quarta-feira, 9 de agosto de 2017

O poder de Polícia sempre respeitado.

POLÍCIA DOS EUA DÁ LIÇÃO SOBRE “PODER DE POLÍCIA” E ENCERRA SHOW DE SIMONE E SIMARIA.

Miami – 28.07.2017 – River Yacht Club   Com o show da dupla Simone e Simaria, a noite era para ser de festa para o público brasileiro nos EUA. O local estava super lotado. A organização foi precária, haja vista as muitas reclamações nas redes sociais...


Com o show da dupla Simone e Simaria, a noite era para ser de festa para o público brasileiro nos EUA.
O local estava super lotado. A organização foi precária, haja vista as muitas reclamações nas redes sociais de pessoas que estiveram no local.
O som estava alto e passou a incomodar moradores vizinhos na madrugada de sábado.
Além disso, várias brigas teriam acontecido no transcorrer do evento.
A polícia americana recebeu várias reclamações através do fone 911.
Rapidamente, algumas viaturas se dirigiram ao clube onde se realizava o evento musical.
Os policiais constataram algumas irregularidades e não quiseram conversa com os organizadores e nem com as cantoras sertanejas brasileiras.
O primordial era fazer cumprir as leis locais.
Com o show ainda rolando, sem dar maiores explicações, a polícia americana desligou o som e deu por encerrado o show musical, sem sequer permitir que as cantoras se despedissem do público.
A assessoria das cantoras se manifestou sobre o ocorrido:
” Faltando quinze minutos para o encerramento do show, a polícia adentrou o local e obrigou o término imediato da apresentação, impedindo até que as cantoras se despedissem do público. A produção de S&S tentou impedir que isso ocorresse, já que a casa tinha a liberação de funcionamento até as 2h, mas os próprios policiais se dirigiram até a mesa de som e desligaram os equipamentos “.
Outro fato que chamou a atenção, é que ninguém reclamou ou tripudiou sobre a decisão policial. Todos foram embora imediatamente, aceitando a determinação unilateral.
Isso no direito chama-se “Poder de Polícia”, que é a “faculdade que tem o Estado de limitar e condicionar o exercício dos direitos individuais, a liberdade e a propriedade, tendo como objetivo a instauração do bem-estar coletivo”, conforme preceitua a jurista Maria Sylvia Di Pietro.
Quem já viajou para os EUA, sabe que a polícia americana não é muito de conversar e pedir explicações. Quando constata que alguém está cometendo alguma irregularidade, o policial simplesmente cumpre a lei. Cabe ao infrator ficar calado e responder apenas às perguntas que lhe forem feitas.
Se o detido não acatar as ordens do policial, poderá responder por outros crimes com penas duras e sem benefícios, como por exemplo: desacato, desobediência, resistência à prisão e perjúrio, se eventualmente mentir para a polícia.
Se o presente fato acontecesse no Brasil, com certeza teríamos rapidamente uma enxurrada de críticas ao trabalho dos policiais, que seriam chamados de arbitrários, despreparados e ainda seriam acusados de terem praticado crime de abuso de autoridade.
Portanto, democracia sem poder de polícia vira bagunça, desarranjo social, insegurança jurídica e prevalência da vontade dos desordeiros, vândalos e arruaceiros contra os ditames da lei.

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