maioria, mas não a mim.
As Forças Armadas servem a situações de guerra, então o que vocês estão esperando?
Ficar 1 ano fazendo selfie na Cinelândia é uma coisa, bancar 1 ano lá dentro do Complexo do Alemão é outra!
Então "senhores especialistas", a CÉSAR o que e de CÉSAR!
Enfim, só a opinião pessoal de quem está há 15 anos nessa "brincadeira" vendo a mesma MENTIRA se repetir ano após ano.
E você vê o JN e ainda acredita que isso é sério.
Em tempo: a questão é o enganador EMPREGO das Forças Armadas, e não o INESTIMÁVEL valor de seus integrantes.
Autor desconhecido



Rodrigo Maia nas asas da FAB

Segundo na linha sucessória do país, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), gastou mais de R$ 600 mil para ir e voltar para casa em jatinhos da Força Aérea Brasileira (FAB) no primeiro trimestre. Em apenas três meses, foram 30 viagens entre Brasília e o Rio de Janeiro, onde mora.

A despesa leva em conta apenas o consumo de combustível de um modelo Legacy 600 da Força Aérea Brasileira - o mais utilizado por ministros e outras autoridades, segundo apurou o repórter Pablo Fernandez.
Nessa terça-feira, um levantamento exclusivo da BandNews FM apontou que Rodrigo Maia foi o campeão de voos no governo Michel Temer. Normalmente, o político do DEM voa com mais 8 passageiros.
Se utilizasse um voo comercial entre São Paulo e Rio de Janeiro, o gasto seria, em média, de R$ 1 mil e R$ 500 por pessoa. Em um jatinho da FAB é de R$ 2.400.
Um decreto editado em 2015, ainda no governo Dilma Rousseff, proíbe o uso de aviões da FAB para ir e voltar da cidade de origem às segundas e sextas-feiras, mas ele não vale para os presidentes da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal (STF).
O economista e fundador do site Contas Abertas, que fiscaliza as despesas federais, Gil Castelo Branco, diz que não há justificativa para esse tipo de gasto.
"Nesse caso, especificamente do presidente da Câmara, isso é ainda mais absurdo porque é um trajeto absurdamente normal, com uma quantidade enorme de voos comerciais. Não há nenhuma necessidade de se onerar o Estado com voos de aviões da FAB que saem muito mais caros", disse o economista.

Depois de Rodrigo Maia, aparece o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, que fez 21 voos entre janeiro e março, todos indo ou partindo de Porto Alegre, onde mora. No caso dele, a viagem em um voo da FAB custa R$ 33 mil, só de combustível.
Em nenhuma das oportunidades, ele alegou residência e na maioria das vezes, segurança ou serviço. O gasto total: R$ 693 mil. Normalmente, Eliseu Padilha viaja sozinho.
Se utilizasse um voo comercial, a despesa seria, nos 21 voos, de R$ 73 mil - uma economia de R$ 620 mil.
O presidente da Comissão de Ética Pública da Presidência, Mauro Menezes, afirma que os dados levantados pela rádio serão discutidos na próxima reunião do colegiado, dia 31.
Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, voou no primeiro trimestre 27 vezes com jatinhos da FAB - 18 partindo ou chegando em São Paulo. Só com querosene, a despesa chega a R$ 396 mil. Normalmente, ele viajar com até 5 pessoas.
Se utilizasse um avião comercial, o gasto a seria, em média, de R$ 105 mil entre janeiro e março - uma economia de R$ 261 mil.
Em entrevista ao repórter Pablo Fernandez, Mauro Menezes, destaca as punições previstas pela Comissão de Ética. "A sanções vão desde advertências até a recomendação de exoneração das autoridades que cometam atos graves", explicou Menezes.
Os dados levantados foram enviados ao Ministério Público Federal (MPF), que já tem um inquérito aberto para apurar o uso de aviões da FAB.Em nota, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmou utilizar os jatinhos com base na legislação, que o autoriza a voar para a residência. Eliseu Padilha e Henrique Meirelles justificam segurança.

sábado, 29 de julho de 2017

O Exercito nas ruas do Rio de Janeiro

O patrulhamento do Exercito só irá contribuir se for feito em área de risco, fora isso é deboche com as vitimas do crime. (Major PMERJ Elitusalem Gomes Freitas)


Comboios do Exército começaram o patrulhamento nas ruas do Rio no início da tarde desta sexta-feira (28). Há homens do Exército em Copacabana, na Zona Sul; na Linha Vermelha; na Rodovia Washington Luiz; na saída da Ponte Rio-Niterói; na Via Dutra; em São Gonçalo; na Avenida Brasil; e no Arco Metropolitano, onde há também a presença de blindados.

Pelo menos cem homens fazem bloqueios parciais nas pistas. Os militares estão no local com três jipes, um blindado e três caminhões, com o objetivo de coibir o roubo de cargas.
A decisão de convocar o Exército para atuar como Polícia no Rio de Janeiro foi tomada por conta da caótica situação da segurança pública no estado. Desde o início do ano, mais de 90 policiais foram assassinados em solo fluminense, e também são frequentes os casos de tiroteios e balas perdidas.

