terça-feira, 31 de outubro de 2017

"Comandantes de batalhão são sócios do crime organizado no Rio"

"Comandantes de batalhão são sócios do crime organizado no Rio", diz ministro da Justiça.
Torquato Jardim contesta tese de assalto em morte de comandante de batalhão do Méier.


O ministro da Justiça, Torquato Jardim, fez críticas contundentes ao governador Luiz Fernando Pezão e à segurança pública do Estado do Rio de Janeiro, em entrevista ao Blog de Josias de Souza, no portal UOL, nesta terça-feira (31). Segundo Jardim, Pezão e o secretário de Segurança, Roberto Sá, não têm nenhum controle sobre a Polícia Militar.
"Nós já tivemos conversas — ora eu sozinho, ora com o Raul Jungmann (ministro da Defesa) e o Sérgio Etchegoyen (chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência) —, conversas duríssimas com o secretário de Segurança do Estado e com o governador. Não tem comando", afirmou Jardim, acrescentando que o comando da PM fluminense decorre de "acerto com deputado estadual e o crime organizado". 
Ainda segundo Torquato Jardim, a morte do comandante do 3º Batalhão da PM (Méier), Luiz Gustavo Teixeira, na última quinta-feira (26), trata-se de um "acerto de contas", e não de um assalto. ''Esse coronel que foi executado ninguém me convence que não foi acerto de contas. Ninguém assalta dando dezenas de tiros em cima de um coronel à paisana, num carro descaracterizado. O motorista era um sargento da confiança dele”, afirmou o ministro. "Comandantes de batalhão são sócios do crime organizado no Rio", completou Jardim.

O ministro afirma que com Pezão "não será possível" melhora na situação da segurança do estado - "a virada da curva ficará para 2019, com outro presidente e outro governador" - e que, diante do fato de que "a milícia está tomando conta do narcotráfico" em decorrência da prisão de chefes do tráfico, essa horizontalização deu mais poder aos comandantes de batalhões da PM.
"Não tem um chefão para controlar. Cada um vai ficar dono do seu pedaço. Hoje, os comandantes de batalhão são sócios do crime organizado no Rio", sentencia Torquato Jardim.
O governo do Rio divulgou nota a respeito das declarações do ministro. Na nota, Pezão reforça que o governo do estado e o comando da Polícia Militar não negociam com criminosos.

Veja a nota: 
NOTA À IMPRENSA
O governador Luiz Fernando Pezão afirma que o governo do estado e o comando da Polícia Militar não negociam com criminosos, ressaltando que "o comandante da PM, coronel Wolney Dias, é um profissional íntegro". O governador destaca ainda que o ministro da Justiça, Torquato Jardim, nunca o procurou para  tratar do assunto abordado pelo ministro na entrevista concedida ao UOL. Pezão frisa também que as escolhas de comandos de batalhões e delegacias fluminenses são decisões técnicas e que jamais recebeu pedidos de deputados para tais cargos.


Gostaria muito de não ter tomado conhecimento disso, mas, quando as palavras partiram de um Ministro da Justiça, não há como ignorar. E o mesmo deveria ser feito pelo Governador do Estado do Rio de Janeiro, pelo Secretário de Segurança Pública que diz ter plena confiança no Comandante Geral PMERJ A quem deu carta branca nas escolhas dos comandos e do próprio Comandante PMERJ, pois, foram diretamente atingidos pelas acusações.

Mas peca o Ministro da Justiça ao se referir à cena do crime, o Coronel estava fardado dentro da viatura e seu motorista não é sargento e sim cabo. Mas certamente visualizando o cenário pode-se ver apontando para execução, o carro dos assassinos parou na frente do carro oficial descaracterizado e onde o coronel fardado poderia ter sido visto no interior. 

Pela posição dos veículos, se tem a impressão que o carro do coronel foi interceptado.

Com este bloqueio saíram atirando, acertando o coronel que não teve tempo de reação, morrendo sentado no banco. Já o cabo, teve tempo de saltar e se abrigar atrás da porta do motorista, que estava crivada de tiros, tendo sido acertado na perna e os meliantes partido em fuga.
As palavras do Ministro deixam a sociedade do Rio de Janeiro mais apavorada do que já está com a liberdade com que bandidos fortemente armados agem e, deve ser questionado, junto aos que acusa sobre as fontes de suas palavras.




Cabral ainda tem "cacife" pra comprar Gilmar?

