terça-feira, 31 de outubro de 2017

"Comandantes de batalhão são sócios do crime organizado no Rio"

"Comandantes de batalhão são sócios do crime organizado no Rio", diz ministro da Justiça.
Torquato Jardim contesta tese de assalto em morte de comandante de batalhão do Méier.


O ministro da Justiça, Torquato Jardim, fez críticas contundentes ao governador Luiz Fernando Pezão e à segurança pública do Estado do Rio de Janeiro, em entrevista ao Blog de Josias de Souza, no portal UOL, nesta terça-feira (31). Segundo Jardim, Pezão e o secretário de Segurança, Roberto Sá, não têm nenhum controle sobre a Polícia Militar.
"Nós já tivemos conversas — ora eu sozinho, ora com o Raul Jungmann (ministro da Defesa) e o Sérgio Etchegoyen (chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência) —, conversas duríssimas com o secretário de Segurança do Estado e com o governador. Não tem comando", afirmou Jardim, acrescentando que o comando da PM fluminense decorre de "acerto com deputado estadual e o crime organizado". 
Ainda segundo Torquato Jardim, a morte do comandante do 3º Batalhão da PM (Méier), Luiz Gustavo Teixeira, na última quinta-feira (26), trata-se de um "acerto de contas", e não de um assalto. ''Esse coronel que foi executado ninguém me convence que não foi acerto de contas. Ninguém assalta dando dezenas de tiros em cima de um coronel à paisana, num carro descaracterizado. O motorista era um sargento da confiança dele”, afirmou o ministro. "Comandantes de batalhão são sócios do crime organizado no Rio", completou Jardim.

O ministro afirma que com Pezão "não será possível" melhora na situação da segurança do estado - "a virada da curva ficará para 2019, com outro presidente e outro governador" - e que, diante do fato de que "a milícia está tomando conta do narcotráfico" em decorrência da prisão de chefes do tráfico, essa horizontalização deu mais poder aos comandantes de batalhões da PM.
"Não tem um chefão para controlar. Cada um vai ficar dono do seu pedaço. Hoje, os comandantes de batalhão são sócios do crime organizado no Rio", sentencia Torquato Jardim.
O governo do Rio divulgou nota a respeito das declarações do ministro. Na nota, Pezão reforça que o governo do estado e o comando da Polícia Militar não negociam com criminosos.

Veja a nota: 
NOTA À IMPRENSA
O governador Luiz Fernando Pezão afirma que o governo do estado e o comando da Polícia Militar não negociam com criminosos, ressaltando que "o comandante da PM, coronel Wolney Dias, é um profissional íntegro". O governador destaca ainda que o ministro da Justiça, Torquato Jardim, nunca o procurou para  tratar do assunto abordado pelo ministro na entrevista concedida ao UOL. Pezão frisa também que as escolhas de comandos de batalhões e delegacias fluminenses são decisões técnicas e que jamais recebeu pedidos de deputados para tais cargos.


Gostaria muito de não ter tomado conhecimento disso, mas, quando as palavras partiram de um Ministro da Justiça, não há como ignorar. E o mesmo deveria ser feito pelo Governador do Estado do Rio de Janeiro, pelo Secretário de Segurança Pública que diz ter plena confiança no Comandante Geral PMERJ A quem deu carta branca nas escolhas dos comandos e do próprio Comandante PMERJ, pois, foram diretamente atingidos pelas acusações.

Mas peca o Ministro da Justiça ao se referir à cena do crime, o Coronel estava fardado dentro da viatura e seu motorista não é sargento e sim cabo. Mas certamente visualizando o cenário pode-se ver apontando para execução, o carro dos assassinos parou na frente do carro oficial descaracterizado e onde o coronel fardado poderia ter sido visto no interior. 

Pela posição dos veículos, se tem a impressão que o carro do coronel foi interceptado.

Com este bloqueio saíram atirando, acertando o coronel que não teve tempo de reação, morrendo sentado no banco. Já o cabo, teve tempo de saltar e se abrigar atrás da porta do motorista, que estava crivada de tiros, tendo sido acertado na perna e os meliantes partido em fuga.
As palavras do Ministro deixam a sociedade do Rio de Janeiro mais apavorada do que já está com a liberdade com que bandidos fortemente armados agem e, deve ser questionado, junto aos que acusa sobre as fontes de suas palavras.




3 comentários:

  1. Correto...
    Contra fatos não há argumentos...
    Onde encontrar créditos nas investigações da DH depois do pífio comentário do Dr Flávio Cardoso!!?
    Em que país do mundo se permite um "Tur" onde a paisagem é a miséria humana das Favelas!!?
    Onde estão os policiologos diante dessa falta de ética e erro grotesco de um Delegado que publicamente e sem amparo legal prende um Oficial de Polícia em Serviço?
    Esta "curva" de conhecimento envolve até o FBI dos EUAs ...
    Esse Cartel envolvendo o alto escalão e a formiguinha é o mesmo seguimento do de Brasília,ou seja, quem não votar à fovor de Temer, perde a cabeça...
    O Sistema é f...

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  2. Até em Comunidade UPP tem Funk Proibidos regados à drogas, pedofilia e ostentação de jóias , corros luxuosos e armento pesado!!!
    E no Complexo do Alemão. ..imagine um cenário destes com uma Delegada de Polícia sentada no colo do jogador Adriano...
    Acho que o ministro se esqueceu de acrescentar mais alguns "SÓCIOS"!!!

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