Em 2015 um jornaleco do Rio de Janeiro se desdobrou em criticas a um oficial da PMERJ por se referir a situação do Rio de Janeiro a um Estado em guerra. De lá para cá a situação se agravou e não estamos mais em guerra, estamos sendo exterminados. O #PartiuGuerra hoje é marca registrada nas saídas diárias para o policiamento.


Como cegos perdidos em tiroteio, o governador e secretário de segurança não sabem responder as perguntas que lhes são feitas, ou se sabem, não ousam dizer. Afinal, guerra se combate com guerra!

Mas quando se trata de resolver consequências de ações/omissões dos políticos, sempre vem a lembrança do Exercito Brasileiro. 

Inundou? Chama o Exército...
Falta água? Chama o Exército...
Dengue? Chama o Exército...
Anarquia urbana? Chama o Exército...
Políticos destruindo o país? Chama... ai não... ai é ditadura.

O Exercito usado como marionete, como útil dentro da falácia governamental e, pior, se queda à chamada de políticos tão criminosos quanto aqueles que se dispõem a combater.

Veremos o resultado desta empreitada, onde nossas Forças Armadas podem virar vitimas como a PMERJ tem sido há décadas.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Pensem nas manchetes com outros mortos

Pensem nas manchetes: 

“91 médicos assassinados no RJ esse ano."

“91 professores mortos no RJ em 2017"

“91 jornalista mortos no Estado esse ano".

“91 funcionários da Rede Globo mortos no Estado esse ano."

“91 políticos mortos no Rio de Janeiro esse ano."
Chocante né? Daria merda ou  não daria?
Porquê ninguém se comove quando são 91 policiais mortos esse ano? Até quando a sociedade vai assistir inerte sem chamar a sua parcela de responsabilidade? Estamos em guerra ou não estamos? Então porquê estão nos julgando ainda com leis de paz? Porquê ainda estão dando voz pra esses ONGs financiadas por entidades escusas de esquerda?? Quando vão autorizar a caçar nossos algozes?
Toda vez que morre um policial, a sociedade fica mais fraca e com menor poder de defesa, pois nós somos a garantia que a virgindade da sua linda filha não vai ser violada, somos o seguro do seu imóvel e a garantia que ninguém vai te dar dois tapas na cara e tomar o seu carro ou o seu jet ski  porquê é mais forte do que você!
Pensem nisso!
Por Luiz Lima


quarta-feira, 26 de julho de 2017

O Estado narco traficante.

Cabral confraterniza com os milicianos Natalino e Jerominho, em festa na Zona Oeste

O traficante Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, revela em livro que ajudou o ex-governador Sérgio Cabral na campanha de 1996 — quando o então deputado presidente da Assembleia Legislativa do Rio disputou o cargo de prefeito e perdeu. No texto, um manuscrito a que o EXTRA teve acesso com exclusividade, o traficante conta que a equipe de Cabral pediu o apoio dele no Complexo do Alemão e que o ex-governador esteve com ele durante uma hora num camarote na favela durante um show do Molejo.
Na época do encontro, Marcinho já chefiava o tráfico local. Cerca de um mês depois, ele foi preso em Porto Alegre. Marcinho VP foi condenado a 44 anos de prisão — 10 por tráfico e outros 34 por mandar matar duas pessoas, crime que ele nega.

O traficante considera que sua transferência para o sistema penal federal, em 2007, foi uma decisão de Cabral. Ele está há 10 anos nos presídios de segurança máxima. Marcinho chama o ex-governador de “ladrão” e “traidor”.
De acordo com o texto, ele convidou o então candidato e sua comitiva para um camarote instalado para o show do Molejo com cerca de 100 líderes comunitários. Ele lembra que Cabral subiu a comunidade com “fôlego, vitalidade e confiança”. Marcinho conta que o ex-governador fez elogios a juventude do traficante: “O futuro do país pertence a vocês, jovens”, teria dito Cabral, segundo Marcinho.

A defesa do ex-governador nega o encontro. O advogado Rodrigo Henrique Roca Pires, que representa Cabral, afirmou que nunca houve essa reunião, nem ajuda do traficante na campanha.
Apoio à Lava-Jato
O traficante também faz reflexões sobre a política. Marcinho afirma que a Operação Lava-Jato é um “sopro de esperança que varre o país e reacende o sentimento de orgulho nas pessoas de bem”. Ele também afirma que a operação é um patrimônio da sociedade brasileira e diz que agora os poderosos sabem que ela representa o fim de uma era de impunidade. Marcinho VP também fez comentários sobre a UPP. Para ele, faltou o estado fornecer assistência social. Ele admite que o crime tem um forte componente social.
Embora seja negado esse encontro de Cabral com o traficante em busca de apoio político, fica uma lembrança de um Cabral que buscou apoio de milicianos. As declarações de Fernandinho Beira Mar veiculadas na imprensa, nos deixa a certeza que o dito por Marcinho VP tem uma verdade já bem conhecido de nossos políticos.
Os velhos traficantes já não existem ou estão presos e os que ganham a liberdade são assassinados quando voltam à comunidade onde viveram. O Estado narcotraficante dominou.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Quem são nossos verdadeiros inimigos?