Gilmar Mendes vai julgar pedido da defesa de Cabral contra transferência.

Relator no Supremo Tribunal Federal (STF) de pedidos de habeas corpus e recursos da Operação Lava Jato e investigações derivadas no Rio de Janeiro, o ministro Gilmar Mendes será o responsável por julgar o pedido da defesa de Sérgio Cabral para evitar sua transferência do ex-governador do Rio para o presídio federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.
O habeas corpus dos advogados de Cabral contra a transferência, que pode ocorrer a qualquer momento, foi apresentado ao Supremo nesta segunda-feira (30). Os advogados pedem "a concessão de uma medida liminar, a fim de que o paciente seja mantido da unidade prisional de Benfica, ao menos, até o desfecho desta impetração".
Na petição, os advogados ainda afirmam que a transferência pode colocar a segurança do ex-governador em risco, já que Cabral se empenhou para obter a transferência de vários criminosos de alta periculosidade para presídios federais. O mesmo pedido já foi rejeitado por todas as instâncias da Justiça.
Sergio Cabral é o maior criminoso do Rio de Janeiro, diz Marcinho VP.

"Aliado a tudo isso está o fato de que o presídio federal eleito para receber o paciente, em Mato Grosso do Sul, abriga dez criminosos oriundos do Rio de Janeiro, dentre os quais certamente estão alguns dos meliantes para lá transferidos por iniciativa ou provocação do próprio paciente”, argumenta a defesa.
Na Corte, os processos ligados a desdobramentos da Lava Jato no Rio estão sob cuidados do ministro Gilmar Mendes.

Baixaria entre Ministros do STF

A transferência de Cabral foi determinada semana passada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, e mantida pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em seguida, o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), ligado ao Ministério da Justiça, escolheu o presídio de Campo Grande (MS), uma das quatro unidades federais, para receber Cabral.
No presídio federal, Cabral será monitorado por câmeras de segurança 24 horas por dias. Visitas só são permitidas uma vez por semana, no pátio da unidade, com tempo limitado a três horas. Os presos permanecem 22 horas por dia sozinhos na cela de sete metros quadrados. As duas horas restantes são destinadas ao banho de sol.

                         Sergio Cabral e Marcelo Bretas discutem em interrogatório

A transferência do ex-governador foi pedida e autorizada na segunda-feira (23), depois de uma discussão com o juiz Marcelo Bretas, durante um interrogatório. Cabral criticou a denúncia contra ele, afirmando que era um "roteiro mal feito de corta e cola", que está sendo injustiçado e que o juiz deveria conhecer sobre joias já que a sua família teria negócios com bijuterias. Bretas rebateu afirmando que não recebeu "com bons olhos" o interesse de Cabral de informar que sua família trabalhava com bijuterias. "Esse é o tipo da coisa que pode ser entendida como ameaça”.  O advogado do ex-governador pediu uma pausa no depoimento, e o juiz concedeu. Mais tarde, Bretas acabou aceitando o pedido de transferência de Cabral para um presídio federal feito pelo Ministério Público Federal (MPF).
Além dos supostos negócios da família do juiz no ramo de bijuterias, Cabral também falou, durante o interrogatório, de suposta concretização da delação de Renato Pereira, ex-marqueteiro do PMDB. 
"Durante o interrogatório do senhor Sérgio Cabral, ele mencionou expressamente que, na prisão, recebe informações inclusive da família desse magistrado, o que denota que a prisão no Rio não tem sido suficiente para afastar o réu de situações que possam impactar nesse processo", afirmou o procurador Sérgio Pinel.
Bretas acatou o pedido de transferência, afirmando que este tipo de declaração é "inusual". "Será que representa alguma ameaça velada? Não sei, mas fato é que é inusual", disse, acrescentando: "É no mínimo inusitado que ele venha aqui trazer a juízo, numa audiência gravada, a informação de que recebe ou acompanha a rotina da família do magistrado. Deixa a informação de que, apesar de toda a rigidez [do presídio no Rio], que imagino que aja, aparentemente tem acesso privilegiado a informações que talvez não devesse ter", disse o juiz.
A defesa de Cabral argumenta que os fatos citados no interrogatório são de conhecimento público. 


domingo, 29 de outubro de 2017

Votos nulos anulam uma eleição? NÃO!