Soube esses dias que o oficial que vinha à frente da UPP Alemão, combatendo o crime naquele local, colocando cabines blindadas e com o discurso claro de que "não ia entregar o território para o marginais", foi movimentado pra outra unidade!
Reza a lenda de que o fato ocorreu por pressão de um núcleo específico do MP, Defensoria pública, ONGs, um tal de Raul Santiago e parte da mídia.
Ante o FATOS expostos, ficam as perguntas. Contra quem a PMERJ luta? A quem interessa uma Polícia fraca? Quem são nossos verdadeiros inimigos? 
#RumoAoNarcoEstadoBrasileiro
#AcordaBrasil
#Bolsonaro2018

Numa guerra quem não mata morre. É isso que os que tem o dever/poder de decisão estão submetendo seus comandados, à morte!
Será que há outro inimigo interno não identificado ou é comum também ao PMDB?


ONG Rio de Paz contra morte de policiais

ONG realiza ato na Lagoa contra morte de policiais no RJ.


A ONG Rio de Paz fez um ato na manhã desta terça-feira na Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul, em homenagem aos 91 policiais militares mortos em 2017 no Rio de Janeiro. Placas negras com nomes e motivos das mortes dos PMs foram colocadas na Curva do Calombo.
O último caso foi o do policial Hudson Silva de Araújo, de 46 anos, morto na comunidade do Vidigal, Zona Sul do Rio, no último fim de semana. Essa é a primeira vez que um policial é morto no Vidigal, desde a instalação da UPP, em janeiro de 2012.
A ONG mantém há dois anos na Lagoa uma bicicleta preta (em alusão ao médico Jaime Gold, assassinado à faca por adolescentes, em maio de 2015), cartazes com os nomes de todas as crianças mortas por bala perdida no Rio de Janeiro desde 2007 e um mural com a estatística oficial (ISP) de mortes violentas no Estado do Rio de Janeiro, que é atualizado mensalmente.
A ideia é que as placas e a bicicleta sejam mantidas no local, sendo retiradas somente quando a taxa de homicídio doloso do Estado cair para 10 vítimas por 100 mil habitantes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera epidêmico mais de 10 homicídios para cada 100 mil habitantes e a taxa do Estado do Rio de Janeiro encontra-se este ano na casa de quase 30/100 mil.

"A verdadeira luta pela defesa dos direitos humanos não tem lado. Não pode ser seletiva. Motivada por ideologia capaz de ignorar vítima de violação de garantias constitucionais e direitos fundamentais. Nossos policiais tombam quase que diariamente no Rio de Janeiro. Exercem sua profissão em condição subumana. Quando morrem, seus familiares são ignorados pelo poder público. Por isso, nos nossos dez anos de história, já realizamos mais de 10 manifestações públicas pelos direitos desses profissionais, sem cujo trabalho a vida em sociedade é inviável", afirma Antônio C. Costa, Fundador da ONG Rio de Paz.
Na manhã desta terça-feira (25), um PM foi baleado na barriga, enquanto estava na base do Morro do Telégrafo, na Mangueira, Zona Norte do Rio. Ele foi levado ao Hospital Quinta D'or.
Jornal do Brasil
Todas essas ONGs, organizações e comissões de direitos humanos um dia, lá atrás, se manifestaram pelo desarmamento da população. Se manifestaram no sentido de que se as armas legais fossem tiradas da população os crimes contra a vida diminuiriam sensivelmente.


E assim aconteceu, as armas foram retiradas e/ou dificultada sua aquisição. E os crimes contra a vida subiram ao numero assustador de mais de 60.000 ao ano. As armas que hoje estão matando não só os policiais, mas a sociedade, são modernos fuzis que chegaram às mãos de bandidos. Hoje, até um simples assalto a transeunte é realizado com um ou mais elementos armados de fuzil.
Mas será que essas “organizações” fariam uma manifestação pelo desarmamento dos marginais que ceifam dezenas de milhares de pessoas por ano? Não creio que toquem no assunto sem apontar quem lhes financia.
Quem financias ONGs?

A sociedade, hoje mais atenta, se manifesta nas ruas denunciando as diversas ONGs que agem contra a vontade da maioria, são simples instrumento de manipulação de informação.

Hoje tentam retomar confiabilidade, tentam fazer ver que atuam em conformidade com o povo. Mas não os vimos junto ao evento dos familiares de policiais em Copacabana.

Temer liberou R$ 2,1 bilhões para Congresso barrar denúncia


Um levantamento divulgado nesta segunda-feira (24) pela ONG Contas Abertas mostra que a tentativa do presidente Michel Temer de barrar a denúncia de corrupção passiva contra ele custou caro aos cofres públicos. O governo liberou apenas em julho metade de todo o orçamento empenhado ao longo de 2017.
Segundo dados da ONG, entre janeiro e 19 de julho de 2017, o governo federal liberou (empenhou) R$ 4,1 bilhões em emendas para parlamentares. As emendas são parte do plano do presidente para barrar na Câmara a investigação sobre o escândalo da JBS e tudo acabar em pizza.
A maior liberação desses recursos em 2017 aconteceu no mês de julho: R$ 2,1 bilhões empenhados (compromissos assumidos para pagamentos posteriores) para as emendas. Outro picos de “generosidade” de Temer em tempos de crise do governo aconteceu em junho: R$ 2 bilhões empenhados. Cabe ressaltar que as liberações acontecem enquanto o governo federal tenta administrar um rombo fiscal de R$ 139 bilhões.
Os dados consideram o empenho, isto é, a reserva de recursos para emendas individuais às despesas do Orçamento Geral da União (OGU). Os dados são do Siga Brasil, do Senado Federal.
Do total liberado em emendas em 2017, mais de 82% foi para deputados federais (R$ 3,5 bi) e o restante para senadores. No topo do ranking de beneficiados estão as bancadas estaduais do Maranhão, Roraima e Rio Grande do Norte.

 Para onde vão as emendas
A maior parcela das emendas liberadas estão alocadas em iniciativas da saúde. Cerca de R$ 2,1 bilhões foram destinados ao Ministério da Saúde. No topo da lista ainda estão o Ministério das Cidades (R$ 995,7 milhões) e o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (R$ 224,4 milhões). Os estados de São Paulo, Minas Gerais e Bahia serão os mais beneficiados.
Corte
O montante empenhado para emendas neste ano, representa mais de 70% do corte adicional que o governo federal irá fazer nas contas públicas. Na semana passada, o Ministério do Planejamento anunciou que mais R$ 5,9 bilhões serão contingenciados nas despesas do governo federal.
Cabe lembrar ainda que o governo aumentou as alíquotas do PIS/Cofins para gasolina, etanol e diesel. O presidente Michel Temer declarou que "a população vai compreender" a elevação "porque este é um governo que não mente, não dá dados falsos".

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Orgulho PMERJ!


Não são os policiais o orgulho da nossa PMERJ! É certo que, devido as mazelas do governo, extrapolam seus deveres, se submetendo ao risco de morte diário e que diariamente lhes ceifam vidas.


Mas vejo com orgulho maior as mulheres, viúvas e parentes que constantemente estão se manifestando pela vida de seus maridos, pais, irmãos sem serem ouvidas nem por eles.

Neste domingo em Copacabana me surpreendi com a quantidade, que chegou a cerca de 800 participantes, mas, como das outras vezes, me decepciono com a ausência dos maiores interessados e beneficiados pelo ato realizado, o policial militar.


Os homens e mulheres que ousam enfrentar bandidos fortemente armados com armas novas de ultima geração com seu ultrapassado arsenal sem manutenção, falhando sempre, e as viaturas caído aos pedaços precisando ser empurradas para pegar no tranco, se acovardam ou não dão valor ao que essas mulheres estão fazendo por eles.

Em seus discursos elas pedem, imploram a presença do policial militar, mas poucos vão.


Similar ao ocorrido nos bloqueios aos quartéis, os “Pexôtos” criticavam o que elas faziam, corroborando com as atitudes violentas tomadas contra elas.

Pelas redes sociais PMs estão clamando por suas vidas, estão se considerando heróis, clamam pelo apoio da sociedade; Mas...............Cadê eles? São desunidos, deixam mulheres sozinhas clamarem por eles?


Sinceramente? Toda vez digo que foi a ultima, mas havendo outras estarei presente. Só ver essas mulheres, orgulho e glória, me é suficiente comparado a decepção com a ausência do policial militar.


E a fila continua andando, durante o evento o cartaz com o numero de mortos teve que ser atualizado. E o PM , ainda vivo, não entende que  ele É o próximo.

domingo, 23 de julho de 2017

O Brasil dos delinquentes

A pobreza, o desempregado, o morador de rua, até mesmo os delinquentes da delinquência comum, são a consequência do que fizeram contra o país os grandes delinquentes que, no passado, eram chamados de "colarinho branco".