Há um mito em que se acredita que o voto nulo e o branco podem anular uma eleição, bem como podem beneficiar, de alguma forma, um ou outro candidato, interferindo no Quociente Eleitoral e Partidário. Isso não acontece. Voto válido é aquele dado diretamente a um determinado candidato ou a um partido (voto de legenda). Apenas os votos válidos contam para a aferição do resultado de uma eleição.
Se mais da metade do resultado for de votos brancos ou nulos, o pleito não será cancelado e a apuração será feita com base no restante dos votos.
O secretário judiciário Fabio Moreira Lima explica: “Se mais de cinquenta por cento dos eleitores, abrirem mão do seu voto, na verdade o eleitor estará abrindo mão de participar do processo eleitoral, mas o processo eleitoral irá acontecer, quanto mais abstenções nesse sentido tivermos, teremos uma quantidade menor de pessoas decidindo o destino de todos”.

A aferição do resultado de uma eleição está prevista na Constituição Federal de 1988 que diz, em seu art. 77, parágrafo 2º, que é eleito o candidato que obtiver a maioria dos votos válidos (somente), excluídos os brancos e os nulos.


ERRO DE INTERPRETAÇÃO 
A confusão ocorre, muito provavelmente, devido ao erro de interpretação com relação à anulação das eleições, prevista no artigo 224 do Código Eleitoral (Lei Federal nº 4.737/65) que prescreve: “Art. 224. Se a nulidade atingir a mais de metade dos votos do país nas eleições presidenciais, do Estado nas eleições federais e estaduais ou do município nas eleições municipais, julgar-se-ão prejudicadas as demais votações e o Tribunal marcará dia para nova eleição dentro do prazo de 20 (vinte) a 40 (quarenta) dias.”
A nulidade prevista no artigo citado é aquela decorrente das causas elencadas nos artigos 220 e 221 do Código Eleitoral em que ocorre fraude, coação, utilização de falsa identidade, entre outros. Assim, supondo que mais da metade dos votos de uma determinada eleição foram realizadas com identidade falsa, nesse caso, os votos seriam anuláveis e o Tribunal Regional Eleitoral  deveria marcar outra eleição.

Por ignorância ou dolo difundem falsa informação de que mais de 50% de votos nulos anula eleição. Não é verdade! Se num universo de 200.000 eleitores só houver 10 votos válidos, eles decidirão a eleição. A falsa informação só beneficia a esquerda com seus estrumes candidatos.

Me aponte solução!


É muito fácil ser CONTRA intervenção militar!
É muito fácil mandar os intervencionistas estudar história!!
É muito fácil nos chamar de LOUCOS por pedirmos o fim dos TRAIDORES da Pátria! Etc, Etc, Etc...

01 – Difícil mesmo é estar nas ruas Lutando contra os CANALHAS travestidos de REPRESENTANTES do POVO, inclusive dos que se dizem CONTRA a INTERVENÇÃO MILITAR!

02 – Difícil mesmo é ouvir de você que se declara CONTRA a INTERVENÇÃO MILITAR uma SOLUÇÃO para o que estamos vivenciando.

03 – Difícil é testemunhar um povo OMISSO morrer CALADO.

04 – Difícil é uma “SUPREMA CORTE”  estar certíssima quando dois ministros acusam um ao outro de serem SOLTADORES de BANDIDOS.


05 – Realmente é muito difícil lutar por Justiça num País que foi IDIOTIZADO  e sofre da ENFERMIDADE da SÍNDROME dos POMBOS! (Os pombos sabem voar alto, mas contemtam-se com as MIGALHAS jogadas ao chão) 

(Jorge Xiada)

sábado, 28 de outubro de 2017

Coronel Teixeira deve estar revoltado com isso.


Policiais militares estão denunciando que trabalharam por mais de 30 horas ininterruptas após a morte do Coronel Teixeira, Comandante do 3º BPM. Durante esse período, muitos passaram mal e procuraram assistência médica.

Folgas foram suspensas por tempo indeterminado, para fazer o cerco ao Complexo do Lins e ruas do Grande Méier.

Sem alternativa policiais estão comprando água e comida com o próprio dinheiro e,os que não tem, ficam com fome e sede.

Policiais que chegaram na Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP) às7h desta sexta feira, dia 27 de outubro, para assumir um serviço de 12 horas e que portanto deveriam ter sido rendidos as 19 h, continuaram trabalhando até o final da manhã de sábado, dia 28.

Eles receberam a escala no final da noite e foram para o Complexo do Lins, área de responsabilidade do 3º BPM, às 21h e 30min.