E a delinquência agora é delatada por outros delinquentes. O povo que hoje vê a delação do delinquente Marcos Valério - e que tem na maioria de sua população nascidos após 1970 - não conheceu as músicas feitas pelo compositor Juca Chaves contra as filhas de um presidente. Não sabe da história de um preso comunista, que perguntou ao coronel que lhe levava à cela: "Mas esse não é fulano de tal, marido de fulana de tal, querida do presidente fulano de tal?" 
O coronel respondeu: "É ele mesmo"
O comunista então falou: "Então essa não é cela de comunista. É cela de ladrão."
Se olharmos para muitos dos filhos dos políticos do passado, vemos que até hoje eles vivem como nababos, sem que seus pais nunca tenham trabalhado, e sim feito a vida política com as facilidades da corrupção.
Uma campanha eleitoral custa muito mais do que um político ganha em salários e benefícios em 20 anos de mandato, e a justiça nunca se preocupou em investigar isso. Como então esse político pode bancar campanhas milionárias, se não ganha este volume tão grande nem em 20 anos de mandato? 
A justiça nunca se preocupou em saber como esses senhores, que vinham do norte, nordeste ou do sul longínquo, chegavam no Rio e tinham dinheiro para bancar suntuosos apartamentos que, na época, já valiam muito. Num prédio onde moravam dois banqueiros, morava também um político que se dizia honesto. Esses apartamentos não valiam, naquele tempo, os 20 mil dólares por metro quadrado de hoje, mas de qualquer maneira não era só na atividade política que eles ganhavam o que lhes permitisse morar nas regiões mais ricas e caras do Rio, que sempre teve proporcionalmente o metro quadrado mais caro do país.
Hoje, alguns pensam que inventaram a roda, como se no passado ela fosse quadrada. Há políticos "honestos" que, com nepotismo, conseguiram eleger todos os filhos, como se a política no Brasil fosse as capitanias hereditárias. Deixou de ser atividade vocacional para ser uma profissão rentável.
Não há político abaixo de 40 anos - com raríssimas exceções - que não seja filho ou neto de político. Filhos que tiveram pais cassados choramingam pelo sofrimento de seus pais que, num processo democrático, jamais poderiam ter sido cassados. Mas eles esquecem que a cassação deles foi diferente dos cassados ideológicos, que também não deveriam nunca ter sido cassados. Deveriam ser banidos apenas pelo voto. Mas alguns desses que choramingam são conscientes que o afastamento de seus pais da vida pública não foi por razões ideológicas, e sim por ordem moral. 
Hoje, a corrupção se instalou de uma forma endêmica. Só existe morto de fome quando não existe trabalho para que o faminto se alimente. E só existe esse volume de corrupção porque nunca houve justiça que a punisse. Então, não venham agora imaginar que inventaram a roda.
O mais triste disso tudo é a vergonha que o Brasil e a dignidade do povo brasileiro passam quando brasileiros, que vão ao exterior posando de grandes senhores, falam mal do próprio país. A quem interessa o processo jurídico brasileiro, se não aos próprios brasileiros? Por que falar mal do Brasil lá fora? 
Prestes, quando na assembleia francesa, falou mal do Brasil e vários líderes do próprio partido questionaram o velho comandante. Um companheiro disse a ele: "Do seu país, somente fale mal dentro dele". 
Só se pode falar mal do seu país fora dele se, dentro dele, não houver mais tribuna para se falar, ou se você for expulso e impedido de expor, em suas terras, as mazelas da própria pátria.


“No Rio se governa com o crime, e não contra o crime”


Na manhã de sexta-feira (21), o estado do Rio de Janeiro registrou a 90ª morte de policial desde o início de 2017. Só nos primeiros dois meses do ano, os números de homicídios dolosos e de mortes em intervenções policiais foram os mais altos dos últimos cinco anos. Enquanto isso, o presidente Michel Temer afirmou em junho que quer "começar um experimento [...] para fazer operações no Rio", ao falar sobre o plano de segurança federal para o estado. "O Rio de Janeiro não precisa de experimentos. Precisa de ações efetivas", rebateu o deputado Zaqueu Teixeira (PDT), membro da Comissão de Segurança e Assuntos de Polícia da Alerj.
"Precisamos de recursos para estimular nossos policiais e colocar seus direitos salariais em dia. Precisamos investir em tecnologia para a Polícia Civil trabalhar com mais eficácia ainda, além do estabelecimento de protocolos de segurança em incursões policiais", afirmou o deputado, que também defendeu mais investimento em infraestrutura e treinamento para agentes da segurança pública. Para ele, as declarações do presidente “apenas reafirmam o 'Fora, Temer' com urgência."
De acordo com a professora do Departamento de Segurança Pública da Universidade Federal Fluminense, Jacqueline Muniz, o "experimentalismo" citado por Temer é "precário e sem diagnóstico". Segundo ela, essa afirmação "nega 30 anos de experiências no estado".
"Aqui no Rio de Janeiro se governa com o crime, não contra o crime. O que tem alimentado o caixa 2 em campanhas no Rio de Janeiro historicamente tem sido o dinheiro das milícias e de segmentos criminosos", afirmou.
"A magnitude de investimentos no Rio de Janeiro foi infinitamente maior do que qualquer outro estado brasileiro desde os Jogos Panamericanos, em 2007. Esses investimentos foram capitaneados pelos grandes eventos realizados desde então. Em dez anos, se gastou cerca de R$ 20 bilhões na perspectiva de se deixar algum legado. Se gastou muito, mas se gastou mal”, afirmou a professora. "A política de segurança no Rio vai de prioridade circunstancial a prioridade circunstancial", complementou.
De acordo com o deputado do PDT, o problema de gestão continua, no âmbito estadual e federal. "O deputado Rodrigo Maia, como presidente da Câmara dos Deputados, tem se mostrado omisso com nosso estado. Ainda não tivemos ajuda real e efetiva para o Rio de Janeiro. O Regime de Recuperação Fiscal, que ele aprovou, até hoje não produziu nenhum efeito, além de tirar direitos dos servidores e colocar à venda as ações da Cedae." Segundo ele, o plano vai agravar a situação do estado nos próximos anos.
Zaqueu também não poupou críticas ao governo estadual. "O governo do Rio está perdido. O plano de segurança baseado na ocupação territorial para garantir a segurança nas Olimpíadas e Copa do Mundo já não produz o mesmo resultado. As UPPs (Unidade de Polícia Pacificadora) já não cumprem o papel planejado", disse ele. "A segurança pública atua lentamente, feito um paquiderme, e o crime avança na imobilidade e na falta de novas formas de atuação para conter a violência e a criminalidade."
O raciocínio de Jacqueline, que é pós-doutora em Estudos Estratégicos e de Segurança, vai na mesma linha neste ponto. "O Rio tem sido pródigo em confundir programas de policiamento com políticas de segurança. Para que o efeito do policiamento tenha êxito, você precisa de uma política que interfira na infraestrutura social e urbana e que possa maximizar o efeito da polícia. Pois todo efeito de policiamento é provisório e limitado no tempo."
Ela citou como exemplo a atuação das UPPs. "Era previsível que elas iam chegar em uma curva de estabilização e o 'efeito UPP' ia cair. Precisávamos de outras coisas no âmbito da segurança pública, que garantissem que o efeito pudesse se sustentar a médio e longo prazo", afirmou. 
"Quase 40% dos recursos da polícia foram alocados nas UPPs, que não conseguem nem cobrir a totalidade das áreas nas quais foram implementadas. O projeto foi mal direcionado por causa de ingerências políticas com finalidades eleitoreiras. Ou seja, sabotaram o planejamento e a gestão do projeto, que tinha um efeito limitado no tempo, já que o sucesso da UPP era o próprio fim dela", ressaltou.
Para a professora, as UPPs não podem ser classificadas como uma política de segurança pública, e sim uma política de policiamento especializada para determinadas áreas. "Elas sequer podem ser generalizadas como uma programa amplo de policiamento. Gastou-se muito dinheiro, multiplicou-se UPPs sem pernas para isso. O Rio aumentou em torno de 30% o seu efetivo, se tornando a polícia que mais cresceu no Brasil. Porém, aumentou-se a polícia e o policiamento foi reduzido. O governo fez uma mágica inacreditável."
O reflexo dos gastos insustentáveis feitos pelo governo pode ser visto na atividade dos próprios policiais, de acordo com o deputado Zaqueu Teixeira. "Com o caixa vazio, a equipe de segurança tenta manter o que foi feito às custas de muitos investimentos. A conta não está fechando." Ele lembrou que os policiais estão sem receber o Regime Adicional de Serviço (RAS), horas extras, regime de metas e 13º salário. "Ainda assim eles têm que defender a sociedade com o sacrifício da própria vida."
Para Jacqueline, a origem do problema é a busca de resultados de curto prazo para fabricar resultados eleitorais. "Mas resultado eleitoreiro só pode ser um: tiro, porrada e bomba. O modelo de guerra contra o crime se exauriu. Mostrou sua incapacidade, sua incompetência de produzir o resultado que tanto esperavam. O dedo nervoso mata muito do lado de lá e mata muito do lado de cá. E a dinâmica criminal que tem sua perna dentro da política segue intacta."
Zaqueu também fez uma análise sobre a migração e a adaptação do crime como resultado dessas medidas de curto prazo apontadas por Jacqueline. "Hoje, o bunker do crime organizado está localizado na Pedreira e no Chapadão [ele ressaltou que antes o crime tinha como centro o Complexo do Alemão], e o governo não sabe responder à nova dinâmica implantada pelo crime organizado, que tem um novo ingrediente: a entrada da facção paulista na guerra entre quadrilhas pela expansão de territórios."
Ele destacou também a expansão do crime para a Baixada Fluminense. "Em Queimados, que era uma cidade tranquila, a criminalidade tomou conta de tudo. Migrou para toda a Região Metropolitana e para o interior. Com essa migração, eles descobriram e implantaram novos mercados consumidores, além de estabelecerem a mesma dinâmica de controle territorial das comunidades do município do Rio."
Com o objetivo de tentar reduzir o problema da violência no estado, o deputado apontou que a Comissão de Segurança da Alerj apresentou ao Ministro da Justiça uma agenda de propostas para atuação na segurança pública do Rio. "No encontro em Brasília, sugeri que fossem incorporados à Força Nacional de Segurança [enviada ao Rio pelo governo federal] policiais civis e militares do Rio, pagos diretamente pela União, para que eles ajudassem no combate ao roubo e furto de cargas, que cresceu quase 70%." Porém, segundo o deputado, até agora nada de concreto foi feito. "Não adianta mandar mais agentes de fora do estado. Eles não conhecem a topografia do Rio", acrescentou. 
Para a professora da UFF, uma mudança desse quadro só começaria com uma "mudança de mentalidade". "Nós temos que reconstruir um governo com legitimidade. Sem legitimidade nada é possível. Precisamos aplicar um repertório de boas práticas, diagnosticados, capazes de produzir resultados. Não tem nenhuma novidade vinda do além", concluiu.
Felipe GelaniJB

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Insegurança Pública


Quando não se quer resolver um problema, reúnem-se os governantes. Tiram fotos e dizem estar discutindo o problema. Depois, uns jogarão culpa nos outros e a população vai seguir à mercê do banditismos guerrilheiro instalado no Rio.
Segurança é responsabilidade de todos e principalmente das três esferas de governo. O crime tem que ser confrontado, combatido sem concessões.
O clima é de guerra e numa guerra, as ações não podem ser normais.