Completaram 30 horas de serviço, para o qual foram abastecidos com somente uma garrafa de água.

Por volta de meia noite receberam comunicados com autorização para comer em qualquer lugar que encontrassem na região, pois, o rancho da Unidade, por um problema, não teria condições de providenciar refeições.
É sabido o problema que passam os servidores do estado do Rio de Janeiro, que mal têm dinheiro para pagar passagem, quanto mais comer na rua. E neste caso muitos ficaram sem comer nada por longo período de tempo.
Como prestar um serviço de qualidade assim, são de carne e osso! As condições físicas do trabalho imposto ficaram deficientes e as condições psicológicas mais prejudicadas ainda. Foram empregados em outro serviço quando deveriam estar voltando para seus lares.

O esquema foi montado após o assassinato do Coronel Luiz Gustavo Teixeira.


Cadê o tão falado "serviço de inteligencia"? Isso foi realmente necessário? Houve resultado que justificasse? A tão propalada "pronta resposta" significa resultados, mas sem submeter subordinados a isso! Levantamento de informações, disponibilização de meios e ação, ataque na medida em que houver resistência, no ponto certo, de preferencia sem inimigos sobreviventes. Tudo respaldado pela Lei, uso da força proporcional.

Põe na conta da juíza!


Matheus do Espírito Santo Severiano, de 22 anos, identificado pela Delegacia de Homicídios (DH) como um dos autores do assassinato do coronel Luiz Gustavo Teixeira, comandante do 3º BPM (Méier), havia sido preso há menos de um ano. Em 20 de dezembro de 2016, ele foi detido em flagrante por agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), numa operação no Complexo do Lins, na Zona Norte do Rio. Na ocasião, ele foi preso após um confronto entre policiais e traficantes com uma mochila com um radiotransmissor, 73 papelotes de maconha e 193 tubos plásticos com cocaína. Beneficiado por uma decisão da Justiça, ele está em liberdade há somente quatro meses.

No dia 1º de junho deste ano, a juíza Ana Helena Mota Lima Valle, da 26ª Vara Criminal, revogou a prisão preventiva de Matheus. "Considerando que não se encontram mais presentes os requisitos para a manutenção da prisão preventiva do acusado, podendo a mesma ser substituída por medida cautelar diversa da prisão, bem como que o crime foi cometido sem violência e/ou grave ameaça à vítima, tendo, inclusive, o MP opinado favoravelmente ao pleito libertário da Defesa, revogo a prisão preventiva do acusado”, escreveu a juíza na ocasião.

Segundo Rivaldo Barbosa, chefe da DH, o motorista do coronel, que foi baleado na perna durante o assalto, disse, em depoimento à especializada, que feriu Matheus durante a troca de tiros. A polícia já conseguiu, na manhã desta sexta-feira, o mandado de prisão temporária do suspeito.
— Fizemos diligências hoje pela manhã no Complexo do Lins, mas ainda não conseguimos prendê-lo — disse Rivaldo Barbosa.
O delegado disse ainda que outros três envolvidos na morte do comandante já foram identificados, mas ainda não pode divulgar porque não estão confimados.
Já o delegado Breno Canevale, responsável pelo inquérito, descartou a possibilidade de execução.
— O coronel foi vítima de empreitada criminosa que qualquer cidadão naquele carro sofreria — disse Breno.

Chegou o fim

A Casa que manda nas leis, obedecendo ao que está escrito e fazendo respeitar o que manda a Constituição, é vista por mais de 100 milhões de brasileiros sendo palco de um duelo entre ministros.

Uma pesada discussão entre os ministros Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes, na quinta-feira (26), marcou a sessão do Supremo Tribunal Federal. No ápice do bate-boca, houve troca de acusações graves:
Mendes se dirigiu a Barroso afirmando: "Não sou advogado de bandidos internacionais". Por sua vez, Barroso respondeu: "Não transfira para mim a parceria que Vossa Excelência tem com a leniência em relação à criminalidade do colarinho branco".
O episódio se soma a uma série assustadora de fatos que vêm chocando a população, nas mais variadas esferas:

A invasão de quadrilhas disputando o comando da Rocinha; um comandante da Polícia Militar assassinado; 112 policiais militares mortos e mais de 600 vítimas de balas perdidas no Rio de Janeiro só este ano, com cerca de 70 mortes.
Segmento da imprensa ataca a PM como se a instituição fosse composta por bandidos, após  uma turista espanhola ser atingida quando passeava num lugar cujos perigos até a mídia de seu próprio país alertava. Em diversas reportagens, o jornal espanhol El País destacava a violência na Rocinha, desmoralizando a própria segurança do nosso país: 
"A situação na Rocinha está fora de controle", afirmou em reportagem do dia 23 de setembro
"A Rocinha, onde moram oficialmente 70.000 pessoas, vive em estado de exceção", dizia outra reportagem.