Policiais não podem ser caçados e mortos sem uma reação do Estado de forma estruturada e com o devido uso de força letal. Quem com ferro fere, com ferro deve ser conferido.
É preciso que as polícias, em conjunto com as forças armadas, atuem de forma integrada e organizada para prender e desarmar os bandidos fortemente armados que subjugam a população das comunidades carentes e os moradores do asfalto.
Ações cirúrgicas e pontuais devem ser desenvolvidas para extirpar esse câncer social.

Só com o esforço conjunto utilizando inteligência, massa e força é que teremos condições de reverter essa situação de calamidade pública.
Marcelo Itagibadelegado da Polícia Federal, ex-secretário de Segurança Pública do Estado do Rio e ex-deputado federal

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Crise da corrupção pode resultar em eleição de "Trump brasileiro"

'Huffington Post' diz que consequências podem ser globais caso Bolsonaro seja eleito.



 O diário norte-americano The Huffington Post publicou nesta quinta-feira (20) uma longa matéria sobre a crise da corrupção que assola o meio político do Brasil, assim como grandes empresas, faltando pouco mais de um ano para as eleições presidenciais que acontecem em outubro de 2018.
O noticiário diz que a potência não-nuclear do mundo e a quarta maior democracia está em meio a uma crise política que parece que não acaba nunca. Nos últimos três anos, o crescente escândalo de corrupção do Brasil envolveu centenas de políticos, a presidente Dilma Rousseff foi deposta e o ex-presidente do país, Luiz Inácio Lula da Silva, foi condenado a quase dez anos de prisão e o atual mandatário está em vias de ser retirado do seu cargo.
Post avalia que a condenação e possível prisão de um ex-presidente, potencial candidato para as eleições presidenciais do próximo ano, levará o Brasil à uma crise ainda maior. Mas também deve causar preocupação para o resto do mundo. Sem um Brasil estável, será difícil - talvez impossível - resolver os problemas internacionais mais urgentes do planeta.
"O mundo precisa do Brasil", disse Mark Langevin, chefe do Instituto do Brasil na Escola de Assuntos Internacionais Elliott da Universidade George Washington.

Post avalia que a condenação e possível prisão de um ex-presidente, potencial candidato para as eleições presidenciais do próximo ano, levará o Brasil à uma crise ainda maior.

O maior recurso natural do país, a floresta amazônica, é crucial na luta global contra a mudança climática, e o debate sobre como protegê-lo continua sem resolução. O presidente do Brasil, Michel Temer, está em vias de aprovar uma legislação que remova proteções de uma área da Amazônia equivalente ao tamanho de Portugal. E após anos de progresso substancial cortando as emissões de gases de efeito estufa durante a gestão de Lula da Silva, essas emissões voltaram a aumentar nos últimos anos.

O Brasil também está no bom caminho para se tornar o maior exportador de alimentos e produtos agrícolas na próxima década. É o responsável por quase um quinto da água doce disponível no mundo e está entre os principais produtores de biocombustíveis sustentáveis, o que significa que o país está posicionado para ajudar a enfrentar os efeitos potenciais das mudanças climáticas - incluindo a escassez de alimentos e água em certas partes do mundo, acrescenta HP.
As fortes relações do Brasil com a China e a melhoria das relações com outras potências mundiais - incluindo os EUA, a Rússia e a União Européia - também permitem que ele se envolva em "um grande ato de equilíbrio" entre nações com relações mais adversárias, disse Langevin.
"Você não pode ter uma discussão séria sobre as mudanças climáticas, a sustentabilidade, a segurança alimentar, se o Brasil não estiver na mesa", disse Paulo Sotero, diretor do Instituto do Brasil no Woodrow Wilson International Centre for Scholars, com base em Washington Think tank.
Mas, acrescentou, "o Brasil que tem que estar à mesa é um Brasil credível, um Brasil que está sendo gerenciado politica e economicamente de maneira apropriada".
Ai que está o problema. Agora, a cadeira da presidência do Brasil parece desocupada.O escândalo de corrupção é uma grande razão para isso, aponta o Huffington. Lula não é o primeiro, nem será o último político a sucumbir à Lava Jato. Temer, atual presidente do Brasil, também está enfrentando acusações de corrupção e suborno que poderiam desencadear processos de impeachment no Congresso e seus críticos alegaram que seu apoio à lei de desmatamento amazônico é uma moeda de troca para ganhar o apoio da importante bancada ruralista. 
Original em: Huffpost

Você pode fazer algo!


Estou deitada na cama de um quarto de plantão.
Trabalhei por 20h e mesmo assim não consigo dormir.
Só chorar.
Mas pra você, talvez hoje seja uma boa noite.
Você que está na sua cama quentinha, na sua casa, bem alimentado, com algumas frustrações normais do dia a dia porém, vivo.
Deputado protegido por sua segurança armada de fuzis.

Talvez seja uma boa noite para os políticos que têm 50 seguranças garantindo a paz do sono deles. Que têm helicóptero à disposição para os deslocamentos, assim não estão sujeitos a arrastões, assaltos, sequestros…
Deputado e sua segurança constante.