Reações muito diferentes das manifestadas quando um policial inglês assassinou um brasileiro dentro de um metrô. Naquela ocasião, a imprensa, submissa e envergonhada de ser brasileira, não atacava a polícia inglesa. Mas hoje ataca um soldado e um tenente que são pais de família, e que estavam nas ruas para nos proteger. 
Pudesse não só o Brasil, mas vários países do mundo ter uma polícia tão brava quanto a nossa, que mesmo desprovida de qualquer tecnologia moderna para se proteger, se arrisca para a proteção da sociedade.

Um ladrão condenado a mais de 70 anos de prisão afronta um juiz, que discretamente o recolhe para onde já deveria ter sido recolhido há muito tempo, pelo risco que oferece à sociedade. 
O Congresso diz que não vai aprovar as reformas fundamentais para o país, ao mesmo tempo em que vota pelo não prosseguimento de inquérito sobre denúncias feitas por órgão competente a fazer.
A lei se torna o sustento, a segurança, a proteção maior de um povo que não tem nada a não ser ela como única esperança. Mas a Casa que manda nas leis, obedecendo ao que está escrito e fazendo respeitar o que manda a Constituição, é vista por mais de 100 milhões de brasileiros sendo palco de um duelo em que um de seus representantes - que admite que o trabalho escravo é igual ao que ele exerce - ser acusado de leniência, julgando com preferência. E o país não vê qualquer reação. Um espetáculo tão grave e deprimente não mereceu da própria Casa nenhuma abertura de sindicância para que povo pudesse ter consciência que não há nada mais importante e superior à lei. 
Se há acusações, elas têm de ser apuradas e comprovadas. Se esta Casa finge não ver o que acontece, contrariando a lei, como o povo pode estar se sentindo? Chegamos ao fim?
Não foram "joesleys", nem parlamentares corruptos, nem carregadores de malas, nem bunkers de malas. Foram acusações feitas por ministros do STF.
                                                                                              



sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Nosso "safari" tupiniquim


Lembro-me como se fosse hoje, a Nova Brasília em guerra era de longe a favela mais letal da era UPP.
Vários policiais mortos, vários bandidos mortos. E eis que no meio do patrulhamento surgem aquelas cabecinhas loiras, em corpos compridos e rostos sorridentes; sim, turistas!
Assim como vão às savanas africanas como vivem os animais ver como vivem os animais de lá, loucos para flagrar em suas maquinas digitais supermodernas um leão abatendo uma zebra, esperar aqui flagrar um policial abatendo um traficante ou vice versa.
Assim como os animais do zoológico nos divertem nos finais de semana, nós brasileiros divertimos os turistas neste grande “safari” chamado Rio de Janeiro.
Neste ultimo “safari” na favela chamada Rocinha, um turista foi atacado por um “leão”, porém, diferentemente do leão africano que é protegido por vários organismos internacionais, o “leão” brasileiro será sacrificado.

Cabo PMERJ Garcia


No “safari” tupiniquim, o turista também está interessado em registrar cenas exclusivas, não só aquele cenário de paredes e portas crivados de balas, mas uma cena impactante, os tiros das armas de guerra atingindo corpos, dilacerando membros, esfacelando cabeças. Não usam os veículos caracterizados para o “tour”, usam veículos similares aos que os traficantes usam para que não sejam vistos com suas armas no interior, grande, potentes e com vidros escuros.


Lembrando que a turista estava caracterizada dentro de uma camuflagem característica da “caça”.


terça-feira, 24 de outubro de 2017

Há algo de muito estranho

Muito estranho este sinal feito pelo motorista do veículo aos repórteres, só faltou ser CV.

O italiano Carlos Zamineta, que dirigia o carro em que estava a turista espanhola María Esperanza Jiménez Ruiz, de 67 anos, morta a tiro pela polícia, agiu de forma irônica diante de jornalistas que acompanhavam seu depoimento na Delegacia de Atendimento ao Turista (Deat). Ele fez o "V" da vitória e, em seguida, um gesto obsceno.

Um delegado que em entrevista, sem instrução pericial e sem os depoimentos já começa afalar em ação covarde por parte do policial que efetuou o disparo teria que ser imediatamente afastado, já que se acha estrela mostrando sua parcialidade no caso.


Um furgão branco furão cerco policial e, logo a seguir vem outro veículo grande, com vidros escuros que também fura o bloqueio, os policiais declaram que fizeram disparos de advertência, disparos de fuzil. Ora, um disparo de fuzil tem alcance de 3.000 metros, não perfuraria um vidro, ocasionaria o ferimento fatal na turista e cairia antes de atravessar o banco do motorista, também atravessaria o corpo dele e mais a lataria que encontrasse pela frente e sumiria ricocheteando até sumir. Se de fato o disparo saiu da arma do tenente, o projétil ricocheteou antes de atingir o veículo, sendo certa sua afirmativa de disparo para o chão.


Devemos pensar muito sobre o que houve na Rocinha, principalmente na identificação e localização do furgão branco que furou o bloqueio no episódio em que a turista foi atingida. Tudo leva a crer num cenário montado, até porque ninguém em sã consciência aceitaria levar turistas para um tour numa área em guerra, sim, em GUERRA! Mas estranhamente o motorista, que não é brasileiro, faz um sinal estranho para os repórteres, um sinal de vitória.

Turista ou cidadão de bem não fura bloqueio policial, obedece ordem de parada e não vai passear numa favela em guerra de traficantes.


A triste realidade de um policial candidato permanente à morte


O mundo reage à infeliz notícia de morte de uma turista espanhola que estava indo visitar a Rocinha em um momento de conflagração. É justamente este o momento em que jornais do mundo inteiro – principalmente os de seu país – fazem observações pejorativas e com desdém acerca daquela comunidade.
Mas a realidade dura da nossa cidade, a empatia pelo próximo e o bom senso de cada cidadão não permitem que se transforme aquele lugar em ponto de um turismo sádico, com o duvidoso objetivo de fazer o turista ver ali, com a despreocupação de quem sai de férias pelo mundo, a tragédia e as necessidades diárias pelas quais passa um morador.
Imputar penas, querer sacrificar e punir um policial que cumpria com o seu dever, quando este mesmo policial é arbitrariamente escolhido a candidato à morte em momento tão crítico, é desonesto. É um discurso que só atende a interesses externos e não resolve a situação da cidade.
Pois qual seria a reação de cada cidadão fluminense e da imprensa nacional e estrangeira se, assim como o motorista da turista espanhola, o traficante Rogério 157 tivesse passado em alta velocidade e sem parar o carro em área na qual a identificação à polícia é obrigatória? Qual seria a reação da opinião pública se o traficante mais procurado da Rocinha tivesse fugido sob as barbas da fiscalização da polícia?

Fazer tour numa comunidade em guerra, onde matam quem quer que seja para impor sua vontade, onde momentos antes dois policiais foram alvejados, sendo um por tiro de fuzil no peito é no mínimo insano. Mais insano ainda é desobedecer a ordem policial de parada apesar de todos os avisos, com carro grande, vidros escuros e semelhante aos usados por traficantes.

Fazer turismo numa comunidade na situação em que se encontra a Rocinha é como descer a serra com um carro sem freio, morte certa! Será que a guia de turismo e o italiano que dirigia o carro não sabiam disso? Ou priorizaram ganhar dinheiro pondo a vida de inocentes em risco?


Lembrando que não foi só o carro com turistas que furaram o bloqueio, um furgão também o fez nas mesmas imagens mostradas.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

PSOL articula Boulos para Presidência

Após desistência do deputado Chico Alencar, dirigentes da sigla já falam explicitamente no nome do líder dos sem-teto para a disputa de 2018.

Boulos se reúne com Ministro de Temer, às escondidas, suplicando não ficar sem a "boquinha" que lhe garante viver sem trabalhar, Imprensa Viva

O líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos (sem partido), entrou na mira do PSOL para disputar a Presidência da República nas eleições do próximo ano. Após o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) declinar da possibilidade de disputar o Palácio do Planalto, lideranças do partido que evitavam falar abertamente no nome de Boulos por respeito ao parlamentar passaram a defender o líder dos sem-teto como representante da sigla na disputa de 2018. 