Políticos que não vivem nossa realidade de medo, insegurança, instabilidade… E por não serem atingidos pela podridão da sociedade, simplesmente não estão nem um pouco preocupados com os milhões que são atingidos todos os dias. Simplesmente não pretendem fazer nada para mudar o cotidiano de terror que vivemos.
Hoje deu entrada neste hospital um policial militar.
Atingido por um tiro na cabeça.
Chegou ainda com vida, trazido por quatro outros policiais que, desesperados como quem transportassem seus próprios pais ou irmãos, gritavam tentando mantê-lo acordado.
“Estamos contigo, parceiro. Você vai ficar bem. Nós estamos aqui com você.”
E assim o entregaram aos cuidados da equipe.
Tudo foi feito.
Em perfeita sincronia a rotina de trauma foi realizada e em pouquíssimo tempo estávamos na sala do centro cirúrgico com um neurocirurgião a postos para o procedimento.
A anestesia trabalhando firme, a cirurgia atuando com rapidez e precisão.
Terminou o procedimento. Mas ele faleceu.
Não, essa história não tem um final feliz.
E sim, eu chorei.
Fiz um sinal da cruz no peito dele e saí da sala de cirurgia aos prantos, soluçando… E ainda estou chorando.
Porque não me conformo em perder um policial.
Não me conformo viver numa sociedade tão doente que trata esses homens como bandidos, corruptos.
Fico revoltada de ver como esses caras morrem sem um mínimo de dignidade, com um tiro dado por um marginal, mequetrefe, sem vergonha.., um filho de chocadeira.
Não consigo aceitar a desvalorização dos policiais militares.
Esses caras são heróis!!!!!
Eles botam a farda e sobem o morro pra catar bandido. Pra prender, pra matar.. Não importa.
A função deles é tirar o bandido de circulação pra que VOCÊ não seja assaltado.
Pra que VOCÊ não seja sequestrado.
Pra que SUA ESPOSA não seja estuprada.
Eles arriscam a vida deles por VOCÊ!!!!!!
Por um salário de merda, com um treinamento de merda, com equipamento de proteção pessoal de merda e armamento de merda, eles sobem o morro por VOCÊ.
E como a sociedade retribui???
Rotulando que todo policial militar é bandido.
Todo policial militar pratica abuso de poder.
Todo policial militar é corrupto.
NÃO!!! ELES NÃO SÃO!!!!
Eles são filhos de alguém. Irmãos de alguém. Amigos de alguém. Pais de alguém.
E, repito, saem todos os dias de casa, arriscando a própria vida POR VOCÊ.
É inadmissível o que vêm acontecendo.
Bandido pode matar policial com tiro nas costas que não acontece nada.
Ele é uma pobre vítima da sociedade… E o bandido tava só se vingando do policial malvado que incitou ódio quando deu dura no bandido de forma ultrajante. Coitado do bandido. Ele é gente. O policial não podia tê-lo tratado assim. Policial malvado! A culpa é sua que despertou o ódio num pobre menino de comunidade que nunca teve acesso à nada e foi discriminado por você.
NÃO!!!!
Meu Deus, NÃO!!!!!
Enquanto isso, se um policial atira num bandido, é afastado da corporação, responde à sindicância, perde o direito de atuar.
A polícia está coagida.
Não tem mais um pingo de autonomia.
Resultado?
Policiais morrendo a 3 X 4.
O de hoje, foi só mais um.
Uma estatística. Um número. Um qualquer.

Fazem um enterro bonito, com honras militares e tá resolvido. Vida que segue.
Político falar sobre morte de policial não dá voto.
Falar sobre morte de meninos negros da favela é que dá.
Porque a população odeia policial. Eles são uns babacas corruptos mesmo.
É com os meninos negros que a população se identifica.
PAREM, PAREM, PAREM, PELO AMOR DE DEUS!!!!
Não pode um homem que arrisca sua vida pela sua, morrer tão anônimo, tão indignamente, tão desprezado.
Não pode, Meu Deus. Não pode.
Até quando eu vou ter que ouvir os gritos de desespero das mães dos policiais ecoando nos corredores dos hospitais quando dou a notícia que o filho delas faleceu???
Até quando eu vou ter que consolar uma mãe que diz “como eu vou viver sem nunca mais ver meu filho?”
Até quando eu vou ter que escutar “o filhinho dele de 2 anos é tão apegado com o pai… como vai ser agora??”
Escutar “como eu vou aguentar ver meu filho de 24 anos num caixão?”
Até quando, Meu Deus, até quando????
Parafraseando meu grande amigo e brilhante médico Leandro Cacciari que atuou comigo na sala de trauma hoje, lavando minha farda, plena de sangue do policial, eu pensava: “sempre que eu lavar minha farda suja de sangue, esse sangue nunca vai ser o meu. mas sempre vai ser de algum militar. e eu sinto um puta orgulho de ter escolhido prestar assistência a esses homens que me defendem, te defendem, nos defendem.”
E peço a Deus que esse orgulho dos militares alcance outras pessoas…
Porque quando eu disse para a mãe dele hoje “seu filho morreu como um herói. lembre-se dele sempre com muito orgulho. nunca deixe que te digam o contrário sobre ele.”, eu estava falando de coração.
Descanse em paz, Eric.
Eu tenho muito orgulho de você.