Em entrevista à TV Estadãonesta terça-feira, Boulos evitou o assunto, mas não admitiu nem descartou a possibilidade de se candidatar pelo PSOL. “Nesse momento estou focado em ajudar a organizar o processo de resistência ao desmonte do governo (Michel) Temer em relação aos direitos sociais, fazendo mobilizações como, por exemplo, a ocupação em São Bernardo do Campo e também em um debate mais amplo de projeto para o País”, disse.

Anti-Bolsonaro. Na entrevista à TV Estadão, Boulos fez duras críticas à provável candidatura do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) à Presidência, representante da extrema-direita na corrida eleitoral do próximo ano. Segundo Valente, é natural que o candidato do PSOL polarize com Bolsonaro.


De acordo com Valente, o objetivo do PSOL ao buscar Boulos é ampliar o alcance eleitoral do partido para outros setores da esquerda e deverá fazer exigências caso ele aceite o convite. “A possibilidade de filiação dele é uma opção política e partidária e vai exigir compromissos de longo e médio prazos”, disse.
O PSOL não quer esperar a definição sobre a candidatura de Lula e deve cobrar de Boulos uma resposta até no máximo o início de 2018. Embora parlamentares do PSOL digam que a maioria do partido apoia a filiação do líder dos sem-teto, a pré-candidatura de Boulos já enfrenta resistências. “Boulos atua no espectro do PT. Não amplia para o PSOL e nos coloca em uma situação ambígua”, disse o professor universitário Nildo Ouriques, que se apresentou como pré-candidato do PSOL para 2018.

sábado, 21 de outubro de 2017

"Sérgio Cabral, o maior criminoso do Rio de Janeiro"

O chefe do Comando Vermelho - facção criminosa do Rio de Janeiro -, Marcinho VP, afirmou que o ex-governador Sérgio Cabral é o "maior criminoso" do Rio de Janeiro. Em entrevista ao UOL concedida no Presídio Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, Marcinho VP contou como conheceu Cabral, ocasião em que o então candidato à Prefeitura do Rio pediu a ele votos, e afirmou que Cabral era a "maior decepção" que já teve na vida. "A maior organização criminosa do Rio de Janeiro estava instalada dentro do Palácio Guanabara, e Sérgio Cabral Filho era o cacique-mor".

"Veja o caso do ex-governador Sérgio Cabral Filho. Ele tava banindo centenas de presos no Rio de Janeiro, alegando que tava combatendo o crime organizado, mandando meter o pé em porta de barraco em favelas, dizendo que tava pacificando as comunidades, quando na verdade hoje se descobre que a maior organização criminosa do Rio de Janeiro estava instalada dentro do Palácio Guanabara, e Sérgio Cabral Filho era o cacique-mor dessa organização criminosa que levou o Rio de Janeiro à falência."


"É muita hipocrisia, senhor. Sérgio Cabral Filho foi a maior decepção que eu já tive na minha vida. Foi o maior charlatão que eu tive o desprazer de conhecer na minha vida. Em 1996, Sérgio Cabral Filho foi candidato a prefeito do Rio. A equipe dele, coordenadores de campanha dele, me procuraram na época, no Alemão, para poder pedir ajuda pra campanha dele. A coordenação de campanha dele levou ele até a mim no Alemão. Showmício na época, num domingo, show do grupo Molejo. Levei ele pro meu camarote, sentou na minha mesa, comeu, bebeu, me abraçou, conversamos quase uma hora. Falei com ele: 'A única coisa que você não pode fazer é chegar lá, amanhã ou depois, e esquecer a comunidade. A comunidade é carente pra caramba. Os políticos vêm aqui, prometem, prometem e, depois, acaba a eleição... Só aparecem de quatro em quatro anos'. Ele falou: 'Não, pode deixar que eu nunca vou esquecer a comunidade aqui, nunca vou esquecer o que você tá fazendo por mim. Você é jovem pra caramba. No futuro, quem vai mandar no país somos nós mesmo, que somos todos jovens'."
"Ele não ganhou, perdeu aquela eleição. Mas a minha parte eu fiz. Dei milhares de votos a ele. Os votos que eu prometi, eu dei a ele. Quando chegou dez anos depois - primeiro ele se elegeu senador, quatro anos depois se elegeu governador do Rio. Dez anos depois que ele teve comigo pessoalmente, o primeiro ato do governo dele foi me banir do Rio de Janeiro. Pra mim tanto faz, eu não tenho preferência por cadeia. Mas ele fez o pior governo do Rio de Janeiro. Minha revolta com ele é porque ele fez o pior governo do Rio de Janeiro. Levou o Rio de Janeiro ao estado de falência total. Não fez nada para as comunidades carentes. Só roubou. Ao invés de investir no ser humano, na população, pegar o dinheiro do povo e investir no próprio povo, ele investiu em joias, investiu em seu enriquecimento ilícito."
"O político que foi contada a maior quantia de dinheiro até agora se chama Sérgio Cabral Filho. Ele hoje tá pagando pelo que ele fez. Essa é a lei da natureza. Na terra a gente colhe o que a gente planta. Sérgio Cabral Filho tá colhendo o que ele plantou. Ele plantou o mal, fez muito mal para a população carioca. Foi o pior governo de todos os tempos, desde que eu me conheço por gente."
Quantos outros “Cabral” ainda estão envolvidos com o crime no Rio de Janeiro? Um dia também trairão, que sejam eliminados a tempo.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Rede Globo x Temer


O portal O Dia noticiou que o presidente Michel Temer enviou o ministro Moreira Franco para conversar com a cúpula da TV Globo há dois meses para entender os motivos da emissora ter promovido um ataque tão acintoso contra seu governo.
A emissora não demonstrou interesse em esclarecer os motivos da mudança repentina na linha editorial, dando a entender que a campanha teria continuidade.
Segundo a reportagem, não restou outra alternativa ao governo a não ser uma declaração de guerra. Na sequência, Temer determinou um levantamento completo e a execução de eventuais dívidas da emissora com a União, como impostos em atraso e financiamentos no *BNDES*.
A Globo reagiu imediatamente e no contra-ataque determinou a aproximação de seus principais executivos com o Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, na tentativa de fazê-lo Presidente da República.
São constantes as conversas de Maia com o vice-presidente de relações institucionais da Globo, Paulo Tonet. Eles almoçaram juntos domingo passado, revelou a Coluna.
A Emissora não vai desistir de derrubar o governo Temer. Não se sabe bem ao certo qual seria o motivo da Globo se expor de forma tão vergonhosa numa campanha sórdida para interferir no processo eleitoral do país.
Fontes internas garantem que a direção da Globo está sofrendo pressão de grupos políticos da oposição. Há quem diga inclusive que os donos da Globo estão sendo chantageados com a ameaça de um escândalo de proporções épicas. Somente algo muito grave justificaria a campanha suicida da emissora que vem perdendo a credibilidade junto aos formadores de opinião no país.
Outras fontes do mercado apontam a dificuldade que a emissora estaria enfrentando para obter recursos junto ao BNDES.
“Eles nunca foram críticos do uso do banco público para financiar empresas bilionárias como a JBS, as empresas X do Eike Batista e a própria Globo. Agora que a torneira foi fechada, descobriram que não conseguem manter o “padrão” sem a ajuda do Estado e estão com saudades dos governos petistas”, afirma um analista de mercado.
Na guerra de informações, há quem afirme que a Globo estaria desesperada com a possibilidade de perder o controle da sucessão presidencial de 2018, caso Temer permaneça no poder e consiga conduzir a transição democrática do país.

O real temor da Globo é que nomes indesejáveis para ela como o de *Jair Bolsonaro* ganhem força na disputa, e dessa forma a torneira do BNDES se feche de vez. Além da censura à toda putaria que a Globo vem passando para nossas famílias há décadas como pedofilia, apologia às drogas, prostituição, anti-cristianismo, pederastia, movimento racista negro, desrespeito aos pais, ódio ao empreendedorismo, apoio ao bolivarianismo na Venezuela, defesa de marginais, menosprezo aos policiais etc.
Dessa vez a Globo terá que renovar seu pacto com o diabo, e pelo visto, o bode a ser sacrificado terá que ser bem grandão!


terça-feira, 17 de outubro de 2017

Câmara bem sinalizada.

Placa em frente à Câmara dos Deputados é alterada para 'formação de quadrilha'.
Dida Sampaio, O Estado de S. Paulo

Autor teve o cuidado de usar a mesma tipologia das placas de sinalização de trânsito utilizadas em Brasília.

BRASÍLIA - Na véspera da votação da denúncia contra o presidente MichelTemer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), uma placa de sinalização de trânsito em frente à Câmara dos Deputados amanheceu nesta segunda-feira, 16, coberta com um adesivo com os dizeres "Formação de quadrilha. Corrupção Ativa. O grande acordo nacional".